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12/09/2012

Mantega: investimentos e consumo serão elevados

"Cbic"
12/09/2012 :: Edição 399

Jornal Diário do Nordeste – 12/09/2012

MANTEGA: INVESTIMENTOS E CONSUMO SERÃO ELEVADOS

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem (11) que a redução do custo de energia, anunciada pela presidente Dilma Rousseff, é fundamental para o País e beneficiará todos os setores, como indústria, comércio e agricultura. Além disso, segundo o ministro, vai permitir que o consumidor tenha uma sobra de recursos para fazer outras aquisições.

Mantega informou que o impacto desinflacionário da medida será de 0,50 ponto porcentual a 1 ponto porcentual. O ministro disse que o cálculo inclui impacto direto e indireto da redução do custo da energia sobre a inflação. "Será muito importante para 2013, que somada a outras medidas de desoneração vão permitir a redução do preço e a redução do custo no País. Estamos numa cruzada no Brasil para reduzir os custos", afirmou o ministro.

Mantega disse que a queda no custo da produção permitirá elevar os investimentos e o consumo. O ministro afirmou que em 2013, o Brasil será um dos poucos países no mundo com crescimento econômico acima de 4%.

Inflação

Na opinião da economista Eloísa Bezerra, do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), a redução na tarifa da energia irá ajudar a "ajudar segurar os preços", gerando um impacto positivo tanto para os consumidores residenciais, quanto para a indústria e o comércio, dentre outros setores da economia. "A redução na tarifa da energia vai ajudar a reduzir a inflação", reforça.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a energia elétrica residencial é um dos itens de maior impacto na inflação do País e do Ceará. Em agosto, este item teve um peso de 2,95% na composição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no Ceará, ocupando a 29ª posição no ranking dos maiores pesos para o Índice local.

No País, o peso da energia elétrica residencial na composição do IPCA nacional foi de 3,35% no mês passado.

Indústria e comércio

Além da possível redução da inflação, a economista acredita que a energia mais barata terá impactos positivos sobre a indústria e o comércio, aquecendo a economia de um modo geral. "Com relação à indústria, a produção vai crescer, pois o governo está desonerando este setor, está reduzindo os custos que o setor tem", afirma, acrescentando que ainda não há uma estimativa sobre quanto a produção industrial poderá crescer.

Eloísa Bezerra destaca ainda que, com os menores gastos com energia, a sobra de dinheiro poderá ser revertida para o consumo. "Como a conta ficará mais barata, esse dinheiro que sobrará vai para o consumo, movimentando o comércio", diz.

Impacto 0,50 ponto porcentual a 1 ponto será o impacto "desinflacionário" da medida, conforme disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Aumento da gasolina ´não está no horizonte´

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou que o governo pretenda aproveitar o alívio que a queda do preço de energia dará nos índices de inflação para elevar o preço da gasolina vendida pela Petrobras. "Não tem nada a ver uma coisa com outra. Não está no horizonte", disse Mantega, ao chegar ao Ministério ontem.

Para Mantega, a redução de custos vai elevar os investimentos das empresas e o consumo da população, já que o consumidor poderá usar o dinheiro economizado na conta de energia para comprar outros bens, possibilitando que o País cresça mais de 4% em 2013.

A Petrobras precisa importar combustível porque não consegue atender à demanda interna brasileira. Como os preços da estatal estão defasados em relação ao praticado no mercado internacional, ela é obrigada a absorver a diferença e tem prejuízo.

Ontem, a presidente da Petrobras, Graça Foster, disse que o prejuízo de R$ 1,3 bilhão, registrado pela empresa no segundo trimestre, não vai se repetir. A executiva disse que a "prioridade absoluta" é a produção de petróleo. Ao mesmo tempo, a companhia anunciou que iniciou na segunda-feira a produção de petróleo no navio-plataforma Cidade de Anchieta, instalado no campo de Baleia Azul, na parte da bacia de Campos localizada em frente ao Estado do Espírito Santo.

Dilma quer manter qualidade

A presidente Dilma disse que o governo conseguirá reduzir o custo da energia sem comprometer a segurança do atendimento aos consumidores. Segundo ela, o Estado e a Aneel serão cada vez mais vigilantes e fiscalizarão com rigor o cumprimento dos contratos e a qualidade dos serviços. Ela fez as afirmações durante o anúncio de medidas de redução do custo de energia elétrica no País.

"O bom atendimento é objetivo essencial do nosso governo. A partir de agora, puniremos de uma forma bastante clara aqueles que mal gerirem essas concessões", salientou a presidente.

Segundo a presidente, as medidas de redução do custo da energia demonstram a maturidade do sistema econômico e institucional do País. "A sociedade construiu e pagou por esse setor elétrico através de tarifas e chegou a hora de devolver a ela os benefícios desse pagamento, com tarifas mais baixas, mais justas, mais módicas".

Elogios

Fiesp, CNI e o Sistema Firjan (que representa as indústrias do Rio de Janeiro) elogiaram bastante a medida do governo e disseram que isso pode contribuir para a retomada dos investimentos no País, que recuaram nos últimos trimestres.

"É muito positivo. Nós advogávamos uma redução de 35%, mas nós conhecemos o Brasil e isso é um processo. Houve um grande avanço. O governo está de parabéns. Fez um bom trabalho", afirmou o presidente do Sistema Firjan, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira. O diretor do departamento de infraestrutura da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Carlos Cavalcanti disse que o anúncio de hoje é "o maior programa de redução de energia elétrica na história". A federação vinha há um ano e meio pressionando o governo a reduzir esse custo.

Na sua avaliação, porém, a redução da tarifa de energia poderia ser maior se houvesse novos leilões de concessão, em vez das renovações.

O governo disse que vai renovar, em 2013, concessões que vencem entre 2015 e 2017, exigindo uma redução dos preços praticados pelas concessionárias. Isso responderá por dois terços do corte médio de 20% no custo de energia que está previsto pelo governo para 2013.

Para Cavalcanti, a decisão da União de renovar as concessões sem novo processo licitatório é uma ação casuística, já que beneficia empresas específicas em detrimento do resto do mercado.

O QUE ELES PENSAM

Medida vem após pressão de um ano e meio

As reduções de até 28% no preço da energia para indústria e de até 16,2% para o consumidor residencial são excelentes. Apesar de o desconto maior atingir um porcentual menor de empresas, a primeira impressão é positiva, pois é uma luta da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) de quase um ano em meio. Agora vamos nos aprofundar, analisar a questão e ver se realmente chegou ao justo, e ainda quanto à legalidade do caminho.

 Presidente da Fiesp

Os empresários do setor industrial devem repassar a redução de custo com as contas de energia elétrica para o preço final do produto brasileiro, para que este ganhe mais espaço no mercado doméstico. No entanto, a redução dos preços vai depender de cada empresa, já que setores mais intensivos em energia, como o de alumínio, precisam diminuir custos para sobreviver. Vai depender de setor para setor, mas, com certeza, a sociedade será beneficiada.

Robson Andrade

Presidente da CNI

As contas feitas para a redução dos encargos nas tarifas de luz precisam ser compensadas pelo governo por meio de empréstimos, pelo menos nos primeiros anos de vigência do novo modelo. Em 2013, esse rombo deve ser de R$ 1,3 bilhão. A Medida Provisória prevê a possibilidade de empréstimos junto ao sistema bancário para cobrir essa diferença, que será corrigida nos primeiros anos, já que a arrecadação continua.

Nelson Hubner

Diretor-geral da Aneel


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