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20/09/2011

Por uma política de baixo carbono

"Cbic"
20/09/2011 :: Edição 180

 

Jornal do Commercio RJ/RJ 20/09/2011
 

Por uma política de baixo carbono

As mudanças climáticas são uma realidade no nosso planeta, e afetam de forma drástica a vida na Terra, modificando ecossistemas inteiros, e representando verdadeira ameaça à vida em todas as suas formas, inclusive a humana.
 Diante desse quadro, fica claro que é necessário que se implementem ações urgentes para a redução das emissões de combustíveis derivados do petróleo, controle do desmatamento, do tratamento do lixo etc.
 O Brasil tem uma importância econômica mundial, e suas ações devem corresponder a esse papel, no sentido de gerar energias renováveis, diminuindo a emissão de gases do efeito estufa (GEE), e preservando a sua biodiversidade.
 Por isso, é imprescindível a construção de uma economia de baixo carbono, que até o momento, é incipiente.
 Ações isoladas têm sido realizadas em vários setores da economia. Muitas propostas estão sendo viabilizadas pela iniciativa privada, que já percebeu a importância da efetivação de uma economia de baixo carbono, que reduza as emissões de GEE, sobretudo o CO2.
 O EPC (Empresas pelo Clima), um foro permanente de discussões sobre o clima, e que tem trabalhado para apresentar sugestões e efetivar políticas de redução de GEE, mostrou ao público, em 2010, um conjunto de propostas centrado em três setores da economia: transportes, agropecuária e energia. Ficou claro nos relatos que a implementação de políticas governamentais para uma economia de baixo carbono é imprescindível, mas para ser bemsucedida, deverá haver uma parceria entre o poder público e a iniciativa privada.
 O escritor e economista Eduardo Gianetti, em reportagem publicada no site Marco Universal, afirma que os preços refletem uma visão monetária, mas são cegos para o impacto ambiental. Muitos economistas preferem não levar em conta este fator, como também não considerar a questão social no cenário econômico.
 O fato é que o Brasil não tem uma política governamental de baixo carbono implementada, e por isso, corremos o risco de ficar na contramão da economia mundial, pois o mundo está reconhecendo a importância da utilização racional de recursos naturais e da preservação ambiental.
 COMPROMISSO. Com certeza, se o poder público assumir o compromisso de, em parceria com a iniciativa privada, implementar políticas governamentais de economia de baixo carbono, projetos sustentáveis de potencial energético, construção civil e outros setores da economia serão viáveis. É preciso comprometimento e, apesar de parecer um velho chavão, também vontade política.
 Nova realidade – O mundo todo está tendo que se adaptar a uma realidade: os recursos naturais não vão durar para sempre. O uso indiscriminado dos recursos naturais demonstra que é preciso mudar o comportamento humano no que se refere à exploração econômica de tais recursos. O planeta sofreu danos, muitos deles irreparáveis em função da indiscriminada exploração econômica por parte do homem.
 O Brasil não tem uma cultura voltada à proteção ambiental.
 A questão econômica é que tem pautado as discussões sobre a tendência mundial de viabilização de uma economia de baixo carbono, porque o Brasil ainda está engatinhando no que se refere à sustentabilidade, preservação ambiental e controle da emissão de poluentes.
 É fundamental que se vejam mais oportunidades na implementação de uma política forte de eficiência energética, com baixa emissão de GEE, do que prejuízos em sentido amplo com tal implementação.
 Eis o exemplo dos países escandinavos: eles optaram por uma economia de baixo carbono antes até da questão do clima estar nas pautas de discussões internacionais. Isso aconteceu porque dependiam 100% do petróleo, e com a crise dos anos 1970, foram obrigados a buscar fontes alternativas de energia.
 Nesses países, os empresários perceberam que a transição para uma economia de baixo carbono não era um dilema, mas uma oportunidade de novos negócios. Por esse prisma, é possível sim, mudar a cultura consumista atual, que não vê limites para as pretensões da sociedade, para uma cultura que vê na sustentabilidade a chance de melhorar a vida na sociedade atual e preservar a vida futura.
 É muito importante preparar uma geração futura melhor, consciente, menos consumista. Essa meta poderá ser atingida através de um efetivo choque cultural que, apesar da previsão constitucional disposta no artigo 225, ainda não aconteceu.
 Vários congressos, seminários e simpósios têm sido realizados pela iniciativa privada e pela comunidade acadêmica a fim de discutir e dar sugestões aos governantes de como se efetivar, no Brasil, essa transição para uma economia de baixo carbono. Espera-se com isso que a sociedade brasileira consiga se adaptar a essa nova ordem mundial que, efetivamente, é irreversível.

"Cbic"

 

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