Logo da CBIC

Agência CBIC

12/11/2010

Queda da Selic pode retrair programas habitacionais

CBIC Clipping

10/09/2010 :: Edição 001

Jornal DCI OnLine/SP|  12/11/2010

Queda da Selic pode retrair programas habitacionais

SÃO PAULO – A política de aperto fiscal proposta pela presidente eleita Dilma Rousseff, que pretende em 4 anos baixar a taxa de juros básica (Selic) em 2 pontos percentuais, não será positiva para investimentos em habitação, como o Programa Minha Casa Minha Vida. Segundo o presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Andrew Frank Storfer, para conseguir a diminuição da Selic seria necessário a redução de gastos do governo. "Se não houver corte de gastos, não será possível diminuir os juros".

 O projeto foi criado em 2008 para tentar suprir o déficit habitacional entre a população de baixa renda, e propõe juros mais baixos no financiamento da casa própria e um prazo maior para quitação do débito com a instituição financeira, no caso, a Caixa Econômica Federal. As especulações sobre a continuidade do projeto surgem após o anuncio do orçamento 2011 que será disponibilizado pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que em reunião na última terça-feira, decidiu destinar R$ 46,9 bilhões para projetos do governo, sendo que R$ 30,6 bilhões serão destinados apenas para a habitação. Além do Minha Casa Minha Vida, o Pró-Moradia, programa do FGTS que beneficia a população em vulnerabilidade social, receberá R$ 2 bilhões e R$ 1 bilhão será empregado por meio do Pró-Cotista, programa que destina recursos aos detentores de conta vinculada no FGTS e que tem juros abaixo do usual.

 Para o professor de economia da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), José Eduardo Amato Balian, a iniciativa do novo governo que em quatro anos pretende manter a taxa Selic em 2% é válida e seria de grande importância para a economia brasileira. "Seria ideal essa redução [da Selic] em dois anos, perdemos um pouco no começo para crescer mais adiante". Mas ele pondera em relação aos grandes investimentos que o Brasil terá de fazer nos próximos anos. "Não podemos esquecer dos investimos públicos e privados que teremos com a Copa do Mundo em 2014 e as Olimpíadas em 2016. Será necessário um aperto fiscal considerável, o que poderia esfriar a demanda de consumo, a redução de gastos com pessoal e até mesmo em projetos como o de habitação."

 Ainda segundo o professor de economia, "o ideal é que não haja alta inflacionária, e para que isso aconteça, só cortando gastos". O resultado seria a diminuição ou um crescimento muito lento dos programas habitacionais já existentes, o que fica em total desacordo com a intenção do novo governo, que pretende reduzir de forma significativa o problema da falta de moradia no Brasil.

 Para o presidente da Anefac, "não adianta reduzir a Selic pensando em ampliar o programa habitacional, ainda mais com o prazo de pagamento tão extenso da dívida. Quem empresta esse dinheiro tem de ver como vão ficar essas finanças amanhã", e enfatiza que "a política creditícia terá de ser bem regida para não afetar outros setores".

 O único desacordo entre os especialistas fica com a questão da real chance da nova presidente em reduzir a taxa a um nível tão baixo. Para Storfer, "dependerá apenas da forma como a nova presidente implantará essas medidas econômicas durante a sugestão. Acho que a redução deve ser lenta para não assustar a economia", diz o economista

 Já o professor de economia da ESPM acha difícil atingir essa meta proposta. "Acho muito difícil, para controlar a inflação o governo terá de cortar muitos investimentos. Para dar certo, só a Selic sendo reduzida de forma drástica, perdemos no começo para crescer depois".
 Além da habitação, outros setores serão beneficiados com o orçamento que o FGTS pretende destinar para o próximo ano. Serão R$ 4,8 bilhões investidos em saneamento básico. Para infraestrutura, foram aprovados R$ 11,5 bilhões, R$ 4 bilhões para transporte urbano e R$ 7,5 bilhões via FI-FGTS, fundo de investimento que destina recursos para os setores de energia, rodovia, ferrovia, hidrovia, portuário e de saneamento. Os valores foram aprovados ontem pelo Conselho Curador do FGTS, que também aprovou o Plano Plurianual do fundo para o período de 2012 a 2014.

"banner"  
"banner"  
"banner"  
"banner"  

 

 

"Cbic"

COMPARTILHE!

Agenda de Eventos e Transmissões

Janeiro/2021

Filtrar eventos

Seg

Ter

Qua

Qui

Sex

Sab

Dom

-

-

-

-

1

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

25

26

27

28

29

30

31

Nenhum evento

Parceiros e Afiliações

Parceiros

 
APEOP-PR
AEERJ – Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro
Sinduscon – Foz do Rio Itajaí
APEOP-SP
Sinduscon-Porto Velho
Sinduscon-BNU
Assilcon
Sinduscon-RO
ASSECOB
Sinduscon – Norte
Sinduscon-MS
Sinduscon-RS
 

Clique aqui e veja todos os parceiros

Afiliações

 
CICA
CNI
FIIC
 
Tekne Kiralama karın germe Estetik Ankara özel kurtaj meme büyültme retrobet epoksi vaporesso betpark giriş betgaranti kolaybet En iyi casino siteleri diyarbakır escort escort istanbul escort izmir izmir escort
X