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AGÊNCIA CBIC

06/10/2022

Quintas da CBIC: Poder Legislativo sai fortalecido das Eleições de 2022

O país está caminhando para uma nova movimentação democrática dentro do Legislativo. Essa foi a conclusão dos convidados do Quintas da CBIC desta quinta-feira (06/10) sobre o perfil da nova cena política, após o 1º turno e o novo Congresso Nacional, assim como que o Poder Legislativo sai fortalecido das Eleições de 2022.

O debate foi conduzido pelo presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, e contou com a participação do jornalista e sócio da TORRE Comunicação e Estratégia, Marcone Gonçalves; do jornalista e sócio-diretor da Krieger Consultoria de Imagem, Gustavo Krieger, e do cientista político Leonardo Barreto.

Marcone Gonçalves ressaltou que o resultado das urnas demonstra uma mudança estrutural dentro da política brasileira, no que se refere ao Poder Legislativo. “Essa mudança estrutural tem a ver com uma reforma eleitoral que vem sendo implementada no Brasil ao longo do tempo. Uma condensação dos partidos políticos, casada com uma mudança política substancial no pensamento de representação social do Brasil e ideológico”, disse.

Para Gustavo Krieger, o grande desafio é como as forças – Direita, Esquerda e Centro – vão conviver dentro do Congresso Nacional e com o Poder Executivo, seja ele quem for, mas entende que o cenário será diferente.

Na avaliação do cientista político Leonardo Barreto, o Congresso deve se tornar ainda mais soberano. “Não estamos vivendo um movimento trivial da nossa história. O principal evento trazido pelo resultado eleitoral foi o fortalecimento das forças do Congresso, que defendem e têm um papel mais relevante no destino da nação”, reforçou Leonardo Barreto.

“Ou seja, enquanto a gente ficou assistindo o conflito entre Executivo e Judiciário, quem se fortaleceu foi o Legislativo”, salientou Krieger.

“A CBIC tem pregado desde o início das eleições a importância de cuidar do Congresso Nacional, que é a ressonância da sociedade”, lembrou José Carlos Martins.

Sobre possíveis reformas estruturais no País, Krieger destacou que o debate depende de quem for o novo presidente da República, mas que, a princípio, o Congresso tendo mais poder facilitará o debate.

Já sobre a definição do 2º turno, Krieger disse que ela se dará por quem conseguir ganhar mais espaço junto aos eleitores de Simone Tebet (MDB), Soraya Thronicke (União Brasil), Ciro Gomes (PDT) e Luiz Felipe d’Avila (Novo) e uma maior mobilização para levá-los a votar dentro desse processo no dia 30/10.

Na opinião de Leonardo Barreto, a questão regional é muito importante nesta eleição, assim como o que, de novo, pode ser apresentado pelo presidente e candidato Bolsonaro e os apoios que serão dados pelos parlamentares e governadores eleitos.

Quanto às pesquisas realizadas e os resultados obtidos no 1º turno das eleições, Krieger ressaltou que a pesquisa que tem erro zero é o resultado das urnas.

Marcone Gonçalves destacou também que mitos foram derrubados nestas eleições. Em sua avaliação, os parlamentares eleitos estão alinhados com pensamento político ideológico e têm uma representatividade social importante.

Questionado se há uma pauta que está gerando voto nessas eleições, Leonardo Barreto citou síntese levantada pelo jornalista William Waack que aponta questões como liberdade do indivíduo, disposição de empreender, necessidade de solidariedade para os mais vulneráveis, simplificação de regras, necessidade de segurança jurídica e valores religiosos e de família. No entanto, salientou que se há uma certeza para 2023 é de que o Brasil, independente de quem vença a eleição presidencial, não terá um governo de esquerda. Mencionou também que o ambiente econômico permitiu ao presidente Jair Bolsonaro ser competitivo e gerar confiança sobre um futuro governo.

Sobre o day after, os convidados avaliam que, independente de quem ganhe as eleições no dia 30/10, será fundamental a atuação de forças para pacificar o ambiente nacional. Já sobre como será o tom do 2º turno, ambos apontaram que ele já começou pesado e que para conseguir votos, tanto Bolsonaro quanto Lula precisam de ações amplas e pontuais e que ambos estão usando como trunfos a primeira-dama Michele Bolsonaro e Simone Tebet frente às mulheres, respectivamente.

No que se refere a como o País sairá da eleição, Krieger concluiu que “podem ter desejos, esperanças, mas está difícil de ter certezas, neste momento, de que Pais vai sair”.

Assista a íntegra desse importante debate.

 

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