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01/09/2011

Dilma quer taxa de juros real entre 2% e 3%

"Cbic"
01/09/2011 :: Edição 170

 

Jornal O Globo/BR 01/09/2011
 

Dilma quer taxa de juros real entre 2% e 3%

SOB PRESSÃO: Mudanças na poupança e na indexação das dívidas de estados e municípios estão nos planos
 Meta é compatível com padrão internacional. Percentual atualmente é de 6,5%, mais que o dobro do desejado
 
 A defesa enfática que a presidente Dilma Rousseff tem feito da redução dos juros no país faz parte de um plano para atingir uma taxa de juros real (descontada a inflação) entre 2% e 3% até o fim de 2014. Essa é uma das marcas que a presidente quer deixar em seu governo. Para Dilma, juros mais baixos significam mais investimentos, crescimento econômico, redução no custo da dívida pública, além de uma ajuda importante para reduzir os impactos da desvalorização do dólar.
 Segundo técnicos do governo, não existe uma meta fixada para a taxa real de juros, que está hoje em torno de 6,5%. No entanto, a avaliação é de que o Brasil tem condições de atingir um patamar compatível com o padrão internacional.
 Selic teria que ficar entre 6,59% e 7,63%
 Cálculos do economista Gilberto Braga indicam que, para ter juros reais de 2% ao ano, com uma inflação acumulada de 4,50% em 12 meses (a meta fixada pelo governo até 2013), seria necessária uma taxa básica de juros, a Selic, de 6,59%. Para 3% reais, a Selic precisaria ser de 7,63% ao ano. Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a Selic para 12% ao ano.
 Um ranking preparado pela corretora Cruzeiro do Sul com 40 economias mostra que os juros reais no Brasil estão muito acima dos demais países. No Chile, por exemplo, a taxa é de 1,5% e na Austrália, de 1,4%. Na China, é de 1%.
 Dentro da estratégia pró-juros reais menores está a mudança do mix entre política fiscal e política monetária para combater a inflação e estimular a economia. Do lado fiscal, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem dito que é preciso agora é mostrar austeridade. Por isso a ideia é trabalhar para aprovar no Congresso a limitação dos gastos da União com funcionalismo e a criação do fundo de previdência dos servidores.
 Para abrir o caminho na nova estratégia, a presidente também quer começar a tratar de entraves que hoje prejudicam a queda dos juros. Entre eles está a desindexação da caderneta de poupança. Na gaveta do ministro Mantega repousa uma proposta que pode ser enviada ao Congresso quando a presidente quiser e que modifica a remuneração da caderneta, fixada hoje em TR (Taxa Referencial) mais 6%. Em 2009, quando os juros estavam em 10,25% ao ano, com possibilidade de baixarem para um dígito, o governo ficou preocupado e apresentou uma proposta emergencial que previa a cobrança de Imposto de Renda (IR) para depósitos acima de R mil. O temor era de que, num cenário de juros baixos, os investidores deixassem fundos de renda fixa para pôr seu dinheiro numa remuneração garantida, o que poderia provocar um desequilíbrio no mercado.
 A ideia provocou alvoroço e a equipe econômica foi acusada de tentar prejudicar os pequenos poupadores. Com a volta das pressões inflacionárias e da alta de juros, o assunto acabou sendo deixado de lado.
 Também faz parte da estratégia de Dilma a decisão do Ministério da Fazenda de aceitar negociar com estados e municípios uma mudança nos indexadores de dívidas. Os contratos hoje são corrigidos por índices de inflação elevados e que podem gerar desequilíbrios futuros. Os indexadores – IGP-DI mais um percentual que varia de 6% e 9% – encareceram os débitos de tal forma que alguns deles triplicaram e já geraram um passivo bilionário, que terá que ser honrado no fim dos contratos.
 Além disso, a presidente quer que o Tesouro Nacional reduza a participação de títulos corrigidos pela Taxa Selic na dívida pública, que hoje chega a quase 33% do total. Isso significa que flutuações nos juros impactam os custos que o governo tem com esse estoque. 

 

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