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Agência CBIC

28/05/2020

Mercado de trabalho segue mostrando os fortes efeitos da crise

A taxa de desocupação no País (12,6%) no trimestre móvel encerrado em abril de 2020 foi 1,3 ponto percentual superior a observada no período de novembro/2019 a janeiro/2020 (11,2%). Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua foram divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao mesmo trimestre de 2019, a taxa ficou relativamente estável (12,5%). Com esse resultado, o País passou a ter 12,811 milhões de desempregados.

 

Construção perde 885 mil ocupações

A economista do Banco de Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Ieda Vasconcelos, lembra que a PNAD Contínua envolve dados do mercado de trabalho formal e também do informal.

Nesse contexto, as ocupações perdidas pela construção civil no trimestre encerrado em abril (885 mil) estão mais relacionadas ao segmento informal.

A análise, segundo ela, encontra fundamento nos resultados do Caged, divulgados ontem (27) pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. “Conforme o Caged, a construção civil perdeu, no trimestre encerrado em abril, 56.278 trabalhadores com carteira assinada”.

De acordo com a PNAD Contínua, a população ocupada na construção civil é de 5,9 milhões de pessoas. “Esse é o pior resultado para o período fevereiro a abril desde 2012, quando se iniciou o referido levantamento. Pode-se observar que é a primeira vez, na série histórica da pesquisa do IBGE, que o número de ocupados no setor fica inferior a seis milhões de pessoas”, diz.

Quase todos os segmentos pesquisados pelo IBGE registraram retração. No total, foram 4,9 milhões de pessoas que perderam a ocupação no período de fevereiro a abril/20. Desse número, 3,7 milhões foram de trabalhadores informais. O comércio perdeu 1,2 milhão de ocupações, a construção civil, 885 mil e os serviços domésticos, 727 mil. Praticamente todos os segmentos levantados registraram quedas no mercado de trabalho.

Para Vasconcelos, a divulgação de indicadores econômicos relativos aos meses de março e abril mostra a força da crise que se instalou no País em função do agravamento da pandemia provocada pela Covid-19 e das medidas de isolamento social adotadas para combater o avanço da doença.

Esta matéria têm interface com o projeto ‘Banco de Dados da Construção – BDC (2ª Fase)’ realizado pela CBIC, com a correalização do Serviço Nacional da Indústria (Senai).

Veja a íntegra da análise sobre a PNAD/IBGE.

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