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Agência CBIC

30/08/2019

Escola ajuda setor a disseminar a cultura da prevenção de acidentes

Iniciativa inédita de boas práticas em Segurança e Saúde no Trabalho (SST) na indústria da construção civil de Chapecó, em Santa Catarina, é um exemplo a ser replicado pelo país para auxiliar na redução do número de acidentes no mercado de trabalho. Ao encerrar nesta sexta-feira (30/08) a série SST na Indústria da Construção’, o especial chama atenção para a importância de projetos como o Sinduscon na Escola, desenvolvido pelo Sinduscon Chapecó (Sindicato da Indústria da Construção e de Artefatos de Concreto Armado do Oeste Catarinense – Sinduscon-Oeste), com apoio da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Prefeitura de Chapecó, Ministério Público do Trabalho (MPT), Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Rotary Club Chapecó Sul Centenário e Unochapecó, além de professores da Rede Municipal de Ensino.

De iniciativa da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da CBIC, a série destaca que, em seu segundo ano de aplicação, o projeto deve alcançar cerca de 1400 alunos, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes em relação a segurança nas atividades da construção civil, a partir de informações que permitam a jovens entre 14 e 16 anos – futuros trabalhadores, empreendedores e/ou profissionais que de forma direta ou indireta estarão envolvidos com a construção civil da cidade – ampliar o conhecimento e identificar a necessidade de práticas prevencionistas no local de trabalho.

“Em razão do número de acidentes de trabalho na construção civil, o foco do projeto é preparar os jovens para a profissão futura, mas também alertá-los sobre os riscos de acidentes e a importância da prevenção, para que possam difundir as informações obtidas  para seus pais e/ou familiares que desempenham atividades na construção civil”, destaca o presidente do Sinduscon Chapecó, Luís Alberto Paludo, lembrando que, obviamente, “as empresas não podem deixar de fazer a sua parte, conscientizando seus trabalhadores, realizando treinamentos, providenciando os EPIs e fazendo as advertências”.

“A partir de 2018, todos os alunos que saírem da Rede Municipal de Ensino terão passado pelo projeto Sinduscon na Escola que tem a pretensão de conscientizar os alunos sobre as medidas preventivas para evitar acidentes de trabalho na construção civil”, menciona Vilmar Roque Pereira, secretário executivo do Sinduscon Chapecó, que sugeriu o projeto e participou das 30 palestras realizadas em 2018.

“Como temos muitos alunos que são filhos de trabalhadores da área da construção civil, o conteúdo preventivo é de fundamental importância e ganha espaço na nossa Rede de Ensino. O contato dos alunos com os equipamentos de segurança, as demonstrações de exemplos práticos nas palestras mostram com clareza algumas situações que acontecem no setor”, ressalta o prefeito de Chapecó-SC, Luciano Buligon, grande apoiador da ação.

A vice-presidente da CBIC, Bárbara Paludo, reforça que o projeto atende ao desafio proposto pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção para que as entidades associadas desenvolvam projetos de boas práticas em SST, semelhantes às iniciativas constantemente apresentadas pela área de Responsabilidade Social para os trabalhadores. “A ideia era ter um projeto que fosse impactante e que servisse de modelo para ser seguido em todos os municípios do nosso País”, menciona Bárbara Paludo.

“Qual setor vai à escola conscientizar crianças sobre acidentes no trabalho?”, questiona o vice-presidente da Área de Relações Trabalhistas da CBIC e presidente da Comissão de Política de Relações Trabalhistas (CPRT) da entidade, Fernando Guedes Ferreira Filho, ao ressaltar a beleza do projeto.

“Apesar das estatísticas serem alarmantes pela grande quantidade de acidentes ocorridos no setor, os índices podem ser reduzidos e esses adolescentes têm potencial para serem multiplicadores de segurança, pois ao se inserirem no mercado de trabalho já entrarão com uma visão prevencionista que contribuirá para tornar o ambiente mais saudável e seguro”, destaca a técnica em Segurança do Trabalho de empresa associada ao Sindicato, Marlene da Luz, que também participa do projeto.

 

 

Se depender dos parceiros, o Sinduscon na Escola terá continuidade

“A construção civil é um dos segmentos que mais cresce em Chapecó. Nos últimos 10 anos registrou um incremento de 17,2%. Somente em 2018 foram liberados 778.000 m2 em alvarás de licença para construção, o que representa, em média, três apartamentos de 80 m2 por dia. Em 2020, a ideia é manter o projeto social Sinduscon na Escola em Chapecó, nos mesmos moldes que acontece desde 2018”, acrescenta o prefeito Buligon.

