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Agência CBIC

10/12/2010

Engenharia em alta no Brasil

Os engenheiros civis de todo o
País têm muito o que comemorar no próximo dia 11 de dezembro. Nesse dia
dedicado nacionalmente aos profissionais da engenharia, os profissionais do
setor comemoram um momento histórico de crescimento da atividade da indústria
da construção, com geração recorde de empregos e investimentos. As grandes
obras de engenharia  como as do PAC 2, do Programa Minha Casa Minha
Vida, da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, previstas para os próximos anos
no País,
colocam o mercado da engenharia como um dos mais promissores para os jovens
brasileiros que buscam a formação universitária.

Segundo informações da Base de
Dados do Sistema de Informações do Confea, atualmente há cerca de 712.418
engenheiros no Brasil. Desse total, 169.019 são engenheiros civis. Segundo o
presidente do Confea e vice-presidente do Conselho Mundial de Engenheiros Civis
(WCCE), Marcos Túlio de Melo, cerca de 32 mil engenheiros, de todas as
modalidades, se formam por ano no Brasil, mas se o ritmo de crescimento
permanecer como está, será necessário formar o dobro de engenheiros, ou seja,
60 mil a cada ano. “A engenharia sempre foi fundamental em todos os processos
tecnológicos. Agora, com o grande desenvolvimento econômico e humano do Brasil,
a profissão se tornou ainda mais importante”, afirma Melo, acrescentando que a
engenharia tem papel importantíssimo no planejamento, gerenciamento, execução e
manutenção de qualquer obra, por menor que ela seja.

Infelizmente, o Brasil ainda
forma um número reduzido de engenheiros. De acordo com informações da
Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas 5%
dos alunos que completaram a graduação no Brasil em 2007 formaram-se em cursos
de engenharia. Só para se ter uma ideia, na China, cerca de 35% dos egressos da
graduação cursaram uma das diferentes modalidades de engenharia. Isso coloca o
déficit na formação de novos como uma questão nacional estratégica que o país
precisa resolver com urgência.

O reitor da Unicamp, Fernando
Costa, compartilha da mesma opinião de Marcos Túlio de Melo. Para ele, as
carreiras tecnológicas, e em especial as engenharias, são essenciais para o
progresso de qualquer país. “Além de atuar de forma decisiva nas atividades de
pesquisa, desenvolvimento e inovação das empresas, os engenheiros possuem
conhecimentos e habilidades que os tornam aptos a ocupar posições de liderança
em áreas que tradicionalmente não estão associadas às engenharias”.  Fernando Costa acrescenta ainda que, no
Brasil, a demanda por engenheiros nunca foi tão alta. “A exploração do pré-sal,
por exemplo, só será possível com a participação de um grande número de
engenheiros altamente qualificados”, alerta Costa, que está à frente da
Universidade que figurou em primeiro lugar na classificação dos melhores cursos
de engenharia e tecnologia no âmbito da América Latina, de acordo com o QS
World University Rankings 2010, que foi publicado em setembro passado.

Falta Especialização – Para o presidente do Crea-DF, Francisco
Machado, o cenário não é tão negativo. Ele defende a ideia de que há, sim,
engenheiros disponíveis no mercado brasileiro, mas falta especialização,
capacitação. “Acho que não estão faltando engenheiros genéricos. O que está
faltando é engenheiro especialista. Ou seja, engenheiro civil especialista em
saneamento, em infraestrutura, em edificações, em inovação tecnológica”,
reforça Machado. Ele diz ainda que se há falta de profissionais em alguns ramos
da engenharia, o setor produtivo deve dizer quais as áreas onde existe essa
carência para que o sistema Confea/Crea promova, em parceria com as
universidades, cursos de pós-graduação. “A capacitação é rápida, leva cerca de
seis meses a um ano”, diz, reforçando a ideia de que se construa uma parceria
entre o sistema produtivo e o sistema profissional para detectar onde está
tendo carência e, a partir daí, elaborar uma estratégia eficiente.

Além disso, Machado chama a
atenção para o fato de que o governo deve assumir, a partir de agora, uma
postura mais desenvolvimentista. “Aliás, já está tendo com o presidente Lula e
deve continuar com a presidente eleita Dilma Rousseff, no aspecto de valorizar
a engenharia”, comemora. Para ele, esta valorização da profissão faz com que os
estudantes de segundo grau tenham interesse em cursar uma das modalidades de
engenharia. Machado lembra que uma pesquisa feita recentemente verificou que a
engenharia não tem sido procurada pelos estudantes porque é um curso difícil e
os salários são baixos. “Se houver priorização do desenvolvimento nacional
haverá também mais valorização da profissão, o que aumenta a procura pelo curso
e os salários pagos”, observa. Atualmente, segundo informações do Confea, o
salário médio de um recém-formado em engenharia é de R$ 6 mil e de um
especialista sênior em gerenciar projetos na área varia de R$ 25 a R$ 30 mil, e
existe grande disputa no mercado por esses profissionais. De modo geral, todas
as áreas como infraestrutura, saneamento básico, habitação devem precisar de
mais engenheiros num curto espaço de tempo.

