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19/05/2015

Incorporadoras seguram novos prédios

6 das 13 principais empresas listadas na Bolsa decidiram não lançar empreendimentos no primeiro trimestre

Lucro das companhias caiu mais de R$ 400 mi no 1º trimestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2014

Com menos brasileiros dispostos a comprar imóveis, 6 das 13 maiores incorporadoras de capital aberto do país decidiram não lançar empreendimentos novos nos três primeiros meses do ano.

A ausência de lançamentos de tantas empresas ao mesmo tempo num único trimestre não ocorria desde pelo menos 2007, segundo levantamento feito pela Folha. A pesquisa considerou as incorporadoras brasileiras cuja receita líquida superou R$ 100 milhões no trimestre.

De janeiro a março deste ano, Brookfield, Even, Tecnisa, Rossi, João Fortes e Rodobens optaram por permanecer com o mesmo portfólio. A última vez que mais de uma companhia da lista decidira não colocar à venda um novo empreendimento fora no primeiro trimestre de 2008. Ainda assim, apenas duas: Helbor e João Fortes.

Neste ano, o cenário mudou. Além do recorde de incorporadoras sem lançamentos, as que ofertaram novas unidades decidiram reduzir o ritmo. A exceção foi a Gafisa, que aumentou marginalmente o número (veja quadro). No total, o grupo ofereceu ao mercado menos 14.662 imóveis, uma queda de quase 57% ante os três primeiros meses de 2014.

"As empresas estão fazendo de tudo para tentar ajustar os estoques, que ficaram muito altos. Estoque elevado gera custo, e elas precisam cortar", diz Daniel Cobucci, analista do BB Investimentos.

Após a onda de aberturas de capital na Bolsa, entre 2006 e 2007, as incorporadoras investiram pesado em lançamentos. Capitalizadas, tentavam aproveitar o momento de bonança econômica.

A velocidade de vendas, contudo, começou a cair de 2012 para cá, e a desistência de clientes, os chamados distratos, a aumentar. Quando isso acontece, a empresa tem de investir em propaganda e equipe de vendas até encontrar um novo interessado, o que aumenta seus custos.

Com a economia parada, o problema agravou-se neste ano. Se por um lado a confiança dos consumidores caiu, por outro o governo restringiu o acesso ao crédito.

A Caixa Econômica Federal, que tem 70% do crédito imobiliário do país, subiu os juros duas vezes e aumentou a exigência de entrada para imóveis usados.

Estudo do Secovi-São Paulo, sindicato das empresas do setor imobiliário, mostrou que há 27.471 unidades à espera de comprador na capital paulista. Considerando o tempo médio de venda neste ano, seriam necessários três anos e dois meses para que todas fossem adquiridas.

RESULTADOS

Para tentar acelerar as vendas, as empresas vêm concedendo descontos que chegam a 15%. Mas algumas incorporadoras, como Even e Rossi, já alertaram a seus investidores para o fato de que, caso a demanda siga fraca, há chance de não lançarem mais nada até o fim deste ano.

Com custos mais altos e tendo de baixar preços, o lucro das companhias ficou menor. Das 13 analisadas, só MRV, Gafisa e Eztec tiveram resultado melhor que o do início de 2014. Três delas registraram prejuízos (PDG, Brookfield e João Fortes). O lucro das 13, no total, caiu mais de R$ 400 milhões.

Para a Moody's, o setor lançará menos e terá queda de 10% nas receitas.

No primeiro trimestre, outras incorporadoras, como JHSF, CR2 e Viver, também deixaram de lançar unidades./ Folha de S. Paulo

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