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22/08/2011

IPI deve impulsionar venda de material de construção no ano

"Cbic"
22/08/2011 :: Edição 162

 

DCI OnLine/SP 22/08/2011

 

IPI deve impulsionar venda de material de construção no ano

Com o mercado ainda retraído por medidas adotadas pelo governo para conter a inflação e por conta do aumento na restrição ao crédito, as vendas internas de material de construção cresceram apenas 2,64% em julho ante o mês anterior, e 2,24% em relação às de julho de 2010. Mas com a extensão do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) -que acabaria este mês e foi flexibilizada para seguir até 2012, o que barateará os custos dos produtos na gôndola- a previsão é de que neste segundo semestre haja um resultado melhor de vendas, já que no acumulado dos primeiros sete meses de 2011 as vendas mostram acréscimo de apenas 0,90% na comparação com igual período do ano anterior.
 Diante da ampliação por mais um ano da desoneração para o setor de materiais e dos estímulos para o mercado da construção civil, a perspectiva do setor para os próximos meses é predominantemente otimista. A surpresa da desaceleração vem devido ao segmento ter batidos grandes recordes de vendas nos últimos anos, porém começa a haver um cenário de acomodação, aponta pesquisa mensal divulgada pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).
 Nos últimos 12 meses, as vendas apresentam alta de 2,71% em relação ao mesmo período do ano anterior, e a entidade reconhece que o desempenho do setor no ano tem ficado abaixo das expectativas. "Este resultado está associado a fatores como reações do mercado às medidas de contenção da inflação adotadas pelo governo e ao aumento das importações", disse em nota a Abramat.
 Expectativa
 Na avaliação de Melvyn Fox, presidente da entidade os números ainda estão abaixo da expectativa para o segundo semestre, mas o anúncio da continuidade da desoneração do Imposto Sobre Produtos Industrializados até 2012 deve contribuir para uma aceleração desse ritmo nos próximos meses. "A manutenção desse benefício, sem dúvida, é decisiva. E, exatamente por isso, reivindicamos o aumento da lista de produtos beneficiados pela desoneração", acrescentou.
 Outro termômetro de respiro para o setor vem justamente de representantes da revenda de materias de construção, ou seja, os varejistas que atuam no ramo. Eles ainda mantém o tom de otimismo, e até mesmo projetam encerrar 2011 registrando 6% de crescimento no setor . Embora o índice tenha ficado aquém das expectativas, – já que o esperado era crescer 10% até o final de 2011- o crescimento é significativo, considerando-se o impacto representado por 2010 nas vendas do setor. "É fato que o mercado este ano não está tão exuberante quanto o do ano passado, quando tivemos níveis recordes de vendas. Mas isso não significa estagnação", explicou ao DCI o presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção, Cláudio Conz. "Houve uma desaceleração estimulada, principalmente, pelas medidas de desaceleração do crédito e pelas dificuldades do financiamento do programa 'Minha Casa, Minha Vida'", comentou Conz.
 Contudo, na análise do representante varejista, o maior responsável pelo encarecimento da construção civil relaciona-se às dificuldades de se contratar mão de obra qualificada, o que acaba postergando a compra de material de construção . "Por conta do aquecimento do mercado, hoje em dia espera-se até 60 dias para se encontrar um profissional qualificado. O que mais encarece a construção civil hoje é o custo gasto com a mão de obra", aponta Conz. Ainda assim, para ele o setor aposta na isenção do IPI como um fator decisivo para a decisão da compra – e aceleração do ritmo no segundo semestre. "O IPI representa impacto significativo na economia, porque dessa forma o consumidor tem maior poder de programar a compra", destaca ele. De acordo com ele, se o governo tivesse optado pelo retorno do IPI, haveria um acréscimo de até 9% no preço do produto destinado ao consumidor final.
 Para Clézio Woehl, diretor da Trivisan, que se diz uma das maiores fabricantes de latas de tintas do Paraná, como o mercado estava pessimista com o final do IPI, provavelmente deve ter havido algum repasse de preço no primeiro semestre, combinado com o encurtamento do crédito, o que incentivou a desaceleração. A manutenção do imposto, segundo o executivo, faz tremenda diferença, especialmente, no bolso do consumidor de baixa renda. "Nosso mercado é extremamente sensível as variações de mercado, mas ainda é o que consegue promover a maior distribuição de renda na cadeia produtiva e de serviços." A cadeia da construção civil emprega 15 milhões de pessoas, sendo 4 milhões diretamente, com poder multiplicador na demanda doméstica.
 Procuradas pela reportagem, empresas como a Dicico, C&C e Leroy Merlin não responderam sobre o assunto, até o fechamento desta edição.

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