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11/04/2011

Dilma Roussef quer abrir novos negócios com a China

 

11/04/2011 :: Edição 075

Jornal do Comércio/BR – 11/04/2011
dilma roussef quer abrir novos negócios com a china

Agenda oficial
que se inicia hoje em Pequim inclui também política, direitos humanos e
questões sociais

ROBERTO
STUCKERT FILHO/PR/JC

 

A presidente
Dilma Rousseff chega hoje à China onde fica até a próxima segunda-feira. É a
terceira viagem internacional da presidente e a primeira à Ásia. Em pauta,
discussões econômicas e comerciais, assim como política internacional e
direitos humanos, além de questões sociais. Um dos esforços de Dilma é ampliar
e diversificar o acesso de produtos brasileiros na China – a segunda maior economia
do mundo.

Dilma visita a China acompanhada por uma comitiva de ministros e de 250
empresários que representam distintos setores da economia, inclusive, o de
ciência e tecnologia. Na China, Dilma terá reuniões com o presidente Hu Jintao
e o primeiro-ministro Wen Jiabao. Para os empresários brasileiros, o mercado
chinês é fundamental, mas eles também cobram limites para as importações
oriundas da China.

Segundo os empresários, os baixos preços dos produtos chineses impedem a
competição dos produtos nacionais. Em 2009, a China superou os Estados Unidos
como parceiro comercial do Brasil. Nos últimos dois anos, houve um aumento de
45% nas relações comerciais entre os dois países. Em 2010, as exportações do
Brasil para a China atingiram US$ 30,7 bilhões. Em geral, as exportações do
Brasil para a China são baseadas nos recursos minerais e na soja registrando
superávit em favor do Brasil de US$ 5 bilhões.

Um dos temas de grande interesse na agenda de Dilma é a questão cambial. O
Brasil não reconhecerá a China como economia de mercado, mas também não vai
crucificar em público o seu maior parceiro comercial por causa da política de
câmbio que atormenta os empresários brasileiros. O acordo foi acertado entre as
chancelarias dos dois países para evitar constrangimentos nos seis dias de
visita.

"É evidente que a questão cambial será discutida, mas se trata de uma
negociação mais técnica, que tem seus fóruns apropriados", disse a
embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis, subsecretária-geral de Política no
Itamaraty, numa referência à Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível (Cosban).
"Não há tema que seja tabu nessa relação." O tema poderá entrar até
na declaração conjunta ao final da visita, desde que retrate a visão dos dois
lados que os problemas cambiais são fruto de um "desequilíbrio econômico
mundial" – algo sobre o qual Brasil e China, na visão dos dois governos,
têm pouca responsabilidade.

A China gostaria de ver concluído o processo destinado a reconhecê-la como
economia de mercado. Nas conversas privadas, autoridades daquele país pretendem
cobrar de Dilma o compromisso fixado no memorando de entendimento assinado pelo
governo Lula, durante visita do presidente Hu Jintao ao Brasil, em novembro de
2004.

O governo brasileiro, porém, pretende empurrar o máximo possível essa decisão,
que precisa de regulamentação no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio – que não virá. "Vamos reiterar nossa disposição. Mas por acordo
firmado com a Organização Mundial de Comércio (OMC) a China será considerada
economia de mercado em 2016", diz a embaixadora.

Na falta de acordo, porém, as diferenças foram guardadas para os diálogos
reservados. O governo brasileiro alega que naquele mesmo memorando a China se
comprometeu a adquirir aeronaves da Embraer e a fazer investimentos em
infraestrutura, mas os acordos não vingaram.

Prioridade do
governo, biocombustíveis têm espaço nas negociações

A presidente
Dilma Rousseff chega à China interessada em pôr o etanol na pauta das
negociações internacionais mais importantes. Na lista dos 20 acordos que a
presidente assinará com o governo chinês há pelo menos um memorando de
entendimento com o objetivo de "promover parcerias para o desenvolvimento
de biocombustíveis de segunda geração".

A produção de biocombustíveis também foi tratada na visita que a presidente fez
à Grécia neste sábado, em uma escala de sua viagem à Pequim. Durante a parada,
Dilma foi recebida pelo primeiro-ministro grego, George Papandreou. De acordo
com o Blog do Planalto, da Presidência da República, Dilma e Papandreu
conversaram durante 30 minutos e discutiram a situação financeira da Grécia, o
sistema elétrico brasileiro e o enfrentamento, por parte do Brasil, da crise
financeira mundial de 2008. O primeiro-ministro grego também ficou interessado
na produção de biocombustíveis, na atuação da Petrobras e em projetos agrícolas
desenvolvidos pelo Brasil.

Ontem, em Pequim, o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, disse
que o governo brasileiro pode criar um imposto para taxar automóveis nacionais
ou importados que sejam movidos apenas a gasolina, a fim de incentivar o uso do
etanol e angariar recursos para o desenvolvimento estratégico do País, com
investimentos em inovação tecnológica. A proposta faz parte de estudo para a
criação de fundos setoriais em quatro áreas: indústria automotiva, sistema
financeiro, mineração e construção civil.

Mercadante, deixou claro que o Brasil deve sinalizar sua prioridade em relação
ao etanol. "Podemos tributar todo automóvel que não seja bicombustível ou
não seja (movido a) etanol para criar fundos setoriais e financiar pesquisa e
desenvolvimento", afirmou. Mercadante não deu detalhes sobre a criação dos
fundos setoriais e eventuais tributos, mas disse já ter conversado sobre o
assunto com Dilma. "Estamos dialogando com a Fazenda e com as áreas
envolvidas", contou, ao lembrar que a Câmara Brasileira da Indústria da
Construção (CBIC) também defende um fundo setorial.


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