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15/08/2011

Mulheres na Copa

"Cbic"
15/08/2011 :: Edição 157

 

Jornal Folha de S. Paulo/BR 14/08/2011
 

Mulheres na Copa

Nos canteiros das obras dos estádios para o Mundial de 2014, elas já são quase o dobro da média nacional feminina na construção civil  

 Rabo de cavalo para prender a cabeleira negra, brincos, aparelho nos dentes, colar, batom e blush. A ex-manicure Jéssica Fidélis de Souza, 20, continua vaidosa, mas deixou para trás a correria no salão de beleza da amiga.
 Há três meses, ela trabalha na obra do Mineirão, um dos 12 estádios da Copa de 2014.
 Jéssica é uma das 441 mulheres que trabalham na construção das arenas do Mundial. Até agora, a mão de obra feminina representa 5,09% dos operários dos nove canteiros de obra do país.
 A participação das mulheres nos estádios da Copa é quase duas vezes maior do que a média delas na construção civil no Brasil. De acordo com a última Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o setor emprega 2,79% de mulheres.
 Por cerca de R$ 700 mensais, Jéssica trocou o alicate e os esmaltes pela prancheta e a poeira para ser supervisora de tubulão na nova arena, uma das operações mais delicadas do canteiro.
 Tubulões são poços escavados por operários que descem até 15 metros de profundidade para viabilizar a nova fundação do Mineirão.
 "Nunca tinha entrado numa obra. Queria ganhar um trabalho de carteira assinada e consegui. O sacrifício valeu a pena", conta a ex-manicure, de capacete, óculos de segurança e vestida com o uniforme amarelo usado pelos operários na construção.
 Segundo João Conçeiro, gerente administrativo e financeiro do consórcio que ergue o novo Castelão, em Fortaleza, o crescimento das mulheres na construção civil "é questão de oportunidade".
 "Isso não está acontecendo por causa do aquecimento do mercado. Elas decidiram agora entrar no setor, que antigamente era exclusivamente masculino, e estão encontrando espaço."
 Para Conçeiro, a participação feminina nas obras dos estádios deve crescer mais nos próximos meses. "As mulheres estão mostrando um nível de detalhamento diferente dos homens. Quando chegar na fase de acabamento, elas vão crescer ainda mais por aqui", prevê ele.
 O Mineirão é o recordista na mão de obra feminina. No canteiro do estádio, 102 mulheres trabalham ao lado de 958 homens. Lá, elas já representam quase 10% da força de trabalho -9,62%.
 "Voltei a morar aqui por causa dessa obra. Estava vivendo em Fortaleza e trabalhava como auxiliar administrativo. Em dois meses, já fui promovida e espero seguir carreira na construção civil. Vou prestar vestibular para engenharia no final do ano", afirma Renata Santos, 33.
 Ela supervisionava tubulação e neste mês virou apontadora na obra da arena.
"Cbic"

 

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