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Agência CBIC

13/09/2019

Gestão compartilhada: fator de sucesso para os projetos industriais

É crescente o entendimento entre empresas contratantes e contratadas de que a adoção da gestão compartilhada na implantação de projetos pode auxiliar o segmento de obras industriais e corporativas a alcançar sucesso total em seus projetos, com empreendimentos concluídos com mais qualidade e dentro do prazo e dos custos estabelecidos no plano do projeto. Por essa razão, o tema é uma das prioridades da Comissão de Obras Industriais e Corporativas (COIC) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) neste segundo semestre e tem interface com o projeto Fortalecimento das Empresas de Obras Industriais e Corporativas, desenvolvido em correalização com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

A complexidade de um projeto industrial exige a participação de empresas de engenharia, gerenciadoras, empresa executoras de terraplenagem e obras civis, empresas de montagem industrial, cujas atividades, por uma questão de prazo, às vezes devem ser executadas simultaneamente. “A experiência tem confirmado que a gestão compartilhada alinha o olhar de todos os stakeholders envolvidos para o norte de sucesso do projeto”, comemora o vice-presidente da área de Obras Industriais e Corporativas da CBIC e presidente da Reta Engenharia, Ilso José de Oliveira.

Na avaliação do coordenador da Subcomissão de Contratos do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) e superintendente comercial na Reta Engenharia, Thiago Melo, o segmento de obras industriais privadas vem vivenciado momentos delicados, com muitas rupturas de contratos, frutos de decisões focadas no benefício individual de cada empresa. “Na medida em que se adota a gestão compartilhada, os objetivos são alinhados, beneficiando todas as partes envolvidas, além de garantir a manutenção da relação de longo prazo entre contratantes e contratadas”, comenta Thiago Melo.

“A MIP Engenharia acredita que a gestão compartilhada tem valor agregado nos projetos. Trabalhamos dentro desse conceito”, afirma Celso Pimentel, diretor comercial da MIP, uma das empresas que aplica o sistema de gestão compartilhada, assim como a Reta Engenharia, a Dois A Engenharia e a Mascarenha Barbosa Roscoe.

 

Por que os projetos fracassam?

A principal causa de insucesso é a indefinição do escopo do projeto, mas também a falta de detalhamento de questões que poderiam ser contempladas pelas empresas que vão implementá-lo. Como isso não acontece e as atividades ocorrem simultaneamente, as interfaces entre as atividades das empresas acabam atrapalhando umas às outras.

“Na gestão compartilhada, que tem vários tipos de contratos, o principal risco tanto para o contratante quanto para o contratado é a falta de informação suficiente para dar garantia mínima de que o projeto está sob controle e de que todas as informações de risco estão definidas para evitar surpresas desagradáveis que podem onerar o projeto e aumentar o prazo de execução, com prejuízo para as duas partes, o que pode gerar disputas jurídicas”, alerta Galib Chaim, presidente da GTEC Consultoria e ex-diretor de projetos de Capital da Vale.

 

Pontos importantes para o melhor resultado da gestão compartilhada

Segundo Chaim, com grande experiência em contratos de gestão compartilhada, para se ter um sistema de sucesso é preciso ter atenção para a questão da governança, da gestão e das informações.

O segundo ponto são as regras do contrato. “Muitas vezes, por falta dessas informações, os contratantes não definem muito bem as regras dos contratos e deixam abertos itens importantes, como as questões fora do escopo e as não definidas anteriormente, bem como a forma como se calculam os custos e como serão rateadas as despesas. Todos os itens não identificados podem gerar disputas judiciais”.

O terceiro ponto essencial para uma gestão compartilhada de sucesso é ter um sistema de controle bem definido e regulamentado, com indicadores de controle das planilhas de gastos e do acompanhamento diário e mensal. “É preciso criar confiança entre as partes e a melhor forma é tendo boas informações, uma boa gestão e um bom índice de controle”.

Por último, segundo Chaim, é necessária a garantia de que os gestores são os mais competentes. “É preciso dedicação na seleção dos melhores profissionais, porque eles terão a dupla função de executor e contratante”

Vantagens da Gestão Compartilhada

Ao apontar a relevância dos stakeholders envolvidos no processo, Celso Pimentel destaca que uma das vantagens da gestão compartilhada é mostrar ao cliente, por exemplo, que “a empresa habilitada a executar a montagem eletromecânica pode contribuir com a empresa de engenharia, indicando, por exemplo, o tipo de guindaste a ser utilizado para montar determinada planta, o que pode diminuir o custo final da montagem”.

Sobre o cuidado com a questão do compliance, Pimentel esclarece que não há informação privilegiada. “Tenho a informação que qualquer outro tem que ter e quanto mais empresas tiverem para contribuir e trazer ganho para o projeto melhor, porque gera valor agregado para a gestão compartilhada”, diz. “É preciso que as pessoas acreditem que alguém, sem conflito de interesse, pode contribuir para o processo da gestão compartilhada com foco no ganho do projeto como um todo”.

 

Benefícios da gestão compartilhada

Dentre os benefícios da gestão compartilhada está o ganho de competitividade para as empresas e, consequentemente, para o cliente que tem o retorno positivo no seu empreendimento.

“O Projeto ganhando, ganha proprietário, que são os investidores, ganham os executores e ganha o país como um todo”, defende Ilso de Oliveira, que também é presidente da COIC/CBIC.

Além disso, a gestão compartilhada é uma ferramenta importante para minimizar conflitos e disputas entre prestadores de serviços e contratantes que podem gerar reivindicações, pleitos e custos adicionais por falhas, por exemplo, na disponibilidade de equipamentos não disponibilizados no tempo determinado, desgastando a relação, com a possibilidade de inviabilizar futuros negócios entre as partes.

 

 

Na opinião de Sérgio Azevedo, no entanto, o mesmo não ocorre com os projetos do Poder Público. “Quando o projeto é de responsabilidade da iniciativa pública, geralmente é muito falho”, assinala, ressaltando que geralmente é feito apenas um levantamento – considerado ideal – que resulta em tantos aditivos. “Para fazer um planejamento bem feito, precisa de um projeto bem feito, com levantamento de quantitativo assertivo para dimensionar toda a equipe da cadeia de execução de obras – projetos, compras e execução”, conclui.

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