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30/05/2014

Crescimento modesto

"Cbic"
30/05/2014

O Estado de S. Paulo

Crescimento modesto 

Prêmio Top Imobiliário

Sérgio Watanabe

Crescimento modesto

Depois de um crescimento do PIB da construção brasileira de apenas 1,9% em 2013, o ano de 2014 havia se iniciado com sinalizações promissoras para o setor.

Os indicadores de emprego revelaram-se alentadores nos dois primeiros meses deste ano. Ambos os segmentos de peso da construção a indústria imobiliária e as obras de infraestrutura – mostravam taxas positivas. Estavam em alta as contratações de pessoal em atividades como elaboração de projetos e preparação de terrenos, denotando emprego seguro na futura construção de empreendimentos imobiliários.

Outro indicador relevante, o consumo de cimento, também apresentava aumento no primeiro bimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior. Por conta dessas sinalizações, reforçava-se a previsão de que a indústria da construção deveria crescer cerca de 2,8% neste ano.

Diversos fatores levaram a uma revisão desta estimativa. A partir de março, o emprego e o consumo de cimento mostraram taxas de crescimento menores. O crescimento do pessoal empregado nas áreas de projeto e preparação de terrenos também minguou. As projeções para a expansão do PIB situam-se abaixo de 2%.

As últimas sondagens junto aos empresários da construção captaram expectativas declinantes em relação ao desempenho atual e futuro do setor. As sondagens mostraram que as construtoras ainda se ressentem de escassez de mão de obra, mas em percentuais menores que nos anos anteriores.

Já outros quesitos sinalizam dificuldades crescentes à melhoria de negócios: a demanda diminuiu, os custos aumentaram, o acesso ao crédito para capital de giro é mais difícil e a competição dentro do setor aumentou.

Este cenário reflete a redução dos investimentos no setor imobiliário, pelos agentes privados e pelas famílias, bem como uma diminuição no ritmo dos investimentos públicos, particularmente do governo federal, que no início do ano chegou a atrasar pagamentos às construtoras contratadas para edificar as unidades habitacionais do Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), o que nunca havia ocorrido.

Em consequência, revisamos nossas projeções e estimamos que o PIB da construção brasileira deverá apresentar um crescimento menor, entre 1% e 2%, neste ano. Este aumento, quase vegetativo, naturalmente não nos anima. Dificilmente o setor voltará a crescer a taxas chinesas, como em 2010, nem é essa a nossa expectativa. Mas estamos insatisfeitos com uma taxa baixa, pois continuam enormes as carências em habitação e infraestrutura no país.

Uma vez que o produto da indústria da construção deriva de longo prazo de maturação, cabe indagar se as perspectivas são mais promissoras para 2015. A resposta é negativa, a não ser que haja uma melhora expressiva no ambiente de negócios e nos investimentos públicos.

A construção tem enfrentado diversos obstáculos nessa direção. A retomada do vigor nos investimentos privados não aconteceu em função não só da conjuntura atual como por conta das incertezas em relação à futura política econômica, abertas pela disputa eleitoral.

A presente redução no número de lançamentos imobiliários deverá resultar no futuro em uma retomada mais modesta do emprego da construção e, consequentemente, da atividade do setor. O problema deve ser sentido especialmente na capital paulista, onde o Plano Diretor em aprovação na Câmara Municipal tende a elevar o custo da construção.

Na esfera do MCMV, as novas regras para sua continuidade, em formulação pelo governo federal, ainda serão analisadas pelos investidores e precisarão efetivamente estimular a construção nas localidades de maior déficit habitacional do país, como o município de São Paulo.

Na área das obras públicas, não se esperam grandes investimentos em 2015 com recursos do próximo governo federal, que precisará puxar o freio dos gastos para um indispensável rearranjo orçamentário. O segmento também está preocupado com a possibilidade de extensão do RDC (Regime Diferenciado de Contratação) a todas as obras públicas, o que pode trazer ao governo sérios problemas de custo e qualidade.

*

PRESIDENTE DO SINDICATO DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO CIVIL DO ESTADO DE SÃO PAULO (SINDUSCON-SP), VICE-PRESIDENTE DA CÂMARA BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO (CBIC) E DIRETOR DA FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO (FIESP)

O PIB da construção deverá crescer entre 1% e 2%, um aumento quase vegetativo



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