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06/05/2014

Emprego na construção recua

"Cbic"
06/05/2014

Brasil Econômico

Emprego na construção recua 

Estoque de mão de obra do setor diminui 0,10% no mês de março, após duas altas sucessivas no ano. De acordo com o Sinduscon-SP, boom de admissões já passou e índices devem permanecer estáveis nos próximos meses

 Patrycia Monteiro Rizzotto

 Depois de dois meses de crescimento no número de contratações, o setor da construção civil brasileira registra um leve recuo de 0,10% no mês de março em relação ao mesmo mês do ano passado. Mas, no ano, o número de trabalhadores admitidos ainda mantém alta de 1,65%, e de 1,27% nos últimos 12 meses.

 Segundo Eduardo Zaidan, vicepresidente do Sinduscon-SP, a queda no número de contratações no terceiro mês do ano foi um fenômeno pontual, mas que acena para uma estabilização do estoque de mão de obra da construção civil. "Há sempre um grande número de demissões no último trimestre do ano no setor da construção e novas contratações no primeiro trimestre. Trata-se de um ciclo sazonal. Contudo, nos próximos anos, não vamos mais observar um 'boom' como registramos nos últimos sete anos. Nosso estoque de mão de obra atual já é o dobro do registrado em 2007e daqui para frente os índices devem crescer organicamente", afirma.

 De acordo com Zaidan, hoje o índice de produtividade da mão de obra da construção civil é bem elevado graças às capacitações acumuladas nos últimos anos e à substituição da demanda reprimida de décadas passadas por um período de estabilidade. "Antes, o crédito imobiliário era insignificante, mas em menos de uma década passou a representar 7,5% do PIB. No período entre 2003 e 2004 foram registrados 30 mil operações de financiamento habitacional. Atualmente essas operações giram em torno de 800 mil no Brasil. Para dar conta desse crescimento vertiginoso, a construção civil brasileira contratou em ritmo acelerado e registrou índices sucessivos de crescimento acima do PIB. Hoje, nosso crescimento é igual ao crescimento do país", explica.

 Zaidan explica que 2014 é um ano crítico para o setor por causa da Copa e das eleições. "O empresariado está reticente, observando os desdobramentos políticos, segurando os investimentos. Muitas obras da Copa do Mundo foram concluldas, o que vai gerar um desligamento de alguns trabalhadores, mas nada muito impactante, nem muito drástico nosso estoque de mão de obra deve se manter mais ou menos no mesmo patamar de 3,5 milhões de trabalhadores", diz.

 O recuo no número de contratações não foi sentido em todos os estados brasileiros. No mês, o maior índice de demissões foi registrado pelo Maranhão, com queda de 3,08%. Outros 15 estados também tiveram demissões. No acumulado de 12 meses, 12 estados registram recuo. As maiores quedas são de Rondônia (-19,89%) e Amazonas (-10,73%), com uma média de -3,44% para a região Norte. No Nordeste, somente os Estados de Maranhão, Alagoas e Pernambuco obtiveram queda nas contratações nos últimos 12 meses, assim como Minas Gerais, Espírito Santo e o Distrito Federal.

 "O empresariado está ressabiado com o calendário político e está segurando os investimentos. Mas acreditamos que o mercado de trabalho continuará aquecido por causa das obras do PAC que precisam ser concluídas – apesar de o governo precisar fazer superávit – assim como as obras da Olimpíada do Rio. Por isso, acreditamos que a queda mensal de março, de 0,26%, registrada pelo Rio, será pontual", diz Carlos Antônio, presidente Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Município do Rio.

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 Para Siduscon-SP, fim do ciclo de obras da Copa não terá impacto drástico no nível de contratações este ano. Mas o calendário eleitoral deve diminuir o ritmo anual de investimentos

 
 


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