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08/08/2011

Classe média entra no foco

"Cbic"
08/08/2011:: Edição  152

 

Jornal Estado de Minas/MG 07/08/2011
 

Classe média entra no foco

Fatia da população com renda entre R$ 1,1 mil e R$ 4,5 mil chega a 52% do total e chama a atenção do governo. Desafio é garantir a melhoria da condição de vida para essas pessoas

 Depois do pacote de medidas anunciado para dar fôlego à indústria, o governo federal volta sua atenção para o consumo das famílias e a grande estrela da vez é a classe média. Foco das atenções do mercado, a classe C ganhou força na última década e já soma 52% da população brasileira, ou 95 milhões de brasileiros. Em Minas são 11,4 milhões com renda entre R$ 1,1 mil e R$ 4,5 mil . Os dados estão no estudo que será divulgado amanhã pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) do governo federal. O objetivo é desenvolver políticas públicas, já presentes nas classes D e E, para garantir melhores condições de vida para quem, além de consumir, se tornou mais exigente nas escolhas.
 Entre 2002 e 2010 os eleitores de nível superior na classe C saltaram para 9 milhões, crescimento de 50%. Em 2014, serão 11 milhões. Se incluídos aqueles com ensino médio, o montante salta para 52 milhões. "A classe C consolidou seu poder de consumo, não só como segmento de mercado. É um eleitorado importante, com maior escolaridade", diz Renato Meirelles, sócio-diretor do Instituto Data Popular e um dos palestrantes no seminário "A média faz a diferença", que a SAE promove amanhã em Brasília. Segundo o especialista, o eleitor da classe média é mais difícil de ser enquadrado. "Ele não quer apenas o Minha casa, minha vida, ou uma dentadura." Para Meirelles, maior tempo livre, acesso a cultura e a escolaridade estão na lista de aspirações da chamada nova classe média brasileira, responsável por 80% dos acessos feitos à internet.
 O governo deve implementar políticas públicas que atendam famílias como a da cozinheira Ana Paula Lopes, que em cinco anos conseguiu triplicar a renda mensal, hoje próxima a R$ 1,9 mil. O montante tem sido suficiente para garantir aos filhos acesso à tecnologia, boa alimentação e conforto. Novos eletrodomésticos e móveis foram comprados e a residência passou por reforma. Mas não foi só isso. Ana concluiu o ensino médio em 2010, os quatro filhos estão na escola e fazem curso extra de teatro. Para o marido, o pedreiro Antônio Ailton, que também finalizou o ensino médio, não falta trabalho na construção civil. A família de Ana e Antônio Ailton está no universo dos 32 milhões de brasileiros que nos últimos sete anos deixaram a classe D para compor a classe C.
 "O crescimento da classe média é resultado do desenvolvimento econômico brasileiro, que criou um importante mercado de consumo", aponta Waldir Quadros, professor do Instituto de Economia da Universidade de Campinas (Unicamp). Ele pondera que, a despeito de uma parcela expressiva da população ter escapado da pobreza e migrado para a classe C, a subida para a chamada classe média média e média alta é lenta. Entre 2003 e 2009, apenas 20% conseguiram migrar dentro da classe C para patamares superiores. Para ele, o país tem como desafio manter o ritmo de crescimento, o que vai garantir emprego e sustentabilidade à classe média.
 DESIGUALDADES
 Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (CPS/FGV), também participa do seminário. "Uma certa complacência do poder público em achar que já atingiu uma grande meta pode ameaçar a classe C", avalia ele, que aposta em reforço de políticas com foco na redução das desigualdades. A classe C se destaca pela presença de jovens com maior escolaridade que os pais e disposta a aumentá-la, o que funciona como uma espécie de bônus a seu favor, segundo Meirelles, que aposta na expansão do poder da classe C, no consumo e na política.
 Outra questão que conta a favor da classe média é o perfil feminino. Segundo o Data Popular, a mulher da classe C se mostra mais empreendedora do que nas classes A e B. "Quero abrir meu próprio negócio. Uma lanchonete junto com uma papelaria", diz Ana Paula. "A mulher da classe C prefere ter menos filho, trabalha muito, é empreendedora, ela é fantástica", completa Meirelles.
 A doméstica Dália e o vigilante Warison Rufino são pais de Yasmim, de 16 anos, e Yago, de 11. A família chegou à classe média há cerca de sete anos e considera que a vida melhorou. "Está mais fácil. Temos crédito para comprar e podemos pagar as contas com tranquilidade", comenta Dália. "No ano passado compramos uma televisão de 29 polegadas e computador para os meninos", completa. A família também investiu em uma festa de 15 anos para a filha, organizada em um salão especializado na Região do Barreiro, em Belo Horizonte.
 Emprego é combustível 
 Impulsionada pelo crescimento da formalização do trabalho, a classe C absorveu mais de 32 milhões de brasileiros na última década. A renda dessa população cresceu 40% nos últimos sete anos. Segundo dados do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (CPS/FGV), entre 2010 e este ano a renda média da população cresceu 3% acima do Produto Interno Bruto (PIB). Para o coordenador do CPS/FGV, Marcelo Neri, a inadimplência, que cresce, não preocupa tanto quanto a alta dos juros.

"Cbic"

 

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