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16/11/2010

Ensino chega às obras

CBIC Clipping

13/11/2010 :: Edição 008

Jornal Hoje em Dia – Online/BR|   13/11/2010

Ensino chega às obras

Construtoras começam a investir na edução formal dos seus empregados

 A cada semana, um grupo de 20, dos 700 empregados da Asa Incorporadora, alterna-se em cursos de qualificação profissional. Há dois anos a empresa da construção civil começou a investir também na educação formal dos operários. Nessa área, a qualificação é mais difícil. De 20 alunos matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA), apenas três conseguiram concluir a quarta série do Ensino Fundamental. Sete deles podem concluir dentro de seis meses e os outros dez desistiram.

 Conforme a superintendente de RH da Asacorp, Rosalina Silva Santana, o objetivo da empresa, com os cursos de qualificação e com o EJA, é dar perspectiva de crescimento aos empregados e mantê-los na empresa, uma vez que a mão de obra é escassa.

 "A construção tem que ficar atrativa e oferecer perspectiva de crescimento", diz a superintendente. A supervisora do Serviço Social da Indústria da Construção C ivil de Minas Gerais, Sylvia Helena Macedo, acompanha o envolvimento das empresas associadas com educação e avalia que esse "movimento" costuma ser cíclico. Com a economia estável e perspectiva de manutenção do crescimento do país, ela observa que o empenho pela educação dos funcionários deve continuar.

 Em seus 18 anos na instituição, Sylvia percebe um interesse mais intenso e generalizado das empresas em educar os empregados. "Há mais investimento em treinamento e elas estão mais despertas para a educação de jovens e adultos", pontua.

 Prova desse compromisso é a decisão tomada pela Asacorp diante do número alto de desistentes da primeira turma do EJA. Durante um mês e meio em que conseguiu matricular 23 alunos para a próxima turma de primeira a quarta-séries, a empresa arregimentou 23 padrinhos entre os funcionários com ensino superior para acompanhar o desempenho dos estudantes. A ideia é fazer com que o aluno se motive a partir do apoio do padrinho.

 Entusiasmado, o contador da Asacorp, Júlio César Pontes, foi além. Vai apadrinhar um estudante e quer dar curso de orçamento familiar. Como é advogado, se credencia a dar aulas também sobre o Artigo 5º da Constituição Federal, que aborda os direitos fundamentais para os operários. "Também quero levar minha filha de cinco anos para ela conhecer uma realidade diferente da que vive para valorizar o que tem", diz. Em outra iniciativa inédita voltada para os trabalhadores, o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-MG) e Seconci puseram para circular, desde 26 de outubro, a Construteca, uma biblioteca ambulante. O móbile, uma espécie de armário de aço com aproximadamente 120 livros vai circular entre as obras das construtoras.

 A EPO engenharia é a primeira a sediar. Há alguns meses, a empresa publicou um livro com a história de vida dos alunos da turma da Educação de Jovens e Adultos chamado "Operários da Palavra _ Amores, Família, Historias e lutas". Em 13 dias de instalação em uma obra da EPO, localizada próximo à esquina das avenidas do Contorno e Raja Gabaglia, foram emprestados 14 livros.

 O servente Moacir José de Souza, de 28 anos e Ensino Médio completo, foi um dos que retiraram um livro logo depois de a biblioteca ser inaugurada. Ele levou para casa o último lançamento do "Senhor dos Anéis". "Gosto de aventura e suspense", contou. Outro servente, Josafá Natalício de Lima, de 55 anos, diz que lê muito pouquinho. Não chegou a terminar o antigo quarto ano de grupo.

 Ele levou o livro escrito pelos colegas, e o filho dele, de 16 anos, leu uma das histórias para o pai. Foi o livro que mais chamou a atenção do servente, neto e sobrinho de tenentes do exército. "Meu tio, que era tenente, falou para a minha mãe que eu deveria ser médico. Na porta do meu consultório, a placa ia ter escrito: Dr. Josafá Lima", graceja. Matriculado na nova turma do Ensino Fundamental da EPO, ele tem esperança de retomar os estudos e chegar até a universidade. "Há pouco tempo, vi a história de uma mulher de quase 80 anos que se formou advogada", compara.

 A especialista em leitura produção de textos e professora aposentada da Faculdade de Letras da UFMG, Maria Antonieta Pereira, elogia a criação da biblioteca ambulante e dos curso de alfabetização, mas faz algumas considerações. De acordo com ela, o incentivo à leitura deve ser levado ao grupo por meio de um líder, alguém que os operários respeitem. Quanto à alfabetização, ela sugere que a leitura seja feita durante as aulas. "Essa história de mandar ler os textos em casa não adianta. a leitura deve ser feita na sala de aula", afirma.

 Ela avalia, entretanto, que as experiências de leitura e produção de textos são decisivas para o desenvolvimento das empresas e do país. "Se o país quiser continuar crescendo precisa mudar a educação urgentemente", diz, referindo-se aos cerca de 70% da população do país considerados analfabetos funcionais, que não têm domínio pleno da leitura e da escrita.

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