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21/03/2011

Máquinas invadem canteiros

 

21/03/2011 :: Edição 060

Jornal Estado de Minas/BR  |   19/03/2011

máquinas invadem canteiros

Empresas investem em equipamentos para suprir falta de mão de obra.
Expectativa é de que queda no número de trabalhadores por metro quadrado chegue
a 20% ao ano

Geórgea Choucair

As construtoras estão mecanizando cada vez mais os canteiros de obra para
tentar combater o déficit de mão de obra do setor. A figura do trabalhador
descarregando o material de construção
do caminhão na porta das obras está com os dias contados. Tudo isso começa a
ser feito por máquinas, que estão sendo as grandes aliadas das empresas para
ganhar agilidade nos canteiros de obras. A meta dos empresários é que nos
próximos cinco anos um trabalhador consiga fazer o serviço que hoje é feito por
dois.

"Temos usado mais equipamentos nas obras e essa é uma das frentes que
as empresas estão investindo. No passado, por exemplo, a gente só usava um
modelo de retroescavadeira. Hoje, temos as mini retroescavadeiras, que acessam
mais lugares, antes alcançados só pelos funcionários", ressalta Luiz
Fernando Pires, presidente do Sindicato
da Indústria da Construção Civil
de Minas Gerais (Sinduscon-MG). A meta,
segundo ele, é diminuir 10% a 20% o número de trabalhadores por metro quadrado
nas obras anualmente. "Queremos que o profissional trabalhe menos e com
mais rendimento", observa Pires.

A Grande Belo Horizonte conta hoje com 120 mil trabalhadores da construção
civil, segundo dados do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da
Construção Civil de Belo Horizonte e Região (Sticbh). O presidente do
sindicato, Osmir Venuto, afirma que o número de trabalhadores caiu 20% nas duas
últimas décadas. "Em 1990 eram cerca de 150 mil trabalhadores", diz.
A região metropolitana perdeu cerca de 15 mil empregados do setor na década
passada e isso deve voltar a ocorrer, segundo Venuto. "Os baixos salários
estão afastando os trabalhadores dos canteiros", ressalta Venuto. O
déficit de funcionários da construção civil na Grande Belo Horizonte é de 20
mil pessoas. No estado, chega a 70 mil pessoas, segundo dados do sindicato.

O presidente do Sinduscon discorda da tendência de queda no número de
trabalhadores do setor. "Estamos investindo na mecanização e melhoria da
qualificação das pessoas, mas isso não significa queda no número de postos de
trabalho. O setor da construção cresceu 11% no ano passado e deve ter uma
expansão na mesma proporção neste ano. As vagas tendem a aumentar", diz.

A EPO Engenharia tem usado a escavação com máquina nas bases do prédio,
minicarregadeiras para transportar os produtos, plataforma elevatórias para
elevar funcionários e produtos e os andaimes elétricos inovaram o sistema de
andaime. "O processo construtivo tende a ser feito mais na fábrica e com
menos pessoal. Vamos usar cada vez mais o material pré-montado. É uma tendência
e necessidade, em função da escassez de mão de obra", afirma Gilmar Dias
dos Santos, diretor da EPO.

O engenheiro Alaerson José da Silva é responsável por uma obra da EPO que
usou a escavadeira mecanizada. "Se não fosse essa máquina, teríamos que
ter outros três equipamentos: o picão, a retroescavadeira e a pá carregadeira.
E esses três equipamentos não fazem nem um terço do que a escavadeira
mecanizada faz. Economizamos na mão de obra e agilizamos o processo", diz
Silva.

MAIS CAPACIDADE A engenheira Ana Flávia Westin Filizzola é responsável por
uma obra da Masb que usa gruas (guindastes para fazer o transporte horizontal e
vertical do material) e cremalheiras, que substituem os elevadores de carga
convencional e carregadeiras. "O elevador normal tem capacidade para
carregar 800 quilos de material e de oito a 10 pessoas. As cremalheiras
carregam 2 mil quilos e até 20 funcionários. A mecanização foi uma resposta do
mercado para tentar agilizar o processo produtivo, em função da queda na oferta
de mão de obra", justifica Ana Flávia.

Frederico Eustáquio e Eduardo Zewtkoff são sócios da LokMax, empresa focada
em logística em canteiro de obra e mecanização dos trabalhos nos canteiros. No
último ano, a demanda pelos serviços dobrou. "A escassez de mão de obra
ajuda a aumentar a procura", afirma Eustáquio. Há um ano, a empresa tinha
sete funcionários. Hoje, conta com 17 e deve chegar ao fim de dezembro com 30
profissionais.

"A construção civil ainda é pouco mecanizada. O que acontece hoje no
setor foi o mesmo ocorrido na indústria há 30 anos", diz Eustáquio. Antes
de iniciar o trabalho, a empresa faz um estudo de mecanização e logística da
obra. "É uma forma de evitar que o servente pare o trabalho de apoio ao
pedreiro e marceneiro para ir descarregar o caminhão de material de construção", explica Eustáquio. O trabalho de
logística e mecanização pode reduzir, segundo ele, até 50% do custo com mão de
obra, perda de material e retrabalho.


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