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17/04/2012

Índice do BC indica PIB morno no 1º tri

"Cbic"
17/04/2012:: Edição 299

 

Valor Econômico/BR 17/04/2012
 

Índice do BC indica PIB morno no 1º tri

O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,23% na passagem de janeiro para fevereiro, feitos os ajustes sazonais, e foi ligeiramente menor que o esperado pelo mercado. O dado, contudo, não anula perspectivas de recuperação ainda modesta da economia neste início de ano, segundo economistas consultados pelo Valor .
 As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre – indicador para o qual o IBC-Br serve de prévia – se concentram entre avanço de 0,5% e 0,8% em relação ao último trimestre de 2011 na série dessazonalizada e não foram revisadas após a divulgação do índice mensal da autoridade monetária.
 O recuo de fevereiro foi o segundo no ano – em janeiro, o indicador registrou queda de 0,18% nos dados dessazonalizados, segundo revisão feita pela BC. e a maior retração desde outubro de 2011, quando o índice caiu 0,58% na comparação com o mês anterior. Na comparação anual entre fevereiro e o mesmo mês de 2011, o índice apresentou alta de 0,86%, na série sem ajustes. Foi registrada também variação positiva de 1,15% entre o primeiro bimestre deste ano e o mesmo período de 2011, ainda levando em conta os números sem ajustes, por se tratar do mesmo período do ano.
 Alexandre Andrade, da Votorantim Corretora, esperava retração de 0,5% no IBC-Br em fevereiro sobre janeiro, que, em sua avaliação, não ocorreu porque a alta de 1,3% da produção industrial mais que compensou o recuo de 1,1% das vendas do varejo ampliado (que inclui automóveis e material de construção) no período. O número de fevereiro indica que o movimento de enfraquecimento da economia ficou para trás, avalia Andrade, que projeta alta de 0,8% para o IBC-Br em março, em linha com novo avanço na produção e vendas maiores no varejo.
 Confirmada essa projeção, calcula Andrade, o índice do BC encerraria o primeiro trimestre do ano com aumento de 0,2% sobre o último trimestre de 2011, feitos os ajustes sazonais, quadro que não implica revisões em sua estimativa para o avanço do PIB, de 0,6% no período. Devemos observar um crescimento maior da economia mais para frente, porque neste primeiro trimestre ainda há um comportamento distinto do varejo e da indústria.
 Para o economista-chefe do banco ABC Brasil, Luiz Otávio Leal, o alto nível de endividamento das famílias e o excesso de estoques em alguns setores da indústria impedem uma expansão maior da economia no primeiro trimestre do ano. À medida que essas duas situações sejam equacionadas e os incentivos do governo tenham impacto sobre a atividade, sustenta Leal, a economia deve recuperar fôlego com mais rapidez. Assim, em sua visão, o número de fevereiro, somado a um crescimento do IBC-Br em março, reforça sua estimativa de 0,7% para expansão do PIB entre o último trimestre de 2011 e o primeiro de 2012, feitos os ajustes sazonais. É uma recuperação ainda morna, avalia.
 Segundo Fernanda Consorte, do Santander, a demanda deve seguir forte e continuar puxando o crescimento da economia nos primeiros três meses do ano, refletindo o aumento real no rendimento dos consumidores. O maior poder de compra, observa Fernanda, também deve ajudar na recuperação da indústria, que ainda apresentará resultado negativo neste primeiro trimestre, mas inferior ao recuo de 0,5% registrado no último trimestre de 2011, de acordo com suas projeções. A indústria vai ganhar fôlego gradativamente, diz.
 Um pouco mais otimista, Thiago Carlos, da Link Investimentos, colocou viés de alta em suas previsões de 0,8% para o avanço do PIB no primeiro trimestre frente o último trimestre de 2011 na série dessazonalizada, e de 3,2% para o crescimento econômico em 2012, após a divulgação do IBC-Br de fevereiro. Com esse número e a possibilidade de um crescimento de 0,8% em março [frente o mês anterior], aumentam as chances de um PIB próximo a 1% no primeiro trimestre. Carlos trabalha com desempenho positivo tanto das vendas quanto da produção industrial em março. A tendência é de uma indústria bem forte, acredita.
"Cbic"

 

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