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28/02/2011

Investimentos podem atingir R$ 3,3 tri até 2014

 

28/02/2011 :: Edição 047

Jornal Brasil Econômico/BR   |   28/02/2011

investimentos podem atingir R$ 3,3 tri até 2014

BNDES mapeia ao menos R$ 1,6 trilhão, mas admite patamar superior; participação dos aportes no PIB deve superar 22%

Ricardo Rego Monteiro

Embora a crise no mundo árabe ameace a ainda frágil
recuperação mundial, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES) mapeou um volume de investimento de R$ 1,6 trilhão no Brasil
entre este ano e 2014, somando capital externo e nacional.
Pesquisadores da instituição admitem que o total de projetos de
infraestrutura, indústria e construção civil
pode elevar esse montante para R$ 3,3 trilhões no mesmo período, o que
representaria o maior ciclo de investimentos desde a década de 1970.
Tamanho volume de recursos, segundo o BNDES, deverá contribuir para o
país elevar, até 2014, a taxa de investimento dos atuais 19% para mais de 22% do Produto Interno Bruto (PIB).

Superintendente da Área de Pesquisa Econômica do
BNDES, Ernani Torres Filho afirma que tal cenário só não se confirmará
caso ocorra um recrudescimento – para ele, pouco provável – das
turbulências nos países do Oriente Médio e do norte da África.

"A crise de 2008 foi um fenômeno muito raro,
motivado por um cenário de pânico, geralmente ligado a entrada e saída
de guerras", minimizou.

Embora tenha evitado prognósticos quanto aos efeitos
da crise árabe nos rumos do mercado mundial de petróleo, o economista
projeta, para os próximos anos, um crescimento global puxado
principalmente pelos emergentes. Estados Unidos e União Europeia, em
contraste, deverão permanecer com taxas mais modestas de PIB.

Gargalo dos juros No Brasil,
Torres projeta que o BNDES deverá permanecer, nos próximos anos, como o
grande financiador do crescimento brasileiro, apesar das medidas do
governo para estimular prazos de financiamento mais longos dos bancos
privados. Com tanto dinheiro em jogo e a maior taxa de juro do mundo,
diz, caberá ao banco de fomento a tarefa de suprir a maior parte da
demanda por crédito para bancar o volume de investimentos.

Para o executivo, maior participação dos bancos
privados só virá quando a taxa básica de juros, a Selic, cair para
patamar de um dígito, e por lá permanecer por pelo menos quatro anos. "O Brasil está no limiar de um boom do crescimento do crédito de longo prazo", projeta Torres.

"Tudo vai depender da retomada da trajetória de
queda da taxa Selic, quando a inflação der sinais de trégua. Estimo de
dois a quatro anos para isso acontecer".

Distribuição Os setores de petróleo, energia elétrica e construção civil
deverão responder pela fatia principal (R$ 1,22 trilhão) do total dos
investimentos no período. Encabeçados pela Petrobras, os investimentos
da área petrolífera deverão alcançar R$ 378 bilhões entre 2011 e 2014.
Já os de energia, demandarão outros R$ 139 bilhões, enquanto a construção civil investirá R$ 607 bilhões, capitaneada por programas como o Minha Casa, Minha Vida e pelas obras para a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.

"O setor de petróleo e gás será a grande locomotiva
da indústria brasileira, nos próximos anos, o que representa o grande
diferencial em relação aos anos 1970", projeta Torres. "Omaior desafio,
no entanto, será como otimizar os ganhos para a cadeia nacional de
fornecedores. Isso precisa ser convertido em aumento de competitividade
tecnológica para a indústria brasileira." O superintendente do BNDES
também exalta o que classificou de bom posicionamento do país não só na
área petrolífera, mas também na mineral e agrícola.

Tal fato, diz Torres, representa um dos grandes diferenciais do país, em termos produtivos, frente ao resto do mundo.


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