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08/05/2012

Por enquanto, Selic menor não acelera investimentos

"Cbic"
08/05/2012:: Edição 311

 

Valor Econômico/BR 08/05/2012
 

Por enquanto, Selic menor não acelera investimentos

A recente trajetória de queda dos juros básicos no país não promoveu uma corrida desenfreada das empresas para antecipar ou elevar investimentos, ao contrário do que gostaria o governo federal. Grandes companhias brasileiras acompanham o tema de forma cautelosa, atentas a todos os fundamentos da economia doméstica e internacional. A maioria delas mantêm seus projetos, como Fiat e Braskem, cujos investimentos devem chegar perto de R$ 20 bilhões nos próximos anos.
 Um número menor de empresas enxerga o momento como oportuno para acelerar os aportes. Embora não entre em detalhes, o presidente da CPFL, Wilson Ferreira Júnior, é categórico ao relacionar juros descendentes com aceleração de investimentos da distribuidora. Prevendo alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 4% neste ano, ele diz que o padrão mais agressivo de investimento será comandado pelo crescimento da economia, com maior demanda de energia elétrica. O custo do crédito é instrumento para viabilizar investimentos, paralelamente ao BNDES, que tem atuado com linhas alternativas, explica Ferreira Júnior.
 Fabio Schvartsman, diretor-geral da Klabin, conta que a companhia já vinha se preparando para um novo ciclo de investimentos. A redução das taxas de juros realimenta positivamente esse processo, fazendo com que as perspectivas de crescimento futuro da economia sejam melhores e, portanto, haja espaço para a entrada de novas capacidades, revela ele, mencionando despesas de R$ 6,8 bilhões para a construção de uma nova planta industrial que produzirá celulose para os mercados interno e externo. A catarinense WEG é outra grande empresa disposta a aproveitar a onda de juros mais baixos. Estamos prontos para aumentar a velocidade do nosso programa de investimentos caso isso seja necessário, revela o executivo Harry Schmeizer Jr.
 Integrantes do mercado de tecnologia da informação e informática, Positivo e Totvs veem na redução dos juros mais benefícios a seus clientes. É uma questão neutra. A demanda por computadores no Brasil pode justificar aumentos de investimentos da companhia e o computador deve continuar entre os maiores anseios de compra do consumidor nos próximos anos, afirma Hélio Rotenberg, presidente da Positivo. A queda de juros auxiliará as empresas de software a vender mais, à medida que novos clientes vão poder financiar a implantação de sistemas para se tornarem mais competitivos, diz Laércio Cosentino, executivo-chefe da Totvs.
 André Esteves, que comanda o banco BTG Pactual, avalia os benefícios do novo cenário: A queda dos juros é fundamental para uma expansão do crédito imobiliário.

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