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31/03/2014

Mercado prevê aumento de 0,25 ponto na taxa de juros

"Cbic"
31/03/2014

DCI – Comércio, Indústria e Serviços

Mercado prevê aumento de 0,25 ponto na taxa de juros

SÃO PAULO

O mercado projeta um aumento na taxa básica de juros (Selic) de 0,25 ponto percentual, passando de 10,75% ao ano para 11%. No entanto, também não descarta uma elevação de 0,50, alcançando o patamar de 11,25%.

As projeções do mercado sinalizam uma continuidade do mesmo padrão de crescimento dos juros, que vem ocorrendo desde abril do ano passado.

A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil, que irá definir a taxa de juros, começa amanhã e termina na quarta-feira.

Os analistas, de acordo com a pesquisa Focus, projetam que o Copom pode decidir-se por uma elevação da taxa de 0,25 e que, até o fim do ano, ocorra mais uma alta nesse mesmo patamar.

O professor Keyler Carvalho Rocha, vice-presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF-SP), concorda que pode haver uma alta de 0,25 ponto percentual, alcançando a marca de 11%, mas está mais propenso a que o Copom decida por uma elevação de 0,50.

"A minha previsão é que os aumentos continuem . O mais provável é que o ano feche com 11,25%. E que a próxima elevação alcançe 11%", considera Rocha.

"Como o último quadro não ficou confortável, acredito que esse aumento ocorrerá para dar um recado de que a inflação precisa ficar mais comportada. O aumento de 0,25 ponto percentual pode resolver o problema. Mas é uma decisão difícil de ser tomada nesse momento. Pode ser que aumente 0,50 e que a resposta seja mais vigorosa", diz Rocha.

"O quadro atual é um pouco confuso, por conta dos efeitos que ocorrem sobre a inflação. Como, por exemplo, o câmbio que caiu hoje [última sexta-feira]. Ele influencia a taxa de inflação, e as importações serão reduzidas. O outro problema são as intempéries e a alta dos produtos agrícolas, como as hortaliças. Isso pesa na cesta de produtos que irão dar a taxa inflacionária", analisa o professor Rocha.

Já o professor Luiz Carlos Lemos, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, acredita que o período de alta da taxa de juros precisaria cessar para que os efeitos da última elevação possam ser melhor observados.

"O espaço de tempo entre a última alta e a reunião seguinte do Copom é muito curto. Por isso, acredito que seria arriscado demais elevar mais uma vez. Seria importante, primeiro, observar os efeitos e colher os resultados do último aumento. Portanto, do ponto de vista técnico, a manutenção da taxa tal como está, seria o ideal", opina Lemos.

No entanto, ele também concorda que o Banco Central irá decidir pela alta da taxa. "Considerando que os movimentos da inflação estão muito distante do centro da meta, acredito que o Banco Central deva realizar uma movimentação elevando a taxa de juros. Na minha opinião, essa alta será de no máximo 0,25 ponto percentual. Não acredito que o Banco Central realize um movimento mais agressivo", considera.

Inflação

O Relatório de Inflação, divulgado pelo Banco Central na última quinta-feira, mostrou que os efeitos dos aumentos da taxa de juros continuarão a se propagar nos próximos trimestres.

O BC ressaltou que a transmissão dos efeitos de alta da Selic se acumulam e levam tempo para aparecer. "Neste processo, diversos canais [de transmissão da alta da Selic] – por exemplo, da demanda, do crédito, do câmbio, e das expectativas – estão envolvidos, e operam não necessariamente com a mesma intensidade e de forma simultânea", diz o relatório sobre a inflação.

Outro ponto destacado pelo BC é que, antes de alcançar os preços, as ações de aumento da Selic interferem nas decisões de consumo e de investimento de famílias e empresas. Mas, em qualquer circunstância, há certo grau de incerteza sobre a intensidade com que a inflação reage à alta da Selic. E essa incerteza tem aumentado no atual momento de oscilações dos mercados financeiros internacionais.

O BC projeta a inflação em 6,1%, para este ano, acima do centro da meta de 4,5%. O limite superior da meta é 6,5%.

O BC também faz um alerta de que as taxas de inflação elevadas geram distorções, aumentando riscos e reduzindo investimentos. Essas distorções se manifestam, por exemplo, no encurtamento dos horizontes de planejamento das famílias, empresas e governos, bem como na deterioração da confiança de empresários. O relatório também enfatiza que a inflação elevada reduz o potencial de crescimento da economia.

 


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