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13/03/2015

Crise da água já fomenta novos negócios entre os fabricantes

"Cbic"
13/03/2015

DCI Online – 13 de março

Crise da água já fomenta novos negócios entre os fabricantes

material de construção. As apostas das marcas para driblar a crise hídrica vão de restritores de fluxo até torneiras com preços mais acessíveis, que prometem reduzir o consumo em até 60%

Juliana Estigarríbia

A crise hídrica, que afeta o abastecimento principalmente da Região Sudeste, elevou a demanda por produtos que economizam água

São Paulo – Tradicionais fabricantes de material de construção e estreantes no segmento têm investido em produtos que visam economia de água em meio à crise hídrica. Os produtos vão desde simples restritores de fluxo até torneiras ecológicas com preços acessíveis.

Os dispositivos mais baratos do mercado para este fim são os restritores de fluxo, que são instalados na saída de água de torneiras ou chuveiros. "Desde o final do ano passado, a procura por esse tipo de produto aumentou vertiginosamente", afirmou ao DCI o executivo de engenharia de aplicação da Deca, Osvaldo Barbosa Junior.

Segundo ele, somente no último trimestre de 2014, as vendas de restritores aumentaram 30% na comparação anual. "Este produto é totalmente acessível e a procura vem aumentando muito", reforça. O restritor pode custar a partir de R$ 10.

A marca trabalha ainda com os chamados arejadores, também instalados na saída de água e que incorporam ar ao jato. "O consumo pode cair de 20 litros por minuto para 6 litros, mas sem perder o conforto e a eficiência", explica Junior.

O executivo afirma que a tendência de crescimento deste mercado fez com que o grupo fizesse uma divisão interna e classificasse, pela primeira vez na história, os produtos que visam economia de água em um portfolio separado.

"Antes, apenas espaços e órgãos públicos demandavam este tipo de material. Agora, todo mundo despertou para a questão da água e em todas as residências enxergamos essa preocupação", pondera Junior.

Para todas as classes

A Lorenzetti, líder do segmento de chuveiros e duchas, afirma que está investindo não só em produtos de maior valor agregado para economia de água. Através de sua marca Fortti, mais voltada para a classe C, a companhia espera ganhar mercado também com o apelo da crise hídrica.

"As vendas de produtos que visam economia de água vêm crescendo a uma média de 40% ao ano", diz o gerente de marketing da Lorenzetti, Alexandre Tambasco.

Uma das apostas da marca são os chuveiros econômicos que possuem redutor de fluxo embutido, diminuindo a vazão para cerca de 8 litros por minuto. O preço público é de cerca de R$ 150.

Mas um dos destaques do portfolio fica mesmo para a torneira Eco Fortti, que promete economia de água de até 60%. O grande diferencial, no entanto, é o preço público de R$ 75. Feita com plástico de engenharia e acionamento em metal, tem custo bem mais reduzido do que as similares convencionais.

Segundo Tambasco, o objetivo da marca é atingir principalmente estabelecimentos comerciais como pequenos bares e postos de gasolina, por exemplo. "A linha tem preço competitivo, qualidade e acabamento. Estamos criando um nicho de mercado", garante.

A meta do grupo Lorenzetti para este ano é ampliar as vendas da marca Fortti, que em faturamento representa 4% do total, mas em volumes já corresponde a 10% da produção. "Pulverização no varejo é a nossa estratégia para crescer em 2015", revela Tambasco.

Estreantes sustentáveis

A Do Carmo Soluções Ambientais e Tecnológicas promete revolucionar o mercado com seus produtos ecológicos. A empresa foi idealizada dentro de outra companhia, a Ebone Climatizadores. "Trabalhamos com sustentabilidade há mais de 15 anos", afirma o presidente da Do Carmo, Ademar Ebone.

O executivo vem desenvolvendo esta linha de produtos ecológicos há cerca de dois anos. De capital próprio, Ebone investiu US$ 2 milhões para produzir duchas, torneiras e sistemas de limpeza que prometem economizar até 90% em relação aos concorrentes.

"Enquanto o chuveiro mais econômico do mercado utiliza cerca de seis litros de água por minuto, nosso produto consome 1,2 litro por minuto", diz.

O segredo, segundo Ebone, é usar o que ele classifica como "óbvio". Ele explica que a economia é possível porque os produtos funcionam com uma bomba de pressurização, que pulveriza as partículas de água, resultando em uma melhor distribuição e evitando o desperdício.

"Por trabalhar por pressurização, o produto tem força suficiente para que o consumidor se sinta à vontade, sem a sensação de pouca água", diz.

Ebone garante ainda que o retorno do investimento ao consumidor – cerca de R$ 400 pela torneira e R$ 600 pela ducha – é rápido. "Nossos produtos já estão em teste e verificamos uma redução drástica do consumo de água", ressalta.

Ebone elenca alguns estabelecimentos que têm procurado ou já testam os produtos Do Carmo, como a rede Graal, os shoppings Center Norte e Ibirapuera, além do conglomerado educacional Kroton.

Outro diferencial apontado por Ebone é o melhor aproveitamento energético do chuveiro elétrico da marca. Segundo ele, enquanto os convencionais consomem cerca de 28 amperes (A) por minuto, a ducha Do Carmo consome apenas 7 A/min.

"Isso significa uma economia de até 70% de energia em relação aos concorrentes", garante.

A empresa lançou os produtos pela primeira vez durante o maior salão de construção da América Latina (Feicon Batmat), que terminou no último sábado (14). E o maior argumento da marca para competir com empresas já consagradas é a eficiência. "Somos 90% mais eficientes", garante.

A Do Carmo possui três plantas industriais, São Bernardo do Campo e São Roque, ambas em São Paulo, e também no Rio de Janeiro. "Temos 100% de produção nacional e reciclável", afirma o presidente da empresa.

Com capacidade instalada de 10 mil peças por mês, a expectativa da marca é vender em torno de 50 mil unidades no primeiro ano cheio de operação, que começa no mês que vem.

Para o segundo ano de comercialização, a meta é triplicar o volume vendido. "Nossa maior propaganda virá dos usuários, pois chegar às grandes redes varejistas é muito difícil", confessa Ebone.


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