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28/03/2011

Necessidade de qualificação

 

28/03/2011 :: Edição 065

Jornal Estado de Minas/BR   |   27/03/2011

necessidade de qualificação

Jorge Luiz Oliveira de Almeida

* Em nossa coluna passada, publicada dia 13,
falamos do aumento da participação das mulheres na construção civil, citando
vários números do Ministério do Trabalho. Falamos também que quase 80%, de
aproximadamente 35 mil pessoas em processo de qualificação pelo Plano Setorial
de Qualificação (Planseq) do setor no estado, são do até então chamado sexo
frágil.

Hoje, falaremos das soluções que o
mercado – leia-se empresas e entidades de classe – está encontrando para
"apagar o apagão" de profissionais qualificados. Na construção civil,
atividade de geração intensiva de emprego, sem dúvida, a chegada da mão de obra
feminina nos canteiros vem atenuar esse problema. Porém, ainda falta muito para
resolver a questão.

No setor, a pouca disponibilidade
desses profissionais encontra justificativas na enorme curva de demanda dos
últimos anos. De 2004 para 2010, a construção civil viveu uma enorme expansão,
com 1,373 milhão de empregos formais gerados e aumento de 34,47% em seu Produto
Interno Bruto (PIB). Isso, depois de cerca de 20 anos de intensa calmaria e de
evasão dos profissionais qualificados para outros segmentos. O cenário do setor
era tão pouco atrativo, que o interesse pelos cursos superiores de engenharia
reduziu drasticamente, se comparado aos anos 70, quando o Brasil vivia o
milagre econômico."

Atualmente, apenas cerca de 35 mil
engenheiros se formam por ano no país, sendo que, na Coreia do Sul, por
exemplo, esse número gira em torno de 80 mil. E, ainda, entre os jovens de 18 a
24 anos, apenas 14% estão na universidade, enquanto em alguns países da Europa
e nos Estados Unidos a metade dos jovens nessa faixa etária faz um curso
superior.

Com a retomada da construção civil,
esse quadro já está mudando. Nota-se já essa mudança pelo aumento da procura
dos cursos de engenharia nas faculdades e universidades do país. Inclusive, com
um incremento significativo de mulheres na concorrência pelas vagas. E, como já
dito, nos canteiros, a quantidade de operárias também está crescendo. E, junto
com elas, os programas de qualificação dos trabalhadores de menor instrução. O
setor já se deu conta de que é preciso correr atrás dos anos de marasmo e, a
cada dia, encontra alternativas para driblar a pouca oferta de profissionais
treinados.

Muitas construtoras têm feito sua
parte, oferecendo treinamentos nas próprias obras ou enviando seus operários
para se qualificar nos cursos disponíveis. Alguns deles são iniciativas do
Sinduscon-MG, em parceria com outras entidades e instituições. Na semana
passada, por exemplo, ocorreram formaturas de dois programas encabeçados pela
entidade.

O primeiro – Projeto multiplicadores
nos canteiros de obras – é resultado de um projeto-piloto, que capacitou
operários de construtoras nas funções de pedreiro de alvenaria, pedreiro de
acabamento, armador de ferros e carpinteiro de fôrmas, agregando valores,
conhecimentos e habilidades necessários para que eles sejam multiplicadores no
próprio canteiro de obras.

Esse projeto, realizado em parceria
com o Senai-MG, propõe que o trabalhador que já atua no setor seja o instrutor
dos funcionários do canteiro, qualificando e ampliando a mão de obra existente.
Com isso, os conhecimentos vão sendo replicados, abrangendo cada vez mais
operários, uma vez que o multiplicador repassa as informações para seus colegas
de obra. Trata-se de uma alternativa encontrada para atender rapidamente as
necessidades das construtoras.

Já o Programa de requalificação de
mão de obra da construção civil, promovido pelo sindicato e pela Universidade
Fumec, por meio da Faculdade de Engenharia e Arquitetura, certificou operários
nos cursos de pedreiro de alvenaria, eletricista instalador predial e bombeiro
instalador predial. O programa está em sua oitava edição e qualificou 356
trabalhadores. É direcionado a profissionais que já trabalham no setor e seu
objetivo é aperfeiçoar os conhecimentos técnicos e humanos para que essa mão de
obra esteja cada vez mais bem preparada.

Sabemos que essas iniciativas ainda
não são suficientes diante da atividade em expansão, mas temos certeza que
fazem a diferença para os trabalhadores e construtoras. E isso nos dá
entusiasmo para plantar novas iniciativas e incentivar outros parceiros a
investir também na qualificação profissional.

* Diretor de Comunicação do Sindicato
da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG)

E-mail para esta coluna:
comunicacao@sinduscon-mg.org.br


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