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AGÊNCIA CBIC

08/02/2023

Martins aborda MCMV e impactos das taxas de juros em entrevista ao CB.Poder

Entrevistado para o programa CB. Poder, transmitido ao vivo nesta quarta-feira (08/02) pela TV Brasília/RedeTV e redes sociais do jornal Correio Braziliense, o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, abordou temas nacionais como o novo Minha Casa, Minha Vida (MCMV), reforma tributária, impacto das taxas de juros no setor da construção e sustentabilidade.

A entrevista foi conduzida pelo editor de Política, Brasil e Economia no jornal, Carlos Alexandre de Souza,

Martins salientou que o PIB da Construção cresceu 7% em 2022 e que a estimativa para 2023 é de 2,5%. “Continuaremos crescendo, mas não na mesma velocidade”, disse, destacando que o setor enxerga a construção civil como prioridade zero do novo governo federal, com a retomada de obras paralisadas, do antigo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Importância do MCMV para a construção civil

Segundo do dirigente, quando o Minha Casa, Minha Vida foi lançado, em 2009, chegou a ter uma fatia de 75% do mercado imobiliário, com recursos do FAR e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Atualmente, essa participação é de cerca de 50%, via FGTS.

O executivo ressaltou o objetivo do novo governo em trabalhar na “baixíssima renda”, via Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), para as famílias com até 1,5 salário-mínimo, independente da manutenção dos outros recursos.

No que se refere às tendências do mercado, informou que o novo MCMV deve vir com um programa de sustentabilidade muito forte, inclusive com placas solares e etiquetagem. A proposta da CBIC é etiquetagem, como a do Procel Edifica, sistemas construtivos com emissões menores, especificações regionalizadas e uso da madeira.

Já sobre concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs), Martins salientou que o setor público perdeu a capacidade de investimento. Apontou a necessidade de parcerias com o setor privado para viabilizar uma série de serviços que os cidadãos precisam, como rodovias vicinais, mobilidade urbana, resíduos sólidos. “Para essas concessões, precisa apenas de regulação, com regras claras, além de uma melhor modelagem, simplificando o processo, para que mais empresas possam participar”, frisou.

No que se refere à alta taxa de juros no Brasil, destacou preocupação, apesar do mercado da construção estar pujante. “Se não atacar as causas – possibilidade de reaquecimento da inflação e reajuste fiscal, sem ter algo que define a âncora fiscal – a insegurança persiste”, mencionou, destacando que na habitação de interesse social a origem do dinheiro é mais barata e tabelada. Nas outras, a faixa de renda tem mais impacto no mercado. Em toda a história da Caderneta de Poupança, janeiro de 2003 foi o mês que teve o maior saque. “Havendo saque, não tem dinheiro para financiar”, alertou.

Reforma Tributária

Em relação à questão, destacou que a CBIC defende uma efetiva reforma tributária, que gere emprego e não penalize o trabalho formal, e não uma reforma limitada a imposto de consumo. Destacou que, como está proposto, o custo do imóvel deve aumentar de 10% a 15%, só com o imposto que vai incidir no imposto do preço de venda.

Quer assistir a íntegra da entrevista? Acesse o canal do Correio Braziliense no YouTube.

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