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13/08/2014

Demanda por plataformas anima os construtores

"Cbic"
13/08/2014

Valor Econômico

Demanda por plataformas anima os construtores

Por Simone Goldberg | Do Rio  

 Se o leilão do campo de Libra, o primeiro do pré-sal, realizado em outubro de 2013, já animava os estaleiros e empresas produtores de plataformas, cascos e módulos, a nova empreitada da Petrobras, que em junho foi autorizada pelo governo a produzir volumes excedentes na área da cessão onerosa, também no pré-sal da Bacia de Santos, elevou as expectativas. Estimativas dão conta de uma necessidade de mais de 70 plataformas até 2030.

O Plano de Negócios e Gestão 2014-2018 da Petrobras prevê investimentos totais de US$ 220,6 bilhões, dos quais US$ 153,9 bilhões em exploração e produção. E, para o óleo excedente da cessão onerosa, serão necessários outros US$ 50,7 bilhões até 2030, segundo apresentação enviada pela estatal à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no fim de junho. Esses investimentos seriam acelerados a partir de 2019 para começar a produção do excedente em 2021.

Enquanto este extra não se materializa, a petroleira informa que está investindo, de 2013 a 2020, US$ 100 bilhões na indústria naval. É um montante que sustenta dez estaleiros em atividade e mais quatro em construção no país. Só para Libra, o megacampo do pré-sal que foi arrematado pela Petrobras em parceria com a Shell, a Total e as petroleiras chinesas CNOOC e CNPC, são previstas de 12 a 18 plataformas.

Há ainda a estimativa de outras dez plataformas para os volumes excedentes das áreas Búzios, Entorno de Iara, Florim e Nordeste de Tupi (na cessão onerosa), no pré-sal da Bacia de Santos, a partir de 2021. Antes disso, segundo a Petrobras, serão necessárias 35 unidades de produção até 2020 para cumprir a curva de produção: chegar a 4 milhões de barris por dia, em média. Três dessas 35 plataformas entraram em operação este ano – a P-58, P-61 e P-62 -, 19 foram contratadas e 14 estão em processo de contratação.

Dados do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval) mostram que foram entregues seis plataformas no ano passado, construídas totalmente ou parcialmente no país. E que há, no momento, 14 sendo fabricadas em estaleiros nacionais – das quais duas tiveram seus cascos convertidos na Ásia.

O Sinaval também cita dados de uma apresentação do diretor de exploração e produção da Petrobras, José Formigli, do começo de julho, expondo a necessidade de outras 41 plataformas entre 2021 e 2030. A expectativa, segundo o sindicato, é que uma parte dessa demanda seja destinada à indústria naval brasileira, enquanto outras plataformas serão feitas por estaleiros internacionais, para depois serem afretadas à estatal por empresas parceiras.

Se as encomendas futuras tendem a se multiplicar, no presente vários estaleiros se preparam para os novos desafios enquanto dão conta de obras pedidas. No Rio de Janeiro, por exemplo, a Enseada Indústria Naval, formada por Odebrecht, OAS, UTC e a japonesa Kawasaki Heavy Industries, opera o Estaleiro Inhaúma, onde executa uma conversão e vai finalizar outras três conversões de cascos de navios em floating production, storage and offloading (FPSOs), espécie de navio-plataforma que produz, armazena e transfere petróleo.

São as P-74, P-75, P-76 e P-77 – que atuarão em áreas do pré-sal da cessão onerosa. O serviço está avaliado em US$ 1,7 bilhão. Desses quatro cascos, apenas a P-74 está sendo de fato convertido no Inhaúma. Já os cascos da P-75, P-76 e P-77 estão tendo seus trabalhos iniciais de conversão realizados no estaleiro Cosco, na China – para evitar atrasos no cronograma. Eles serão finalizados no Brasil.

As obras de conversão de todas essas plataformas devem estar concluídas até o primeiro semestre de 2016 e a construção dos módulos e integração de unidades serão realizados nos estaleiros EBR – Estaleiros do Brasil (RS), Honório Bicalho (RS) e Technip-Techint (PR), informa a petroleira. Sua previsão de entrada em operação da P-74 e da P-75 é em 2016. As P-76 e a P-77, começam suas atividades em 2017.

Segundo o diretor de relações institucionais e de sustentabilidade do estaleiro Enseada, Humberto Rangel, a política do governo e lógica do mercado foi focada nas encomendas do pré-sal. Isso gerou um nível de concentração e um momento oportuno para investimentos no segmento. "Agora, o grande desafio para as empresas do setor é se consolidar, ganhar competitividade e escala", ressalta.

O mercado, em expansão, oferece várias oportunidades para a indústria naval. "O Brasil terá que investir em navios especializados, cabotagem e reparo naval. As embarcações são expostas a condições que exigem um ciclo permanente de manutenção", analisa o executivo. A Enseada tem contratos totais de US$ 6,5 bilhões e inicia neste ano as operações do seu estaleiro na Bahia. Lá, fará seis sondas de perfuração.

Outro que vêm investindo para atender ao boom do setor e elevar a produtividade é o Brasfels, de Angra dos Reis (RJ), controlado pelo grupo Keppel Fels, de Cingapura. Estão sendo desembolsados cerca de R$ 300 milhões entre 2013 e 2016 em obras de expansão e melhorias. O Brasfels tem em carteira obras do FPSO Cidade de Mangaratiba, que deve ficar pronto este ano, e do FPSO Cidade de Itaguaí, com previsão de início de operação em 2015, além da construção e integração de módulos de outros dois FPSOs (P-66 e P-69).



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