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22/11/2010

Consumo de cimento no país será recorde em 2010

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21/11/2010 :: Edição 012

Jornal Valor Econômico/BR|   21/11/2010

Consumo de cimento no país será recorde em 2010

  Capacidade da indústria vai crescer 70% com novos projetos

 Anamárcia Vainsencher
 Para o Valor , de São Paulo

 "Na indústria, todos se preparam para crescer", afirma André Shaeffer, diretor comercial da Camargo Corrêa Cimentos. As estimativas apontam que a indústria de cimento deverá crescer 15% este ano em comparação com 2009.

 De acordo com os dados do Sindicato Nacional da Indústria de Cimentos (Snic), as vendas em outubro registraram aumento de 18% em relação a igual mês do ano passado.

 O demanda pelo produto é tal que o Brasil deverá importar este ano quase 1 milhão de toneladas de cimento para abastecer alguns mercados. Mas tudo será diferente a partir de 2012, quando pode haver sobra do produto, em função dos investimentos programados na ampliação da produção e construção de novas plantas, após um jejum de décadas.

 Os novos projetos devem adicionar 44 milhões de toneladas do produto à atual capacidade da indústria, um aumento de 70%. Caso se confirmem todos os planos anunciados, os investimentos vão superar R$ 15 bilhões até 2016. De janeiro a setembro, o consumo aumentou 15% e o mercado doméstico deve absorver o volume recorde da ordem de 58 milhões de toneladas.

 Naturalmente, a indústria programa esses desembolsos porque espera que a demanda permaneça forte até 2015. Segundo estimativas, o consumo se estabilizaria na faixa de 70 milhões de toneladas anuais, o que significaria 350 kghabitante. Outros prognósticos falam em 80 milhões de toneladas, o que levaria o consumo brasileiro a chegar próximo do consumo médio mundial per capita, de 422 quilos em 2008.
 Estímulos para elevar a produção de cimento não faltam, como o boom imobiliário na área residencial, graças a programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida; obras de infraestrutura de saneamento, portos, aeroportos, rodovias e hidrelétricas; a proximidade de eventos internacionais que o país sediará como a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

 Com essas perspectivas, a Camargo Corrêa Cimentos anunciou que planeja elevar a produção em 75%, para 14 milhões de toneladas em 2016. De seu lado, até o fim do ano, a capacidade de produção Votorantim, com suas 35 fábricas em operação, passará de 25 milhões de toneladas para 42 milhões de toneladas. Foi esse o cenário que atraiu para o segmento a Cia. Siderúrgica Nacional (CSN), que implantará uma unidade em Volta Redonda (RJ), ao lado de sua usina de aço, com capacidade de 1,4 milhão de toneladas.

 Com investimentos da ordem de US$ 400 milhões, que inclui fábricas em Arcos (MG), a empresa quer alcançar 3,6 milhões de toneladas em 2012.

 Na lista de outros agregados minerais para construção, as perspectivas também são favoráveis. De acordo com os últimos dados disponíveis, que a produção total anual de de areia gira em torno de 300 milhões de toneladas, e a de rocha britada chega à casa das 217 milhões de toneladas. A maior parte (66%) da rocha britada produzida se destina-se à construção civil.

 Os demais insumos para a produção de cimento – calcário, argila e gipsita (gesso), a situação brasileira é confortável. Todos são recursos ambientais relativamente abundantes na crosta terrestre.

 Proporcionalmente, o calcário tem a maior participação na combinação de substâncias exigidas para a produção de cimento. Mas o mineral também é utilizado na agricultura, metalurgia, indústrias do vidro e do cimento (tipo Portland), entre outras aplicações.

 Pelas informações divulgadas em 2009 pelo DNPM, em 2007, as reservas disponíveis de calcário eram de 110 bilhões de toneladas, das quais 50 bilhões lavráveis.

 Das reservas, 39% estão no Sudeste e, 50% do minério da região, em Minas Gerais; 23% se localizam no Centro Oeste e, lá, 84% no Mato Grosso do Sul. No ano base 2008, a disponibilidade primária de calcário (rochas carbonatadas compostas basicamente por minérios de calcita e dolomita) eram da ordem de 14 bilhões de toneladas, 3,62% a mais em relação a 2007. A reservas aprovadas em 2008 chegavam a 3,96 bilhões de toneladas.

 Contudo, vistas pelo ângulo de reservas lavráveis (conceito adotado no planejamento de lavra das empresas de mineração) a disponibilidade total de recursos dimensionados de calcário se reduz a 45,7%, o que, avalia o DNPM, significa uma abundância relativa desse recurso.

 Outro agregado é a gipsita (gesso), cujas formações estão associadas às bacias sedimentares Amazônica( AMe PA),doParnaíba(MA e TO), Potiguar (RN); do Araripe (PI, CE, PE), e do Recôncavo (BA).

 Nestes locais, três Estados concentram 97,6% das reservas medidas: a do Camamu, na Bahia (53,3%), a do Araripe, Pernambuco (22,4%) e a do Aveiro, no Pará (21,9%), com destaque para a qualidade das jazidas de gesso da Chapada do Araripe.

 As reservas (medida + indicada) oficiais de gipsita, contabilizadas pelo DNPM até o ano-base 2008, são da ordem de 1,2 bilhão de toneladas, segundo o Anuário Mineral Brasileiro 2009. Se forem consideradas só as reservas medidas para efeito de planejamento de lavra, tais recursos ficam reduzidos a 866 milhões de toneladas.

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