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12/04/2011

Fragilidades estruturais

 

12/04/2011 :: Edição 076

Jornal Diário do Comércio/BR – 12/04/2011
fragilidades estruturais

O ponderável crescimento da indústria
da construção civil
no país, notadamente a partir dos dois últimos anos,
pressionou toda a cadeia, evidenciando suas fragilidades. Chama atenção
principalmente a questão da mão de obra, transformada em clara limitação ao
cumprimento de cronogramas, tanto nas pequenas obras quando nos grandes
canteiros. Hoje, e conforme testemunho das empresas que atuam no setor, faltam
operários qualificados para todas as áreas e não são raros os casos em que
engenheiros são buscados no exterior, numa claríssima inversão do fluxo
migratório.

São dados conhecidos e que, evidentemente, têm uma dimensão positiva ao
sinalizarem o incremento das atividades econômicas no país. São também
indicativos de uma realidade a ser transformada, e nesta direção chama atenção
estudo divulgado pela Fundação Getulio Vargas. O trabalho reitera que existe no
país, neste setor especificamente, algo que já pode ser definido como um apagão
de mão de obra, e identifica nesta situação um fenômeno novo. A construção era,
até há pouco, destino previsível de operários de baixa qualificação, situação
que, constata a FGV, se inverteu. Hoje, o jovem estuda mais, está melhor
qualificado e não quer se ocupar em atividades braçais e menos qualificadas.
Esta seria a principal causa do apagão. Para enfrentar o problema e cumprir
seus contratos em obras públicas ou privadas, como aquelas elencadas no
calendário da Copa do Mundo e das Olimpíadas, será preciso mudar, o que não se
resume ao pagamento de salários atraentes.

O estudo aponta também questões como a carga horária, que é maior na construção,
e recomenda mudanças nos métodos de produção, que precisam ser menos braçais e
mais rápidos, com aplicação de tecnologias mais avançadas. Trata-se de
perseguir padrões de eficiência mais elevados, o que envolve, além dos métodos
construtivos propriamente ditos, também a escolha e a manipulação de materiais,
minimizando perdas e fazendo crescer ganhos de escala. Um receituário que se
aplica a qualquer campo de atividade e que, como regra, ainda está distanciado
dos padrões típicos da indústria da
construção
no país.

Esta nos parece a melhor medida – e a mais relevante contribuição – do
trabalho realizado pela Fundação Getulio Vargas e custeado pela Votorantim,
maior produtora de cimento do país. O futuro, para não falar de carências que
fazem parte do presente, depende muitíssimo do desempenho, da eficiência e da
capacidade de resposta da indústria da
construção
. E é disso, em última análise, que tratam os estudos
comentados, chancelados pela respeitada FGV.


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