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18/06/2014

Fôlego renovado para a construção civil, só em 2015

"Cbic"
18/06/2014

Brasil Econômico

Fôlego renovado para a construção civil, só em 2015 

Fôlego renovado para a construção civil, só em 2015

Obras de infraestrutura devem reaquecer setor, que já amarga baixo crescimento puxado pela retração do consumo das famílias

Aline Salgado

Os anos gloriosos de vertiginoso crescimento que acompanharam a indústria da construção civil no período de 2007 a 2012 aos poucos vão ficando no passado. O setor, que chegou a registrar expansão de 10% em 2010, segue em um ritmo de forte desaceleração, revelado pelos indicadores conjunturais do IBGE do Produto Interno Bruto (PIB), que registrou recuou de 2,3% nos primeiros três meses do ano, frente ao último trimestre de 2013. Com a retração do consumo das famílias e o encarecimento do crédito, o pessimismo tomou conta dos empresários, que preveem um crescimento tímido entre 1% e 2%, e apostam suas fichas em 2015, quando os grandes projetos de infraestrutura, fechados ainda nos leilões de final de 2013, devem começar a sair do papel.

"O setor está crescendo em ritmo menor desde 2012 e as perspectivas a curto prazo não são boas. As obras de infraestrutura não vão fazer efeitos agora e o mercado imobiliário trabalha com excesso de oferta. Mas tem potencial para crescer, quando o mercado fizer esse ajuste entre excesso de oferta e pouca demanda, como já vem acontecendo no Rio de Janeiro e em São Paulo", avalia Ana Castelo, coordenadora de Estudos de Construção Civil da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) confirmam essa perda de fôlego. A vendas de insumos (cimento, ferro, tubos e conexões, telhas) vêm desacelerando e apresentaram até recuo nos últimos dois meses, com abril marcando queda de 9,1%. Dentro do setor, destaca-se a venda de cimentos, que teve retração de 0,7% em maio, em relação a igual mês do ano anterior – com5,9milhões de toneladas vendidas, segundo dados preliminares do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic).

O cenário de desaquecimento nas vendas é reflexo direito da redução do consumo das famílias, mais cautelosas com o orçamento diante de uma persistente inflação e do encarecimento do crédito. É o que aponta o presidente da Abramat, Walter Cover.

"Metade de nosso mercado é varejo e a outra metade é composta pelo setor imobiliário e de infraestrutura. No varejo, as vendas estão abaladas pelo medo das famílias em assumir compromissos com reformas, por conta das perspectivas de que o desemprego pode aumentar. O mal-estar dos agentes econômicos acaba influenciando na decisão de compra. Logo, a tendência é a de que não teremos um crescimento tão grande quanto tivemos nos anos anteriores", observa Cover.

Embora os resultados do PIB revelem parte do cenário da construção civil, mais pautado na produção de insumos, que não anda bem, quando saímos do indicador da indústria e vemos o emprego há uma tendência de estabilidade. Segundo os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE, em abril 1,71 milhão de pessoas estavam ocupadas no setor, enquanto o mês de março apresentou 1,72 milhão. Já o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desem pregados do Ministério do Trabalho) indica um pequeno crescimento, visto que em abril foram geradas 3,523 milhões de empregados com carteira assinada, e em março, 3,518 milhões.

Para o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusconSP), no entanto, o setor não será capaz de manter esse aquecimento no mer cado de trabalho por muito mais tempo. "É difícil imaginar que te remos espaço para mais gente na construção civil", diz Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do SindusconSP.

" Estamos vendo que no mercado imobiliário, por exemplo, a grande demanda reprimida de 2000 a 2007 já foi atendida. Agora, o segmento vai evoluir de forma orgânica, em função do aumento de renda, número de famílias e da mobilidade no território. Mas imaginar que a construção civil vá crescer 10% ao ano, como em 2010, não vai mais. O setor deve expandir de l% a 2% este ano", afirma Zaidan.

Para o economista, a construção civil só deve voltar a vislumbrar melhorias quando o empresariado tiver motivos para investir. "É preciso repor obras que estão sendo finalizadas e fazer sobrar mais espaço no orçamento dos estados para projetos", conclui.

O setor está crescendo em ritmo menor e as perspectivas a curto prazo não são boas. As obras de infraestrutura não vão fazer efeito agora e o mercado imobiliário trabalha com excesso de oferta "

Ana Castelo Economista da FGV

No varejo, as vendas estão abaladas pelo medo das famílias em assumir compromissos com reformas, por conta das perspectivas de que o desemprego pode aumentar"

Walter Cover Presidente da Abramat



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