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21/05/2012

Levar dívida de um banco para outro não é nada fácil

"Cbic"
21/05/2012 :: Edição 320

 

Gazeta do Povo/PR 20/05/2012
 

Levar dívida de um banco para outro não é nada fácil

Em meio aos cortes significativos nos juros, consumidor deixa de aproveitar o recurso da portabilidade de crédito por burocracia

 Diante dos cortes de juros em até 70% que os bancos públicos e privados vêm fazendo desde abril, a portabilidade de crédito   levar um empréstimo, financiamento ou arrendamento de um banco para outro, em busca de taxas mais baratas e sem incidência de IOF   se torna cada vez mais interessante. Desde 2006, quando uma resolução do Banco Central regulamentou o recurso, no entanto, foram feitas apenas 1,1 milhão dessas operações. O número é pequeno perto do sistema financeiro de outros países e mesmo quando comparado à quantidade de operações de outro setor importante de serviços do país, o de telefonia fixa e móvel   em um prazo menor de tempo, de setembro de 2008 para cá, mais de 15 milhões de pessoas mudaram de operadora mantendo o mesmo número. O que faz da portabilidade de crédito algo pouco usado? A burocracia. Ao contrário da portabilidade do setor telefônico, não basta o consumidor dizer que quer mudar e tudo se resolve. É preciso ficar entre idas e vindas entre as instituições envolvidas (o banco antigo e os candidatos a novo). Além disso, dependendo do débito em questão, há muito mais dificuldade de se executar a tarefa. Financiamentos de imóveis e veículos, por exemplo, são mais difíceis de serem aceitos, porque envolvem uma nova rodada de avaliação do bem, um novo contrato e custos de cartório.
 Acir Carlos Batista tem um carro financiado no banco Itaú, pelo qual já pagou 60% de entrada e dois anos de prestações. Com a notícia da diminuição dos juros, ele pensou em pegar o dinheiro no Banco do Brasil e quitar o saldo devedor de 40 parcelas à vista, para ter um  bom desconto . Porém, após fazer uma simulação do CDC, viu que não teria nenhuma diferença.  Se eu conversar com o gerente, não sei se o juro é mais baixo, mas na simulação é a mesma coisa, não tem diferença nenhuma , comentou o policial militar Acir.
 Ir até o gerente, segundo os especialistas em Finanças, vale a pena sim, não só para alguém como Acir, que quer pagar menos, mas principalmente para quem precisa fazer uma faxina nas contas domésticas. Embora tenha começado forçado pelo governo federal, por meio dos dois bancos públicos do país, o corte de juros tem ganhado corpo e, em alguns casos, mexeu até na taxa máxima do cartão de crédito.  Basicamente, o que falta para fazer a ideia funcionar é criar um sistema parecido ao da telefonia, em que o consumidor só tenha de comunicar o desejo de mudar à nova instituição. Esta instituição é que ficaria responsável por fazer todo o trâmite seguinte, importar as informações cadastrais do cliente, liquidar seus débitos no banco antigo e ajeitar as coisas no novo , avalia o diretor-executivo de estudos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira.
 Um instrumento assim pode ser importante caso os planos de Guido Mantega e equipe se concretizem. No início deste mês, o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, informou à Agência Brasil que a expectativa do governo é de que 2012 feche com a taxa básica de juros em 8,5% ao ano e que o país tenha, daqui a alguns anos, uma flutuação entre 4% e 8%. Tudo isso somado a um movimento estável de queda dos juros bancários no país.
 Crédito imobiliário é foco do governo
 Ainda na primeira semana deste mês, fontes do Ministério da Fazenda e do Banco Central admitiram que o governo vêm estudando um modelo mais ágil para a portabilidade do crédito imobiliário   a informação veio junto com a redução das taxas praticadas pela Caixa Econômica Federal dentro dos financiamentos da casa própria. Embora o banco estatal já oferte, em grande parte das vezes, as melhores taxas, um instrumento como esse poderia acirrar ainda mais a concorrência dentro da modalidade. Hoje a portabilidade do débito imobiliário é uma das mais complicadas. Muitas vezes, o contrato com o banco original prevê um prazo de carência (permanência da operação naquela instituição por algum tempo) que passa desapercebido pelo consumidor. A operação também envolve novos gastos, já que exige uma nova avaliação do imóvel, a assinatura de um novo contrato de alienação e a atualização do registro de imóveis.
 Boa parte dos analistas acredita que o crédito imobiliário tem pouca gordura para queimar nos juros, de maneira geral. Já é barato. Para o consumidor, de qualquer forma, uma portabilidade mais fácil do financiamento seria bastante positiva. Mesmo com taxas nominais mais altas que os estatais, os bancos privados poderiam oferecer outras vantagens a seus correntistas, como uma entrada menor ou uma avaliação de crédito mais amigável.

"Cbic"

 

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