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18/11/2016

“O FUTURO DA MINHA CIDADE” CONQUISTA NOVOS APAIXONADOS E LEVA SOCIEDADE BRASILIENSE A PENSAR O QUE QUER DA CIDADE E ENTORNO EM 2035

Na noite dessa quinta-feira (17/11) foi a vez dos apaixonados pela capital do País conhecerem a proposta do projeto “O Futuro da Minha Cidade” e refletirem sobre o que querem de Brasília e seu entorno em 2035. De iniciativa da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com a correalização do SESI Nacional e patrocínio da Caixa Econômica Federal, o projeto, desenvolvido desde 2012, já passou por 16 cidades brasileiras e tem como principal objetivo mobilizar a sociedade local a ser protagonista e não refém das mudanças futuras em suas comunidades, criando soluções para a sustentabilidade urbana, nos moldes do modelo da cidade de Maringá, no Paraná, referência nacional em educação, saúde e serviços públicos municipais. “Nós somos construtores das cidades. É nossa obrigação. É nosso desejo contribuir para a melhoria delas”, justifica José Carlos Martins, presidente da CBIC, que participou ontem (17/11), na sede do Sinduscon-DF, em Brasília, do lançamento do projeto na cidade. Com apenas 56 anos, Brasília e seu entorno mudaram muito. “Temos que devolver Brasília aos brasilienses. Apesar de estar carregando uma imagem errada, é uma cidade maravilhosa. Temos que resgatar isso”, reforçou Martins.

Provocar as lideranças comunitárias e empresariais, representantes de associações de classe, instituições de ensino superior, organizações não-governamentais, formadores de opinião e moradores de Brasília a refletirem sobre as consequências de um eventual crescimento desordenado na cidade pelas próximas décadas a fim de sensibilizá-los, mostrando que é necessário uma parceria entre a sociedade e o governo local, em busca da qualidade de vida da população, foi o principal objetivo do encontro, realizado pelo Sinduscon-DF, com apoio da Ademi-DF e da Asbraco. O ex-prefeito de Maringá Silvio Barros lançou reflexões relacionadas a como estará Brasília em 2035 em questões relacionadas a emprego, segurança, saúde e qualidade de vida da população para, em seguida, apresentar as ações desenvolvidas pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (CODEM), criado com a finalidade de propor e executar políticas de desenvolvimento econômico, social e planejamento urbano na região.

O CODEM é um exemplo de que é possível uma parceria entre a sociedade e o governo local que assegure tanto o crescimento econômico da cidade quanto a melhoria da qualidade de vida das pessoas. “Política é o agente transformador da sociedade, ache você bom ou ruim, e você é responsável por ela ser boa ou ruim. O que tem que ser discutido é a sua responsabilidade”, defendeu Barros. O caminho para isso, segundo ele, é a criação de um conselho da sociedade organizada que atue no planejamento urbano de sua cidade.

Em Maringá, a sociedade civil organizada se apoderou da sua cidade. “Hoje, o CODEM auxilia o Legislativo na fiscalização e apoia o planejamento de longo prazo e principalmente a continuidade dos projetos”, reforçou Martins. Fundada em 1947, Maringá, que tem mais de 350 mil habitantes, é um case de sucesso, com um dos melhores indicadores de desempenho. A cidade, com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 0,8 (23º do Brasil), ocupa o terceiro lugar do País em saneamento básico, o quinto no combate à mortalidade infantil, o 13º em geração de empregos e o 15º em exportação. Para alcançar esses números, a cidade passou por um processo de amadurecimento e organização da sociedade civil organizada na década de 90 que foi fundamental para sua história de sucesso.

