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02/03/2011

Demanda alta por engenheiros deixa construção em alerta

 

02/03/2011 :: Edição 049

Jornal Brasil Econômico/BR   |   02/03/2011

demanda alta por engenheiros deixa construção em alerta

Registro de novos profissionais não acompanha a abertura de vagas no setor; grupos falam em importar mão de obra

Paulo Justus e Eva Rodrigues

O crescimento do país está gerando uma lacuna entre a criação de vagas para profissionais com ensino superior no setor da construção civil e o registro de novos engenheiros.

No ano passado, por exemplo, enquanto foram criados
11.559 postos de trabalho para profissionais formados nesse setor, os
Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Creas) de
todo o Brasil concederam registro a 6.529 engenheiros civis. Apesar de
não incluir na contabilidade a contratação de arquitetos, os dados
sinalizamo aperto que afeta o setor.

O movimento é recente: no acumulado da última
década, ainda há mais engenheiros registrados em relação à criação de
vagas para profissionais na construção civil.
No período, foram concedidos 54,8 mil registros de engenheiros civis e
criados 44,4 mil postos de trabalho. "Muitos profissionais de engenharia
atuam em outras áreas, depois de formados", explica Marcos Túlio de
Melo, presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e
Agronomia (Confea). Segundo ele, no Brasil apenas 30% dos engenheiros
civis formados no Brasil trabalham no setor.

Mesmo assim, a discrepância entre o volume de contratações na construção civil e os registros dos Creas sugere que o mercado está próximo de um limite, diz.

"Os dados são alarmantes, especialmente quando
analisamos o número de universitários que cursam e os que saem das
faculdades de engenharia." Melo diz que a evasão escolar dificulta ainda
mais a tarefa de suprir a demanda. "A formação de segundo grau é muito
deficiente, e por isso muitos estudantes desistem dos cursos depois de
sucessivas reprovações em disciplinas como Cálculo", afirma. Escassez
Para o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a se considerar o
patamar de crescimento de 4,5% em 2011, o Brasil deverá ter escassez em
áreas específicas de engenharia (veja mais detalhes na reportagem ao
lado). "Olhando para trás, vemos maior demanda de 2004 para cá.

Antes disso, o engenheiro se formava e, como tem
competências cognitivas que são genéricas, ia trabalhar como analista
financeiro ou em outras funções fora da engenharia", afirma o técnico de
Planejamento e Pesquisa do Ipea, Divonzir Gusso.

Diante do problema, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) já iniciou conversas com a embaixada de Portugal para discutir a possibilidade de importação de engenheiros daquele país.

Na semana passada, o ministro da Ciência e
Tecnologia, Aloizio Mercadante, defendeu que a falta de engenheiros seja
suprida por tecnólogos com formação mais curta do que o bacharelado em
engenharia. "O Brasil vai ter que acelerar a formação deste profissional
que está fazendo falta no mercado", disse. Segundo o ministro, o Brasil
forma um engenheiro a cada 50 pessoas que concluem o curso superior. Na
Coreia do Sul, esse número é um engenheiro para quatro graduados e no
México a relação é de um engenheiro para 20 graduados.

Gabriel Pinton, diretor da WD Group, que atua no
segmento de petróleo e gás, avalia que, para além das questões de
formação, os gargalos demão de obra vistos hoje no Brasil devem ser
atacados com a participação da iniciativa privada. "O mercado assumiu
uma postura muito profissional e não dá para pensar numa empresa que não
se preocupe hoje em fazer treinamento e formação de seus
profissionais".


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