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26/07/2011

Inovação não é bicho de sete cabeças

"Cbic"
26/07/2011 :: Edição  143

 

Jornal do Commercio RJ/RJ 26/07/2011
 

Inovação não é bicho de sete cabeças

O mercado brasileiro e seus 100 milhões de consumidores atraem cada vez mais a atenção de grandes grupos internacionais. É comum ouvir em conversas de economistas que o Brasil é a bola da vez para os investidores estrangeiros. Até 2014, ano da Copa do Mundo, o País deve receber R$ 180 bilhões em investimentos e gastos feitos por turistas. Apesar de gerar um clima de otimismo em razão dos milhares de empregos criados, a chegada de empresas estrangeiras amplia a competição no cenário interno e já está obrigando muitos empresários a repensarem suas estratégias para fazer frente à concorrência. O que fazer para enfrentar os contêineres abarrotados de dólares que desembarcam todos os meses no Brasil e ao mesmo tempo competir com as empresas nacionais? Para o presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barretto, no cargo desde janeiro deste ano, a palavra mágica para a resposta desta questão é a inovação. "É preciso pensar em inovação não apenas pelo viés da tecnologia, mas em um sentido mais amplo. Reduzir o consumo de energia elétrica ou de água, organizar o estoque, atualizar a logomarca, adotar um novo design para a embalagem dos produtos, implantar um software para controle de fluxo de caixa são alguns exemplos de inovação que geram grandes resultados", afirma.
 Em entrevista à Agência Sebrae de Notícias (ASN), ele afirma ainda que a instituição vai investir, até 2013, R$ 780 milhões em projetos nessa área. Só este ano, 30 mil pequenas empresas serão beneficiadas com esses recursos. O segmento formado por empreendedores individuais, micro e pequenas empresas representa 99% do total de empresas no País e responde por 53% dos empregos formais. Porém, correspondem a cerca de 20% do PIB. "Existe um enorme potencial para aumentar a lucratividade nesse segmento", avalia Barretto.
 É preciso desmistificar a ideia de que inovar exige uma tecnologia complexa e cara. Como levar essa consciência para os pequenos negócios?
 De fato, o custo e a pouca articulação com os meios acadêmicos são barreiras para os pequenos empresários investirem em inovação. Nas empresas de grande porte, existem departamentos de pesquisa e desenvolvimento, o que é inviável em um pequeno negócio.
 Por isso é que criamos programas como o ALI – Agentes Locais de Inovação e o Sebraetec, com soluções de inovação para as pequenas empresas. O conceito do ALI é o de buscar ativamente os empresários e oferecer um diagnóstico. E com o Sebraetec, essa empresa passa a ter acesso a soluções de gestão, tecnologia, redução de custos, economia de energia etc. O custo dessas soluções é subsidiado em até 90% pelo Sebrae. Então, mais do que uma questão de mudar a consciência, esses programas estão viabilizando o acesso da pequena empresa à inovaçãoComo uma MPE pode identificar as lacunas a serem preenchidas por ideias de inovação em seu negócio? – O primeiro passo é pensar em inovação não apenas pelo viés da tecnologia, mas também em um sentido mais amplo.
 Reduzir o consumo de energia elétrica ou de água, organizar o estoque, atualizar a logomarca, adotar um novo design para a embalagem dos produtos, implantar um software para controle de fluxo de caixa. Esses são alguns exemplos de inovação que geram grandes resultados. A identificação nem sempre é fácil por causa da barreira cultural, do costume de fazer os negócios sempre da mesma forma. É aí que o ALI contribui. São jovens com no máximo três anos desde a graduação universitária, com conhecimento específico na sua área de atuação, que fazem o diagnóstico e indicam as soluções.
 Como tornar o investimento em inovação um hábito entre os donos de micro e pequenos negócios?
 A cultura do pequeno empresário, muitas vezes, é a do conhecimento adquirido na prática, principalmente nas empresas familiares. Esse conhecimento é muito importante e dá resultados, claro. O que o Sebrae pretende é demonstrar para esse empresário que a inovação cria um diferencial e atende uma necessidade que é enfrentar a concorrência e fidelizar consumidores.
 No dia a dia, possivelmente o empresário não tenha a percepção do que pode inovar.
 E é justamente esse o trabalho do Agente Local de Inovação, que vai até ele e oferece um diagnóstico e encaminha para as soluções do Sebraetec.
 Qual a importância da atuação do Sebrae para estimular a adoção de medidas de inovação entre as micro e pequenas empresas?
 Até 2013, o Sebrae irá investir R$ 780 milhões em projetos de inovação. Considerando apenas 2011, nossa meta é atender diretamente 30 mil pequenas empresas. A inovação é uma das estratégias da instituição para aumentar a participação das MPEs na economia brasileira. O segmento formado por empreendedores individuais, micro e pequenas empresas representa 99% do total de empresas no País e responde por 53% dos empregos formais. Porém, correspondem a cerca de 20% do PIB. Ou seja, existe enorme potencial para aumentar a lucratividade nesse segmento e a inovação é um caminho para atingir esse resultado.
 O Sebrae está conseguindo levar a inovação para dentro dos pequenos negócios?
 Acabamos de realizar em Pernambuco o II Encontro Nacional dos Agentes Locais de Inovação, reunindo os atuais 400 ALI que temos hoje nos estados.
 Os depoimentos deles e de alguns clientes mostram os resultados com ganhos em lucratividade, acesso a novos mercados e desenvolvimento.
 E os resultados tendem a ser ampliados porque teremos mil agentes de inovação ainda em 2011, com mais pessoal nos estados onde o programa já foi implantado e o início das atividades no Rio de Janeiro, Mato Grosso e Santa Catarina.
 Investir em inovação torna as empresas mais competitivas para fazer frente à concorrência internacional.
 O Brasil enfrenta essa concorrência de empresas estrangeiras? Em um ranking mundial de investimento em inovação, em que posição o Brasil estaria?
 Com certeza, o mercado brasileiro, com mais de 100 milhões de consumidores, atrai concorrentes de outros Países.
 Então não se pode aguardar passivamente a entrada de competidores estrangeiros, é preciso preparar as pequenas empresas brasileiras para esse cenário cada vez mais competitivo.
 Dados do Ministério da Ciência e Tecnologia mostram que o investimento em inovação está em ascensão no País, embora ainda não seja equiparado a outras grandes economias.
 Mas os números mostram que em outros Países a participação do setor privado em pesquisa e inovação é muito mais relevante do que no Brasil. Por isso, a agenda do Sebrae com inovação é tão importante para mobilizar o setor privado para o tema. Esse também é o motivo do Sebrae fazer parte do Movimento Empresarial pela Inovação (MEI), que reúne grandes empresas, representando ali os pequenos negócios.
 Como o investimento em inovação dentro das empresas pode influenciar o desenvolvimento da economia brasileira?
 Dado que o segmento de empreendedores individuais, micro e pequenas empresas representa 99% do total de empresas no País, não pode de forma alguma ser dissociado do desenvolvimento da economia brasileira. A participação no PIB está em torno de 20%, por isso vemos o potencial de aumentar a participação e um dos mecanismos para isso é a inovação.

"Cbic"

 

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