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01/12/2014

Mercado aposta na retomada das vendas

"Cbic"
01/12/2014

Brasil Econômico

Mercado aposta na retomada das vendas 

A compra de imóveis para locação precisa ser feita com cautela, com análise de quais os locais estão com preços mais interessantes para investimento.

Como muito setores da economia brasileira, o mercado de imóveis aguarda o próximo ano com otimismo para reverter as perdas de 2014. A redução na construção e no lançamento de novas unidades, aliada ao aumento dos custos e relativa queda nos preços, faz com que os empresários encarem a quebra de expectativas como um amadurecimento do mercado, de olho na retomada das vendas de forma mais sustentável em 2015.

À exceção de Rio de Janeiro e Belo Horizonte, as demais seis capitais pesquisadas pela Câmara Brasileira da Indústria de Construção (CBIC) apresentam dados que permitem projetar redução próxima de 30% nos lançamentos de novas unidades imobiliárias em 2014, fato que levará à retração substantivada produção imobiliária já a partir de 2015.

O ano que termina teve influência de uma série de fatores. O Carnaval aconteceu tarde (em março) , houve muitos feriados e a Copa do Mundo. O mercado desacelerou no primeiro semestre, o que já é comum, mas em ritmo mais intenso. Outro fator que influiu no mercado imobiliário foi o processo eleitoral. A economia, como um todo, retraiu, e o mercado também ficou suscetível.

Expectativa da retorno

Na avaliação do presidente da CBIC, quando o investidor espera retomo em curtíssimo prazo, como todo ativo, o imóvel está sujeito à desvalorização em um momento atual da economia brasileira. Porém, é um bem que vem da necessidade das pessoas com nascimentos, casamentos e mudanças. "Não se trata de compra por impulso, o imóvel tem demanda crescente e natural, de forma que certamente essa necessidade da população continuará se transformando em compras", avalia José Carlos Martins.

Ele admite que a compra de imóveis para locação, no atual momento, precisa ser feita com cautela, com análise de quais os locais estão com preços mais interessantes para investimento. Certo é que o foco deve ser nos imóveis de um e dois quartos, no máximo de três quartos. Não se deve investir agora em imóveis de alto padrão. Para Investimento em imóveis comerciais, há que se ter cautela também, aguardando uma recuperação do ritmo da indústria e do comércio.

Nesse cenário, fundes imobiliários despontam como boa opção. Após análise do custo de administração e composição da carteira, deve-se optar por aqueles que têm quase a totalidade de investimento de fato centrada em imóveis, já que é ampla a gama de opções desses fundos, reunindo prédios de escritórios, armazéns industriais, shopping e até hospitais e faculdades. Em muitos casos, os principais fundos imobiliários do país valem menos em Bolsa do que o valor patrimonial dos imóveis em que investem.

"Durante 20 anos o mercado imobiliário esteve parado, nos dez anos seguintes viveu um boom e agora vai enfrentar um crescimento maduro e vegetativo", acredita Martins. "Imóvel ainda é um excelente investimento, o mais seguro que existe por ser um bem que rende em valores reais. É inconcebível o Brasil não voltar a crescer", aposta o executivo.

Estoque de unidades

Na visão de Paulo Fabbriani, vice presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ) e presidente da gestora de investimentos Fabbriani S/A, o movimento de redução na construção e lançamentos em 2014 foi benéfico porque o mercado "tomou juízo".

Segundo ele, havia grande volume de estoque de unidades, de modo que a oferta em 2015 será menor e também haverá menos vendas no primeiro semestre. "No cenário que tivemos neste ano, era natural que houvesse redução nos lançamentos, o que também acontecerá em 2015, refletindo-se na geração de empregos", admite.

Porém, Fabbriani aposta na retomada da aceleração das vendas em seguida. O raciocínio é que, com um estoque menor, será uma oportunidade para o mercado vender as unidades encalhadas, entrando em equilíbrio novamente.

A impressão que se tem de ar rumação nos preços, no entanto, para Fabbriani é relativa. "Em 2014, houve valorização de até 7%, até outubro, no preço dos imóveis no Brasil. Somando-se a isso os cerca de 8% na valorização da renda, chega-se a um total de 15% de rendimento, índice invejável para qualquer investimento", pondera.

O dirigente também aposta na máxima de que "imóvel é por to seguro" e acredita que, no curto prazo, será mantida a redução de liquidez no mercado, que volta a melhorar a partir de meados do próximo ano. O investimento em fundos imobiliários é também uma boa dica do gestor. "Grande parte dos fundos tem liquidez, se recuperou bem com a redução de preços e os valores patrimoniais dos imóveis não foram afetados", diz.

Os imóveis comerciais, se bem localizados, também são outra boa dica de investimento. "Há algumas barganhas nesse momento. E deve-se considerar que nunca se ouviu falar que é um mau negócio comprar na baixa e vender na alta". No mercado de ações, ele indica o investimento nos papéis ligados ao segmento imobiliário especializado em hotelaria e shopping centers.

Outro fator que é uma realidade nas grandes capitais é a falta de espaço para novas construções. Terrenos em áreas com boa infraestrutura estão escassos e a população, por sua vez, não para de buscar infraestrutura. Mas não são criadas, paralelamente, alternativas para comparar o preço de se viver na cidade grande com o preço para se viver no interior. "Não há parâmetro para se comparar o que é considerado caro", avalia Fabbriani.

Não se trata de compra por impulso, o imóvel tem demanda crescente e natural, deforma que essa necessidade da população continuará se transformando

José Carlos Martins

Presidente da CBIC



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