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22/01/2014

Crédito imobiliário recorde em 2013 surpreende a indústria

"Cbic"
22/01/2014

Brasil Econômico

Crédito imobiliário recorde em 2013 surpreende a indústria

Financiamentos imobiliários somaram R$ 109, 2 bilhões, com expansão de 32% em relação ao anterior, superando expectativas do mercado. Previsão da Abecip é de acomodação do crescimento neste ano, com alta de 15%

Marcelo Loureiro

O crédito imobiliário atingiu um novo recorde no Brasil, ao movimentar R$ 109,2 bilhões no ano passado. Na comparação com 2012, o salto foi de 32%, bem acima dos 15% projetados pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), que compila os números da indústria, considerando os financiamentos bancários com recursos provenientes das cadernetas de poupança. Para 2014, a projeção de crescimento é de 15%.

Do montante movimentado ano passado, R$ 76,9 bilhões financiaram os compradores. "Algo como 60% desse valor foi destinado a compra de imóveis usados", explicou Octavio de Lazari Junior, presidente da Abecip. Os outros R$ 32,2 bilhões tiveram como destino as construtoras. O volume foi 15% maior do que em 2012, ano em que o financiamento às empresas do setor havia recuado 20%.

Os números de 2013 elevaram a participação do crédito imobiliário no PIB para 8,1%. Com o resultado, o segmento assumiu a liderança entre as carteiras de crédito no Brasil, com R$ 334 bilhões em estoque. Há seis anos, estava atrás do crédito pessoal (atualmente com R$ 320 bilhões) e do financiamento de veículos (R$ 193 bilhões). "O crédito imobiliário é o endividamento do bem e tomou o lugar de carteira mais importante da economia", disse Lazari Junior, ao comentar as taxas mais baixas desse tipo de crédito em relação aos outros segmentos.

O presidente vê com naturalidade o aumento na parte financiada do valor do imóvel; estava em 47,8% do total em 2005 e se aproximou dos 65% no ano passado. "O Banco Central 'escreveu na pedra' o limite de financiamento em 80% do valor dos imóveis. Esse é um dos três pontos que me fazem acreditar que não há uma bolha no setor". Os outros dois dados que tranquilizam Lazari são a entrada elevada – em média 30% do valor total -, e o fato de que 95% das compras de residências têm a moradia como finalidade (nas contas do presidente).

Apesar do salto de 32% no volume de empréstimos em 2013, o número de imóveis financiados subiu apenas 17% (529,8 mil unidades), indicando que boa parte do aumento no volume foi calcado na subida dos preços – algo como 40% nas estimativas do presidente. "O perfil do consumidor brasileiro mudou. O apartamento hoje é menor, mas aumentou o número de vagas de garagem, o playground tem quadra de tênis, espaço gourmet e piscina. Não é mais um pedaço de grama. É quase um clube". Outro fator de pressão no valor dos imóveis, sempre de acordo com Lazari, é o aumento dos custos da indústria, acompanhado pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). "Acho que daqui para frente os preços vão se manter estáveis, se valorizando de acordo com o custo da indústria. O que observamos nos últimos 10 anos é que a subida de preço dos imóveis, descontado o INCC, foi de 55%, ou 3,7% ao ano. É uma valorização racional".

As recentes subidas na Selic não devem afetar o custo do crédito imobiliário, de acordo com Lazari. "O efeito é quase nulo porque o custo da captação imobiliária é mais baixo. A maior concorrência também deve fazer os bancos segurarem o spread, que nesse segmento é reduzido. Descontado todos os custos bancários, é algo em torno de 1%". O grande benefício da carteira imobiliária para os bancos é a manutenção dos clientes por mais tempo. "O tomador costuma colocar as contas da casa, do cartão, e o financiamento do carro no banco em que financia seu imóvel".

A projeção da Abecip para 2014 é de crescimento mais modesto no volume de empréstimos, em torno de 15%. "Acreditamos que subirá metade do registrado em 2013 dado o ciclo da indústria, já que em 2012 houve uma freada de arrumação no crédito ao empresário".

A inadimplência seguiu sua trajetória de queda, ao fechar o ano passado em 1,8%. Em 2004, o indicador estava em 9,7%.

" O Banco Central 'escreveu na pedra' o limite de financiamento em 80% do valor dos imóveis. Esse é um dos três pontos que me fazem acreditar que não há uma bolha no setor"

Octavio de Lazari Junior, Presidente da Abecip

 


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