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29/04/2011

Qualificação ruim prejudica construção civil

 

 
29/04/2011 :: Edição 089

Jornal O Estado de S.Paulo/BR – 29/04/2011
qualificação ruim prejudica construção civil

Segundo pesquisa da CNI, 89% das empresas do setor têm problemas para achar
bons trabalhadores

Edna Simão

Nove em cada dez empresas da construção
civil
sofrem com a falta de trabalhadores qualificados no setor, segundo
estudo divulgado ontem pela Confederação
Nacional da Indústria
(CNI).

Pela pesquisa, 89% das construtoras enfrentam dificuldades por causa do
déficit de mão de obra qualificada e, portanto, não conseguem aumentar a
produtividade, melhorar a qualidade dos serviços prestados e cumprir prazos. O
maior problema é a contratação de trabalhadores para canteiro de obras, como é
o caso de pedreiro e serventes.

"Isso está atrapalhando os prazos, a qualidade e o aumento da
produtividade. A contratação de profissionais sem qualificação faz com que a
execução do trabalho seja mais lenta e exige um número maior de pessoas fazendo
a mesma coisa", ressaltou o gerente de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca.
O economista da Câmara Brasileira da
Indústria da Construção
(CBIC),
Luis Fernando Mendes, acrescentou que a falta de profissionais no setor está
relacionada ao "boom da construção" verificado, principalmente, a
partir de 2004.

A Sondagem Especial da Construção Civil,
feita pela CNI, ouviu 385
empresas, que empregam mais de 20 pessoas no País. Do total, 191 companhias são
pequenas, 145 médias e 49 grandes. A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e
20 de janeiro deste ano. Em 2009, conforme dados da Relação Anual de
Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, existiam 147 mil
empresas atuando no segmento.

Considerando apenas as empresas que são afetadas pela falta de qualificação
profissional, 61% das construtoras ouvidas disseram que o problema afeta o
aumento da produtividade. Já 59% delas afirmaram ter dificuldades de melhorar a
qualidade dos serviços prestados e 57% para cumprir prazos. A maioria das
empresas pesquisadas (91% do total) acredita ser necessário investir em
qualificação para reverter o quadro. Porém, 56% das construtoras temem aplicar
na capacitação devido à alta rotatividade dos trabalhadores.

A Sondagem da CNI mostra
ainda que 94% das empresas da construção
civil
, que sofrem com a falta de trabalhador qualificado, disseram ter
dificuldades para encontrar profissionais básicos ligados à obra, como
pedreiros e serventes. "O grosso do problema está na contratação de
trabalhador para o canteiro de obras", afirmou Fonseca.

Capacitação. Para tentar minimizar o gargalo da falta de mão de obra
qualificada, 64% das empresas que enfrentam dificuldades por conta disso têm
optado por capacitar o trabalhador na própria construtora.

Mas 45% destacaram que estão adotando política de retenção do trabalhador
como a elevação dos salários pagos e concessão de um número maior de
benefícios. As construtoras (43%) disseram que em algumas situações optam pela
terceirização de algumas etapas do processo de construção ou prestação de
serviços.


Leia também:

Jornal Diário do Comércio/BR – 29/04/2011
mão de obra é gargalo, diz cni

Setor enfrenta dificuldades com qualificação profissional, aponta
sondagem.

Brasília – Nove em cada dez
empresas da construção civil sofrem com a falta de trabalhadores qualificados
no setor. Isso é o que mostra estudo divulgado ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), realizado em conjunto com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção
(Cbic). De acordo com a Sondagem
Especial da Construção Civil, que ouviu 385 empresas entre os dias 3 e 20 de
janeiro, 89% das empresas enfrentam dificuldades por conta da falta de
trabalhador qualificado.

O estudo mostra ainda que 61% das empresas da construção civil, que
enfrentam a falta de trabalhador qualificado, afirmam que o problema afeta a
busca pela eficiência e a redução de desperdícios. Além disso, 56% das empresas
afirmam que a alta rotatividade dos trabalhadores é uma das principais
dificuldades para qualificá-los.

Segundo a Sondagem da CNI, 94% das empresas da construção civil que sofrem
com a falta de profissional qualificado têm dificuldade para encontrar
profissionais básicos ligados à obra como pedreiros e serventes. Mas a pesquisa
destaca que 64% das empresas que enfrentam dificuldades por falta de mão de
obra qualificada adotam a capacitação na própria empresa como uma das
principais formas de lidar com o problema.

Projeção – O Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) estima que 7,3 milhões de trabalhadores
brasileiros ficarão desempregados este ano. Desses, 73% não terão experiência e
qualificação necessária para concorrer aos empregos existentes no país.

Os dados constam de um estudo divulgado ontem pelo instituto. De acordo com
o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, apesar do país ainda ter um excesso de
mão de obra qualificada, a falta de formação dos trabalhadores deve se tornar
ainda mais grave no país com o tempo.

"Se continuarmos a crescer no ritmo atual, vamos ter problemas",
afirmou Pochmann, durante a apresentação do estudo Emprego e Oferta Qualificada
de Mão de Obra no Brasil: Projeções para 2011. "Nós temos mão de obra
qualificada para o tipo de empregos que a economia brasileira vem gerando. Mas,
conforme a nossa economia vai se desenvolvendo, a demanda será mais
especializada", ressaltou.

Segundo o presidente do Ipea, 80% dos empregos do país estão em pequenas
empresas. Pochmann disse também que 90% das vagas de trabalho abertas no
mercado nacional oferecem salários até tês salários mínimos, o equivalente a R$
1.635.

Para esses empregos, o nível qualificação exigida não é alta. Porém, afirmou
Pochmann, com o crescimento da economia, mais empregos devem surgir, a
exigência deve aumentar e a qualificação pode se tornar um problema do mercado
de trabalho.

Para minimizar isso, o presidente do Ipea defende mudanças no sistema de
qualificação dos trabalhadores. Na opinião dele, no Brasil, mais pessoas
deveriam ser treinadas dentro das empresas. "A quantidade de trabalhadores
formados em estágios e programas trainees é pequena. Temos muita gente
em cursos oferecidos por escolas, fora das empresas", afirmou.

Pochmann avaliou que estes cursos são importantes. Contudo, alguns postos de
trabalho exigem uma qualificação ainda maior que, nesse tipo de programa de
formação, os trabalhadores não obtêm. "O governo poderia incentivar as
empresas que treinam seus funcionários dentro do ambiente de trabalho",
sugeriu.

Ele defendeu também um planejamento de longo prazo dos programas de formação
profissional. Pochmann disse que empresas e governo precisam conversar sobre a
necessidade de mão de obra para direcionar os investimentos na solução de
possíveis "gargalos".

 

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