Novo perfil da profissão – Segundo Marcos Túlio de Melo, hoje
existe de fato uma preocupação grande do setor produtivo em atrair jovens para
a profissão. Ele explica que a baixa procura pelo curso pode estar também
diretamente relacionada ao fato dos jovens associarem a construção civil com a
degradação do meio ambiente. “Isso não é verdade. Aliás, a indústria da
construção ajuda a construir o país, a desenvolvê-lo”. Melo comenta que
recentemente o Conselho Mundial de Engenheiros Civis (WCCE) decidiu adotar uma
estratégia de marketing para mudar a percepção da juventude em relação à
profissão. “Vamos fazer parcerias com empresas privadas para viabilizar
programas com o objetivo de captar jovens para a área de engenharia. Acho
fundamental este trabalho, pois vamos ter uma demanda crescente nos próximos
anos no Brasil, o que não deve ocorrer no restante do mundo. Além disso, o
mercado é promissor do ponto de vista de remuneração”, diz.

Embora ainda não haja dados
consistentes, alguns especialistas já arriscam em dizer que os cursos de
engenharia civil começam a ser mais procurados. Na USP São Carlos, a relação
candidato/vaga subiu mais de 30% em relação ao último vestibular. No Centro
Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana), onde a opção pela
habilitação ocorre no final do segundo período do curso, o incremento na
procura pela engenharia civil foi de quase 80% em comparação ao semestre
passado.

Outra questão importante a ser
avaliada, na visão dos especialistas, é a revisão das grades curriculares.
Marcos Túlio relata que algumas universidades já estão pensando nisso. Segundo
ele, os docentes estão readequando seus currículos, pensando em novas
disciplinas que tratem de inovação tecnológica, responsabilidade social e
sustentabilidade. “Os tempos mudaram e essas questões são fundamentais. Aliás,
o que garante o reconhecimento da profissão é a competência do profissional e,
claro, a consonância com as mudanças e exigências do atual mercado de trabalho’,
diz.

A consultora técnica da Câmara
Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Geórgia Grace Bernardes, que
também é engenheira, comenta que há muitos fatores de evasão na profissão. Ou
seja, muitos engenheiros formados migram para outras carreiras por considerarem
mais interessantes que a área da sua formação inicial. “Os empresários
reconhecem o potencial executivo de um engenheiro em função dele ser um
solucionador de problemas de muitas variáveis. Normalmente, esses profissionais
são bem racionais na tomada de decisão”, avalia. Ela acrescenta que, em sua
opinião, falta na grade curricular dos cursos de engenharia, matérias básicas
como de cultura organizacional, gestão de processos e gestão de pessoas. 

Geórgia lembra ainda do
Programa Pró-Engenharia, que objetiva dobrar o número de profissionais formados
no Brasil. A ação está sendo preparada pela Capes (Coordenação de
Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e a ideia é, em cinco anos,
dobrar o número de formados. Segundo especialistas, a principal estratégia é
diminuir o índice de evasão dos cursos de engenharia que hoje é muito grande,
cerca de 60%. De acordo com o diretor de Relações Internacionais da Capes, Sandoval
Carneiro Júnior, o Plano Nacional Pró-Engenharia deve começar em 2011. 

Migração – Engenheiros de outros países estão migrando para o
Brasil para suprir a demanda crescente do País. Para o presidente do CREA-DF,
Francisco Machado, esses profissionais são bem vindos, mas desde que validem
seus diplomas e que tenham a capacitação devida para a função que vão exercer.
“Sou a favor do rigor na averbação dos diplomas, pois senão haverá uma
importação indevida. Abrimos a porta, sim, mas dentro da legalidade. Não vamos
barrar a entrada, mas por outro lado temos que acender o sinal amarelo para
começar a preparar engenheiros brasileiros qualificados, que possam dar
continuidade ao excelente desenvolvimento econômico e humano que o Brasil está
vivenciando”, alerta Machado.

O presidente da Câmara
Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Safady Simão, chama a atenção, em
especial, para a atuação de empresas – em particular as chinesas – que têm
atuado em todos os continentes, reproduzindo uma prática de importar
trabalhadores ilegalmente, sem os pagamentos de impostos e de direitos
trabalhistas. Essa concorrência desleal precisa ser denunciada e proibida a
todo custo, sob o risco de comprometermos o futuro das nossas empresas e a
empregabilidade das nossas próximas gerações.

Contatos
para entrevistas:

Marcos Túlio de Melo
(Confea)

Assessora de imprensa: Luciane Coelho – 61 3961-2836

Francisco Machado
(Crea-DF)

Assessora de imprensa: Ondine Bezerra – 61 33483871

 

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