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Agência CBIC

23/03/2022

Guerra na Ucrânia: economista da CBIC debate impactos na economia e no mercado imobiliário

A economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos, participou, nesta quarta-feira (23), do webinar “Guerra na Ucrânia: impactos na economia e no mercado imobiliário”, da Brain Inteligência Estratégica, juntamente com o sócio-diretor da empresa, Fábio Tadeu Araújo. Durante o evento, os participantes debateram como a invasão russa à Ucrânia afeta a economia brasileira e quais segmentos de mercado serão impactados. Também foram analisadas as implicações para os preços no Brasil (inclusive dos insumos do setor da Construção), para  o incremento da taxa de juros  e para o dinamismo da atividade econômica. “ Quanto mais tempo durar o conflito, maior os impactos – não só para a economia brasileira, mas para a economia global”, disse Ieda Vasconcelos.

No início do webinar, a economista destacou três pontos do conflito. O primeiro, é a crise humanitária, que pode ser considerada uma das maiores desde que aconteceu a segunda guerra mundial (1939-1945). As estimativas indicam mais de 2,8  milhões de refugiados e dificuldade de contar o número de mortos.

O segundo ponto é o momento: o conflito acontece quando a economia mundial estava se recuperando dos estragos provocados pela pandemia. Já o terceiro é a intensidade dos reflexos na economia nacional, que depende da duração da guerra.

A economista ressaltou que a Rússia e a Ucrânia são responsáveis por 30% das exportações mundiais de trigo. “Além disso, a Rússia é o quarto maior produtor de cereal do mundo e maior exportador. A Ucrânia é o sétimo maior produtor e está entre os quatro maiores exportadores e isso é uma demonstração do porquê os valores de importantes commodities agrícolas estarem aumentando”, salientou.

A Rússia também é um dos maiores produtores de petróleo do mundo. De acordo com Ieda Vasconcelos, a capacidade de produção é de 10 milhões de barris por dia. “O país é o maior fornecedor de gás natural da Europa, com cerca de 40% do abastecimento”, disse.

No âmbito das importações, a economista afirmou que a Rússia ocupou a 6ª colocação no ranking dos países que o Brasil realizou importações. “Portanto, a Rússia é relevante nas compras brasileiras no exterior. Na relação entre os dois países, o destaque é a compra de fertilizantes”, disse.

Além disso, os economistas debateram sobre as sanções impostas à economia da Rússia. Como por exemplo, a retirada dos seus principais bancos do sistema Swift, serviço global de telecomunicações entre instituições financeiras no mundo. “Essa medida impede a transferência de dinheiro e paralisa o comércio entre produtores russos e seus compradores”.

Ieda Vasconcelos também demonstrou preocupação com a possibilidade de maior incremento no preço dos insumos da construção. “O setor, desde julho/20 já vivencia uma forte pressão em seus custos em função dos fortes aumentos nos preços dos materiais de construção.  E essas altas não foram repassadas na sua totalidade para os preços dos imóveis”, detacou.

Para o sócio-diretor da Brain Inteligência Estratégica, Fábio Tadeu Araújo, as sanções são impactos reais à economia. “Na prática, as sanções são políticas de empobrecimento ao mundo, não apenas da Rússia”, explicou.

Os economistas debateram, ainda, sobre diversos temas sobre o conflito. Para saber mais detalhes, clique
aqui e assista à live na íntegra
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