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Agência CBIC

29/11/2010

Porto Maravilha – Projeto promete revitalizar Zona Portuária do Rio de Janeiro

O projeto Porto Maravilha promete mudar, para muito melhor, a realidade do Rio
de Janeiro. Lançado em junho passado, o Projeto vai revitalizar toda a Zona
Portuária da cidade, transformando-a em um pólo turístico e de investimento
para empresários de vários setores. O investimento inicial gira em torno de R$
350 milhões para obras de reformulação urbanística. Está prevista uma série de
melhorias para o entorno do porto, como investimentos em iluminação pública,
recuperação de patrimônios culturais, pavimentação, calçamento, drenagem e
plantio de árvores. A seguir confira entrevista exclusiva com o presidente do
Sinduscon-Rio, Roberto Kauffmann, sobre o assunto.


Quando surgiu o Projeto Porto Maravilha?

Surgiu ainda no governo anterior.
A ideia era revitalizar a zona portuária do Rio de Janeiro, que estava muito
decadente e precisava passar por um processo de transformação. Evidentemente,
com a escolha da cidade do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de
2016, o projeto cresceu de importância. Há cerca de um ano, o presidente Luíz
Inácio Lula da Silva foi ao Rio de Janeiro para conhecer melhor o Projeto Porto
Maravilha. Imagino que já pensando nas Olimpíadas, ele demonstrou total
interesse em fazer com que o projeto saísse do papel. Esse apoio do Governo
Federal é importantíssimo porque cerca de 60% das áreas da região portuária são
federais.

Qual a importância do Projeto?

O Porto Maravilha vai transformar
a região em um pólo turístico e de investimento para empresários de diversos
setores, o que é muito bom para a cidade do Rio, para o Brasil e, claro, para a
construção civil, pois movimenta o setor e a economia. Em 2009, foi criada a
Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro
(CDURP) que vai gerir o Projeto Porto Maravilha e tem como principal objetivo
transformar a região num pólo dinâmico de desenvolvimento da cidade do Rio. A
CDURP é presidida por Jorge Arraes, que é egresso da Funcef e tem carreira na
Caixa Econômica Federal. Uma pessoa muito competente.

Como a CDURP vai atuar? 

A Companhia de Desenvolvimento
vai atuar, principalmente, em cinco grandes frentes: na mobilização de recursos
financeiros, através da criação e gestão de um fundo de investimento
imobiliário; na gestão e regulação dos serviços e da renovação da
infraestrutura urbana, que serão operados em regime de concessão, por uma
parceria público privada; na coordenação com os demais órgãos públicos dos
investimentos culturais e sociais na região; na mobilização de investidores
privados e orientação para que os investimentos sejam econômica e
ambientalmente sustentáveis; e, na promoção da participação da população e da
sociedade civil para que possam influenciar e principalmente desfrutar dos
benefícios do projeto.

Que tipo de empreendimentos
serão construídos na “nova” Zona Portuária?

A região tem cerca de cinco
milhões de metros quadrados. Começa na Praça Mauá e vai até o Caju. Ou seja, o
local comporta uma quantidade muito grande de construções. Vai haver
construções residenciais para a população que habita na periferia e que ocupa
alguns morros. Algumas residências serão revitalizadas e outras, que estão em
áreas de risco, vão ser transferidas para locais seguros em projetos
habitacionais dentro da região. Além disso, o setor fez uma proposição ao Comitê
Olímpico Internacional (COI) para que parte das instalações dos Jogos Olímpicos
fosse na Zona Portuária. O prefeito acolheu a ideia. Com isso, lá serão
construídas as instalações que vão abrigar a mídia internacional e os árbitros,
o que vai acarretar a construção de cinco mil apartamentos. Tais residências
serão feitas pela iniciativa privada e vão ser vendidas para a população depois
dos jogos. Existirá um apoio de financiamentos para a construção e o
investimento do setor privado vai ser na aquisição das áreas mediante
leilões.  Lá também estão sendo construídos o Museu do Amanhã, que é uma
iniciativa da Fundação Roberto Marinho com a Prefeitura; a nova sede do Banco
Central do Rio; escolas; institutos de logística; de profissionalização;
museus; áreas turísticas, entre outros empreendimentos.

As obras já começaram? Qual a
previsão de término?

Já começaram sim. O cronograma
das obras é até 2015. Isso porque a região necessita de um volume grande de
obras de infraestrutura. O Fundo de Garantia – aí tive participação porque eu
era representante do setor no Conselho Curador do FGTS à época – criou uma
linha de financiamento para obras de infraestrutura. Foi feita uma operação
estruturada que concedeu para o município do Rio de Janeiro 3,5 bilhões de
reais para fazer todas essas obras. Para isso, houve uma concorrência
internacional. A empresa que vencer ficará responsável por essas obras de
infraestrutura: veículo leve sobre trilhos, saneamento, parte viária, energia
elétrica e outras. A iniciativa privada, em paralelo, também já está começando.
Algumas empresas já compraram terrenos que eram de particulares para fazer
prédios comerciais próximos à Praça Mauá. E também vão ter leilões de terrenos
federais que foram passados para o município para se fazer empreendimentos
residenciais, comerciais e mistos.

De que forma a população local
será impactada com a consolidação do Projeto Porto Maravilha?

Um dos grandes objetivos do
projeto é dar melhores condições de vida para as pessoas que já vivem na Zona
Portuária, além, é claro, de atrair novos moradores para a região. Além disso,
o projeto está articulado com outras ações da Prefeitura que prevêem a
construção de creches, unidades de saúde, escolas e reurbanização dos morros.
Vale destacar ainda que os moradores vão se beneficiar da renovação urbana e
das oportunidades de negócios e empregos que serão gerados na região. O projeto
é irreversível, criará no centro do Rio uma condição maravilhosa. Vai ter
hotelaria, turismo, residências de vários níveis, de interesse social, de porte
médio, mais luxuosas.

Na sua avaliação, como o setor
da construção civil se beneficia com o projeto?

Para o setor é muito bom. Muitos
empresários estrangeiros estão interessados em fazer parcerias conosco para
construir na região. Essas parcerias são interessantes porque eles entram com
recursos e então as obras não precisam ter o financiamento para a construção.
No entanto, há o financiamento para quem vai comprar, que é de longo prazo.
Portanto, o retorno para eles é rápido, de 20 meses, 25 meses. É a garantia de
financiamento de longo prazo pela poupança ou FGTS. E também há os
financiamentos comerciais.

 

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