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16/06/2011

Presidente cumpre promessa de campanha com o programa

"Cbic"
16/06/2011 :: Edição 120

Jornal Brasil Econômico/BR- 16/06/2011

Presidente cumpre promessa de campanha com o programa

 

Minha Casa, Minha Vida, lançado no governo Lula, deve ter sua primeira fase concluída somente em 2012

 Entre as mudanças anunciadas hoje pela presidente Dilma Rousseff para acelerar a segunda fase do programa "Minha Casa, Minha Vida", a principal está relacionada ao teto para o financiamento da moradia com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)-cujo limite está estagnado no mesmo patamar há três anos.

 Com o reajuste, o governo pretende expandir o programa especialmente entre as famílias com renda mensal entre seis e dez salários mínimos nos grandes centros urbanos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Nessas localidades os imóveis costumam custar mais caro, e, portanto, ficam acima do limite até então estabelecido.

 O programa é uma prioridade de Dilma, que na campanha eleitoral se comprometeu a construir pelo menos 2 milhões de moradias em seus quatro anos de governo. Diante disso, o Conselho Curador do FGTS elevou, há cerca de um mês, o preço máximo dos imóveis enquadrados no programa. O teto para imóveis localizados nas regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal passou de R$ 130 mil para R$ 170 mil.

 Nas demais capitais, o valor máximo do imóvel dentro do programa foi elevado de R$ 100 mil para R$ 150 mil. Para municípios com população a partir de 250 mil habitantes ou integrantes de regiões metropolitanas, o valor máximo passará de R$ 80 mil para R$ 130 mil. Para os demais municípios, o valor permanece em R$ 80 mil.

 No início de junho, o presidente da Caixa Econômica Federal, Jorge Hereda, informou também que a segunda fase do programa-a ser anunciada hoje- terá recursos de R$ 120 milhões a R$ 140 milhões para financiar a construção de moradias. Segundo ele, o volume de recursos é mais do que o dobro do investido no ano passado somente pela Caixa – R$ 53 milhões para os imóveis destinados a todas as faixas de renda.

 

 Atraso na entrega

 

 O programa habitacional-voltado a famílias com renda de até 10 salários mínimos – foi lançado pelo governo do expresidente Luiz Inácio Lula da Silva no final de março de 2009, com subsídios da ordem de R$ 34 bilhões.

 Um ano depois, em março de 2010, ainda com a primeira etapa em curso, foi anunciada sua continuidade, com previsão de 2 milhões de moradias contratadas até 2014 e subsídios do governo acima de R$ 70 bilhões. Três quintos das habitações, nessa etapa, deveriam ser destinadas a famílias com renda de até três salários mínimos por mês.

 Até o fim do ano passado, contudo, apenas uma em cada quatro moradias contratadas dentro da primeira edição do programa havia sido entregue. Do total de 1 milhão e 3 mil unidades contratadas de abril de 2009 a dezembro de 2010, 247.257 habitações foram entregues, conforme dados da Caixa Econômica Federal. Diante dos números, a expectativa é que a primeira fase do programa habitacional seja completamente concluída somente em 2012.

nova fase vai procurar atender a demanda nos grandes centros

Dubes Sônego

 No interior do país e em capitais menores, avaliação de consultor imobiliário é de que a iniciativa é bem sucedida

 A segunda edição do Minha Casa, Minha Vida, programa de financiamento facilitado para a compra de moradias populares do governo federal, poderá resolver uma das poucas deficiências apresentadas em sua primeira versão: o teto de financiamento insuficiente para a compra de imóveis nas grandes metrópoles do país, em especial na Grande São Paulo, onde os preços dos terrenos dificultam a construção de empreendimentos que se adequem ao perfil exigido.

 É o que dizem consultores como Pedro Candreva, diretor de vendas e investimentos da consultoria imobiliária Jones Lang LaSalle. No restante do país, segundo ele, o programa "deu muito certo".

 "O pessoal fala que deu errado, mas pela primeira vez na história do Brasil um projeto de subsídio habitacional funciona direitinho. Principalmente em cidades médias, de 300 mil, 600 mil habitantes", afirma.

 Para ilustrar, Candreva conta um caso pitoresco. Há três ou quatro meses, diz, presenciou os corretores com quem jantava em um clube de Belém, no Pará, serem abordados por três garçons e uma garçonete da casa, interessados em comprar imóveis por meio do Minha Casa, Minha Vida. "Liguei depois para os corretores, para saber se de fato fecharam o negócio nos dias subsequentes. E eles me disseram que sim".

 Mesmo no interior de São Paulo, em cidades como Sorocaba e Campinas, ou capitais como Manaus e Goiânia, o modelo atrai número crescente de construtoras.

 "Vemos casos como o da Dimensional Engenharia, que tem empreendimentos vultosos, com 3 mil, 4 mil unidades, na grande Belém, que vão ser grande sucesso", afirma Candreva. Por isso, "quem já está no segmento, quer ampliar. Quem não está, quer entrar".

 Em relação à segunda edição do programa, que será lançada hoje, a expectativa é de elevação do teto de financiamentos nos três níveis de renda previstos.

 Com isso, o consultor afirma que o mercado acredita que será possível a construção de mais empreendimentos voltados ao Minha Casa, Minha Vida nas regiões metropolitanas de grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belo Horizonte. São cidades onde a demanda reprimida é alta, mas a falta de terrenos joga para cima os preços dos imóveis e inviabiliza o enquadramento nas regras do programa.

 Ao contrário do que acontece em cidades do interior, onde os donos de terrenos muitas vezes aceitam a permuta de terrenos por apartamentos que serão construídos sobre eles, em São Paulo, as construtoras são obrigadas a recorrer, às vezes, à montagem de terrenos. Isso significa comprar diversos pequenos imóveis contíguos e demolí-los, para abrir uma área maior.

 Procuradas pelo BRASIL ECONÔMICO, construtoras como a Cury e a Living, ligada à Cyrela, disseram que só vão se pronunciar após o anúncio oficial da segunda versão do programa, na manhã de hoje, em Brasília.

 A Living, por exemplo, tem a maior parte de seus empreendimentos concentrados em cidades do eixo São Paulo – Campina, como São Bernardo, Guarulhos, Jundiaí, Suzano e Valinhos. Poderia, assim, ser uma das beneficiadas pela ampliação do limite de renda para financiamentos por meio do Minha Casa, Minha Vida.

 De forma semelhante, a Cury está em São Paulo, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Jacareí, Mogi das Cruzes e Suzano. E no Rio de Janeiro.

 Outros nomes do ramo, como a Tenda, que hoje pertence à Gafisa, tem atuação mais diversificada.

 A Tenda está presente em mercados como Salvador (BA), São Leopoldo e Canoas (RS) e Goiânia (GO), além de São Paulo.

 PELAS BEIRADAS

 Primeira versão do Minha Casa, Minha Vida é vista como bem sucedida no interior do país e em capitais menores, mas limitada nos grandes centros.

 Expectativa é de que eventual ampliação do teto de renda para financiamento viabilize mais empreendimentos em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

 O principal problema nas cidades grandes é o preço dos terrenos, que afeta diretamente o custo final dos imóveis. É algo que acontece mesmo na periferia.

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 Ampliação do limite de renda para financiamento pode beneficiar grandes construtoras com atuação mais restrita à Grande São Paulo

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"Cbic"

 

 

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