
AGÊNCIA CBIC
Minha Casa, Minha Vida será ampliado em 2014
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10/12/2013 |
Brasil Econômico Minha Casa, Minha Vida será ampliado em 2014 Dilma disse no rádio que mais 700 mil unidades habitacionais serão contratadas até o fim do próximo ano para atingir a meta de 2,7 milhões de casas até o término do seu mandato Edla Lula Diante do alto grau de satisfação do beneficiário do Minha Casa, Minha Vida, a presidente Dilma Rousseff aproveitou seu programa semanal de rádio "Café com a Presidenta" para anunciar que no ano eleitoral virão mais moradias. Até o final de 2014, serão mais 700 mil unidades contratadas. Em avaliação divulgada recentemente pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), os beneficiários atribuem nota 8,8 ao programa iniciado no governo Lula e ampliado por Dilma. Após destacar que o programa já contratou mais de 3 milhões de moradias, sendo 2,065 milhões só em seu governo, Dilma revelou que cumprirá a meta de 3,750 milhões de contratos prometidos desde o início de sua gestão. "Nós ainda vamos contratar mais 700 mil casas de agora até o final do ano que vem, porque a nossa meta é chegar com 2,750 milhões de casas contratadas somente durante o período do meu governo, de 2011 até o final de 2014", disse Dilma. Segundo os dados do Ministério das Cidades, citados por Dilma em seu programa, o número de moradias entregues, no entanto, ainda soma 1,4 milhão. Até o fim deste ano, a previsão é de que sejam contratadas 695,1 milhões de moradias, contra 818,3 milhões em 2012. O investimento total realizado até o momento no Minha Casa, Minha Vida foi de R$ 193 bilhões. A previsão para 2014 é que os recursos investidos totalizem R$ 234 bilhões. Ainda pelos cálculos do ministério, cada R$ 1 milhão investido no programa gera 32 postos de trabalho e R$ 744 mil de renda adicional no país. O ministério estima ainda que as moradias financiadas hoje pelo programa representam 0,7% do estoque total. Em 2012 foram gerados 1,26 milhão de empregos diretos e indiretos. Para 2013 a previsão é de atingir 1,27 milhão. As compras de materiais e serviços adicionadas pelo programa foram de R$ 22 bilhões e a renda injetada na economia brasileira, segundo a estimativa do ministério, totalizou R$ 30 bilhões em 2012, o equivalente a 0,6% do produto interno bruto (PIB) nacional. Embora afirme que é difícil criar parâmetros para medir a influência do Minha Casa, Minha Vida no setor de construção civil, o economista da Câmara Brasileira da Indústria da Construção( CBIC), Luis Fernando Melo Mendes, disse que o principal mérito do programa foi trazer para a formalidade um conjunto de unidades habitacionais que vinham sendo produzidas na informalidade. Ele explica que, como havia programas específicos de incentivo à construção, como o Construcaixa, da Caixa Econômica Federal, mas não existia um amplo programa de habitação, as obras vinham crescendo e colocando em risco as próprias famílias. A casa normalmente era construída de forma rudimentar. A localidade seria em terreno irregular. "O programa exige uma formalização, que vai desde a localidade onde a casa vai ser construída, até a construtora que vai erguêla. Com isso, o efeito econômico recai sobre toda a cadeia produtiva do setor", avalia Mendes. "São 1,4 milhão de moradias que deixaram de ser construídas de maneira irregular." Outra vantagem do programa, reconhecida por especialistas é que, ainda que timidamente, tem conseguido atingir o seu objetivo primeiro, que é atacar o déficit habitacional no país. De acordo com o IPEA o déficit de 10% do total dos domicílios brasileiros registrados em 2007 caiu para 8,53% em 2012, o que representa 5,24 milhões de residências. Para a pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Maria Rita Loureiro, uma das autoras da pesquisa "Democracia, Arenas Decisórias e Políticas Públicas: o Programa Minha Casa, Minha Vida", este é um dos aspectos que diferencia o programa atual do antigo Banco Nacional de Habitação (BNH). "O BNH começa com o objetivo de ser um plano de moradia para resolver o déficit habitacional. Acabou se concentrando mais nas classes médias e até de altas rendas", compara a pesquisadora. — NÚMEROS DO PROGRAMA 1,4 milhão — O programa exige uma formalização, que vai desde a localidade onde a casa vai ser construída, até a construtora que vai erguê-la. O efeito recai sobre toda a cadeia produtiva " |
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