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27/02/2014

Construtoras ainda desconfiam dos rumos do setor neste ano

"Cbic"
27/02/2014

Brasil Econômico

Construtoras ainda desconfiam dos rumos do setor neste ano 

Sondagem realizada pela CNI demonstra que os empresários estão céticos com os efeitos dos eventos esportivos

Mariana Mainenti  

 A continuidade da tendência de desaquecimento da indústria da construção em 2014, constatada a partir dos dados divulgados ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), mostra que empreendedores estão preocupados que o setor tenha pisado no freio neste início de ano. Segundo a Sondagem Indústria da Construção, o indicador de evolução do nível de atividade situou-se em 45.8 pontos, abaixo da linha divisória dos 50 pontos, o que representa queda na atividade.

O nível de atividade encontra se também abaixo do usual para o mês de janeiro, com indicador em 43.9 pontos, abaixo da linha divisória dos 50 pontos. Esse resultado aponta para o desaquecimento do segmento e com resultado mais desfavorável desde agosto do ano passado, quando esse indicador foi de 43,5 pontos.

Os indicadores da sondagem, realizada em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), variam de zero a cem. Acima de 50 pontos indicam crescimento ou atividade acima do usual. Abaixo desse patamar, como vem ocorrendo desde o segundo semestre do ano passado, representam queda na atividade ou comportamento abaixo do usual. Para analistas, o arrefecimento dessa indústria está relacionado ao baixo crescimento da economia, com a decorrente retração no consumo, aliado à necessidade do governo de economizar.

De acordo com o economista da CNI Danilo Garcia, a construção de edifícios é a que mais está sofrendo. "O nível de atividade desse setor está em 43,5 pontos, enquanto o das obras de infraestrutura é de 44,6 e o de serviços especializados, de 46,1", afirmou. "As pessoas não estão comprando imóveis como antes, os preços estão se realinhando. Com incertezas na conjuntura econômica internacional, como a situação da Venezuela e da Argentina, em um ano eleitoral, nenhum empreendedor vai correr o risco de sair no prejuízo. Por isso, há menos empreendimentos sendo lançados", analisou o diretor de Economia e Estatística do Sinduscon-DF, representante da indústria de construção civil do Distrito Federal, Marcus Peçanha.

Segundo ele, nem mesmo as obras da Copa foram suficientes para manter o ritmo de crescimento da indústria da construção. "Fala-se que em ano de Copa há uma cultura de obras, mas não é bem assim. E as outras obras que deveriam ter sido construídas pelo governo e não foram para que se pudesse fazer a infraestrutura do evento?", questionou. Responsável pela sondagem da indústria da construção realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV-SP), Ana Castelo concorda com Peçanha: "O que nós temos acompanhado é que houve uma diminuição das vendas de imóveis em todo o país, à exceção de São Paulo, e ao mesmo tempo, o governo reduziu desde o ano passado o ritmo das obras públicas que estão sendo realizadas, para ter um resultado fiscal mais favorável."

O economista da CBIC Luís Fernando Melo Mendes acredita que a questão da demanda já está sendo equacionada. "A oferta de imóveis estava alta para o nível de demanda. Mas, desde o último trimestre de 2014, esse problema já vem perdendo importância. Os próprios empreendedores vêm adequando os imóveis ao que os consumidores estão buscando. Em São Paulo, um mercado que continua aquecido, a maior procura, por exemplo, é por quitinetes. Como o preço do metro quadrado está alto, os apartamentos grandes tornaram-se caros", comparou.

Ao mesmo tempo, o economista da CBIC lembra que a trajetória de elevação da taxa básica de juros da economia, a Selic, torna mais alto o custo dos empréstimos para capital de giro para a produção imobiliária, o que também é mais um fator inibidor dos empreendedores. Mas, no médio prazo, ele considera que essa própria adequação entre oferta e demanda é um fator positivo para o mercado. "Há sinais de equilíbrio no setor imobiliário. Não temos um risco sistêmico no Brasil. Esses ajustes de preço são naturais, de curto-prazo, não são generalizados. Não há bolha imobiliária no Brasil", destacou.

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O nível de atividade encontra-se abaixo do usual para um mês de janeiro, com indicador em 43,9 pontos, abaixo da linha divisória dos 50 pontos, o que aponta para o desaquecimento

Elevação da Selic torna mais custosos os empréstimos para capital de giro destinado à produção imobiliária, mais um fator a inibidor os empreendedores

 

(Publicado também no Jornal DCI; Estado de Minas – Online; Exame.com; G1 – Globo; Diário de Pernambuco Online; Estado de Minas Online)

 


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