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08/04/2015

Indústria cresceu em apenas quatro Estados no bimestre

"Cbic"
08/04/2015

Valor Online

Indústria cresceu em apenas quatro Estados no bimestre

O cenário revelado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) da produção industrial regional mostra que as perdas do setor no primeiro bimestre deste ano foram e generalizadas, atingindo 11 dos 15 Estados pesquisados, e que há uma intensificação das perdas de produção da indústria em relação ao fim de 2014.

Nos dois primeiros meses de 2015, a queda chegou a 7,1% no país, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgada pelo IBGE. O resultado mostra que o recuo da atividade do setor está mais forte e sinaliza um primeiro trimestre fraco, já que nos últimos três meses de 2014 a queda havia sido de 4,2%, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

No primeiro bimestre, sete Estados registraram queda de produção maior que a média nacional: São Paulo (-7%), Paraná (-13,2%) e Rio Grande do Sul (-12,2%) foram os principais impactos negativos. "O movimento de queda atinge a indústria brasileira como um todo. Há uma questão relacionada com a conjuntura de endividamento das famílias, ajuste fiscal e questões de competitividade em função do câmbio", disse o superintendente adjunto de ciclos econômicos da Fundação Getulio Vargas (FGV), Aloisio Campello.

Entre janeiro e fevereiro, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais acumulam perdas na produção muito próximas à média brasileira. Na avaliação da consultoria Tendências, a região Sudeste deve ser a mais prejudicada pelo aumento do custo da energia elétrica, desvalorização cambial e os impactos da Operação Lava-Jato, além da perda de confiança. "A Operação Lava-Jato vai afetar muito a construção civil e o mercado imobiliário, deve ter um impacto muito forte nos investimentos, e por conta disso a construção civil deve ser muito afetada", afirmou Camila Saito, da Tendências.

O Rio, sede da Petrobras, parece ser o mais afetado pela investigação. Enquanto a queda na produção de materiais não-metálicos no Brasil é de 7,2%, no Rio a perda chega a 17,4%. A diferença na produção de máquinas e equipamentos é ainda maior: na média do país o tombo é de 9,9%, já o Rio soma 29% de queda. "Isso é uma sinalização de que a indústria do Rio está sendo impactada", completou a economista da consultoria.

A indústria extrativa, porém, vem se destaca no acumulado do ano, evita queda maior do Rio – e da média brasileira – além de puxar as altas nos Estados do Espirito Santo (21,7%) e Pará (8,2%).

A produção industrial em São Paulo recuou 8,5%, na comparação com fevereiro do ano passado, chegando ao 12º índice negativo seguido nesse tipo de comparação, conforme o IBGE. É a maior queda desde novembro do ano passado, quando recuou 10,4%, no confronto com o mesmo mês do ano anterior. A indústria paulista não apresentava 12 resultados negativos consecutivos desde o auge da crise, quando o setor mostrou perdas de novembro de 2008 a outubro de 2009. "A trajetória descendente dá um caráter pessimista ao setor industrial de São Paulo", afirmou Rodrigo Lobo, do IBGE. "Há uma generalização de menor produção."

Em fevereiro, a indústria paulista cresceu 0,3%. Para o economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rogério César de Souza, poderia ser um alento, mas não recupera as perdas acumuladas. Ele aponta dois fatores: o período de férias coletivas e o ajuste de estoques das fábricas. "É um jogo de tentativa e erro, ao longo do qual a produção oscila intensamente".

Com o dólar mais caro, diz Aloisio Campello, da FGV, "o setor ainda não conseguiu aproveitar o momento favorável para exportações. A desaceleração interna está suplantando o efeito ligeiramente favorável do câmbio". A alta da moeda americana beneficiaria a indústria, porque encarece as importações e torna mais barata as exportações. "Isso, na verdade, tende a favorecer a indústria nacional. Agora, quanto tempo leva para o fator cambial bater na produção? Não é possível dizer que é tão rápido assim", analisou a economista Camila Saito. "Os efeitos do câmbio ainda não aparecem", completou o chefe do Iedi, Rogério de Souza.

 

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