O futuro das cidades, segundo Silvio Barros, depende dos cidadãos, mas para isso é preciso planejar. Ainda segundo ele, para que haja equilíbrio entre as forças de Governo, Setor Produtivo e Sociedade Organizada é preciso harmonia e atuações igualitárias, para que a responsabilidade são seja somente de uma parte interessada. Foi o que fez a sociedade organizada do município, com o Movimento Repensando Maringá, em 1994, e a criação do CODEM, em 1996, que reescreveu a história da cidade com o Maringá 2020, proposta entregue aos candidatos a prefeito. “Em 1996, o projeto de planejamento vacinou a cidade. Independentemente de quem ganhasse, ele tinha o compromisso com os maringaenses”, destaca Barros. Um dos resultados da boa gestão pública em Maringá foi indicado no estudo socioeconômico sobre toda a região metropolitana que revelou economia de 9 milhões de reais, refletindo na economia e na capacidade de investimento da prefeitura. “Maringá de 2047 já está em planejamento para comemorar os seus 100 anos, com estudo financiado pela sociedade para fazer com que a cidade funcione como a sociedade quer”, mencionou Barros.

Goiânia avança no projeto

A capital goianiense já demonstra bons avanços no projeto “O Futuro da Minha Cidade”, após a implantação, em 2015, do seu Conselho de Desenvolvimento Sustentável e Estratégico (CODESE), cuja principal função é planejar, formular e fazer executar as políticas de desenvolvimento econômico da cidade. De acordo com o presidente do CODESE e também presidente da Ademi-GO, Renato de Sousa Correia, o objetivo do projeto em Goiânia é elevar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da 45ª posição para a 10ª. Para atingir essa meta, o Conselho desenvolveu diretrizes e macro projetos que foram apresentados aos candidatos a prefeitos da última eleição, bem como ao governador do Estado, Marconi Perillo, e aos vereadores da cidade, por meio do “Goiânia 2033 – O Centenário”. Foram instituídas onze câmaras técnicas, alinhadas com a vocação da cidade e desenvolvidos quatro projetos: Econômico, com apoio da Tendências Consultoria; um de Gestão Pública, com apoio da Comunitas; Desenvolvimento Humano, com apoio do Sebrae, e o Urbanístico, com o apoio de especialistas goianos. “Mais de 40 entidades integram o CODESE. Uma união jamais vista”, destacou Correia, reforçando a importância do projeto na cidade.

O diretor-executivo da Open Knowledge Brasil e um dos criadores do Programa Cidades Sustentáveis, Ariel Kogan, destacou que, quando se pensa no futuro das cidades, há diversos desafios como relacionados à privacidade, apropriação de espaços públicos e conexão nos locais. “Este projeto da CBIC apresenta um caminho concreto para pensarmos e construirmos uma governança urbana mais alinhada com os principais desafios do século XXI”, avaliou Kogan, parabenizando a entidade por levar um novo modelo de pensar as cidades. “Não te    m iniciativa como essa no Brasil e na América Latina, principalmente do ponto de vista governamental”, destacou.

Como resultado, durante o evento já foram identificados parceiros potenciais para o desenvolvimento do programa em Brasília. O desafio à sociedade de Brasília foi lançado e o presidente do Sinduscon-DF, Luiz Carlos Botelho Ferreira, já convidou os presentes a aceitá-lo. “O planejamento da cidade não se faz sem uma concepção de futuro, de ações de longo prazo. A condição não decorre de espontaneidade, mas de trabalho”, reforçou. Para ele, torna-se necessária a união dos diversos setores da sociedade. “Haverá crescimento e desenvolvimento, se cada um dos segmentos avaliarem como estamos e onde queremos chegar”, ressaltou.  O evento também contou com a presença dos vice-presidentes Administrativo e Financeiro da CBIC, Adalberto Cleber Valadão e Elson Ribeiro e Póvoa, respectivamente, além dos presidentes da Ademi-DF, Paulo Muniz; da Asbraco, Afonso Assad, e da Agência Reguladora de Águas, Energia, e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), Paulo Salles.

Clique aqui para acessar as fotos do evento de lançamento do projeto O Futuro da Minha Cidade, em Brasília.

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