Elogiada por procuradores do Ministério Público do Trabalho local, por desconhecerem ações semelhantes para a sociedade, na iniciativa privada, as palestras também têm tido boa aceitação nas escolas do município, tanto pelos professores quanto pelos alunos.

Na avaliação do Ministério Público do Trabalho, programas como o projeto Sinduscon na Escola ajudam na difusão de uma nova cultura entre crianças e jovens de que o trabalho tem que ser feito sempre com atenção à segurança e saúde, pois as consequências podem ser graves.

“Avaliamos como muito positiva essa ação que, sem dúvida, ajuda a moldar a consciência das crianças para que o trabalho na vida adulta seja exercido de forma correta e segura”, diz o procurador do Ministério Público do Trabalho, Marcelo Goss Neves.

“Os profissionais de Segurança e Saúde de outras entidades veem o projeto como uma iniciativa de grande valia por contribuir para a formação desses adolescentes no exercício da cidadania, bem como por reconhecê-los como formadores de opinião que contribuirão com melhorias para o setor e, consequentemente, redução dos índices de ocorrência de acidentes e doenças”, afirma Marlene da Luz. 

Na primeira palestra deste ano, no dia 29 de abril, na escola André Antônio Marafon, uma das professoras testemunhou aos seus alunos a importância de se levar a sério o que tinha sido apresentado. Muito emocionada, ela compartilhou sua dor por ter perdido um ente querido em um acidente no canteiro – queda de uma viga de concreto.

A meta é expandir o projeto com a implantação na rede privada e nas escolas estaduais já em 2020.

 

 

Sinduscon na Escola alcançará cerca de 1400 jovens até o mês de outubro

Em sua primeira edição (2018), as palestras foram ministradas para 100% das turmas do 9º ano (30 turmas) do Ensino Fundamental II, totalizando aproximadamente 700 alunos. Em sua segunda edição (2019), a meta é a mesma, o que alcançará a soma de cerca de 1400 alunos.

Utilizando a metodologia de aula expositiva, com debate, apresentação de filmes de curta duração desenvolvidos pela CBIC, com a correalização do Sesi Nacional, demonstração de uso de EPIs, distribuição de panfletos com informações sobre acidentes de trabalho e como prevenir acidentes de trabalho, as palestras têm duração de 60 minutos (1 hora).

Ministradas por técnicos em segurança, gestores de Recursos Humanos (RH) e proprietários das empresas associadas ao Sinduscon-Chapecó, as palestras abordam meios para prevenir os acidentes mais graves na construção civil:

  • Segurança no Trabalho – Soterramento

  • Segurança no Trabalho – Choque elétrico

  • Segurança no Trabalho – Quedas

 

Ao final de cada palestra os alunos recebem bombons com uma frase sobre prevenção de acidente de trabalho. Também são sorteadas camisetas do projeto para os alunos que acertam as respostas de perguntas relacionadas ao que foi apresentado.

Em 2018, o projeto Sinduscon na Escola foi premiado pelo Movimento Santa Catarina pela Educação, ficando em 1º lugar na categoria Educação Corporativa.

 

Modelo a ser seguido em outros municípios

“A articulação social de vários segmentos caracteriza-se como uma ferramenta poderosa para ações que podem mudar uma realidade. Esse é um belo exemplo e que pode ser difundido pelo Brasil todo, podendo os interessados procurarem o Ministério Público do Trabalho para construir parcerias”, diz o procurador Marcelo Goss Neves.

“Quanto mais pessoas o projeto alcançar, maior será a disseminação das informações e mais vidas poderão ser protegidas”, defende a técnica Marlene da Luz.

 “Esperamos que o projeto sirva de exemplo e seja desenvolvido em outros estados. O setor da construção e o pais só têm a ganhar”, finaliza Bárbara Paludo.

Lembramos que as matérias, entrevistas e artigos que compõem o especial de SST da CBIC, que destacou iniciativas que a construção civil e o mercado imobiliário vêm desenvolvendo ao logo dos anos para o bem-estar dos seus trabalhadores, podem ser acessados no site da entidade – nas áreas Agência de Notícias e CPRT/CBIC, no ícone Acervo – Série ‘SST na Indústria da Construção’.

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