Construção investiu R$ 19 bi a menos em 2018 ante janeiro a junho de 2014, segundo levantamento da Inteligência Empresarial da Construção (ITC)

Com menos obras de todos os portes, o setor da construção segue refém dos problemas macroeconômicos. Enquanto no primeiro semestre de 2014, o setor recebeu aportes de US$ 42,6 bilhões (R$ 164,8 bilhões, com o câmbio em R$ 3,8657), em 2018, no mesmo período, chega a US$ 37,6 bilhões (R$ 145,5 bilhões), queda de R$ 19,3 bilhões, equivalente a 13,3%. Os dados acima fazem parte de um levantamento da Inteligência Empresarial da Construção (ITC), e obtido com exclusividade pelo veículo online DCI. Conforme o estudo, a maior baixa nos investimentos se deu no segmento residencial, que em 2014 havia recebido aportes de US$ 3,06 bilhões (R$ 11,82 bilhões), e aplicou US$ 1,28 bilhão (R$ 4,94 bilhões) este ano, uma queda na casa dos 60% em quatro anos. Entre janeiro e junho foram feitas 2,9 mil obras residenciais, 25,3% menos que no mesmo período de 2014 (30,6 mil).

Quando analisado o segmento comercial (que inclui obras para aviação, turismo, viária, hídrica e outras) a queda entre 2014 e 2018 foi de 5,1%, somando neste ano US$ 24,42 bilhões (em 2014 foram US$ 25,76 bilhões). Em reais, o valor aplicado em 2018 gira em torno dos R$ 94,33 bilhões. Outro segmento que enfrentou uma forte retração foi o industrial – que reúne também obras de saneamento, energia e petróleo. Segundo o estudo do ITC, em 2018, o País recebeu US$ 11,96 bilhões no segmento (o que equivale a R$ 46,20 bilhões).

Todos os especialistas ouvidos pela reportagem são uníssonos quando o assunto é a importância do futuro presidente do Brasil nesse processo de retomada da economia e, consequentemente, da melhora do ambiente de negócios para a construção civil. O presidente da CBIC, José Carlos Martins, opina sobre esse cenário:

“A perspectiva para melhora é que o governo que se estabelecer tenha controle e eficiência nos gastos públicos, com foco em novos investimentos, além da possível adoção de um mecanismo de suspensão de novas despesas”, diz o presidente CBIC. De acordo com Martins, outro ponto importante é a adoção de medidas que facilitem o ambiente de negócios. “Reduzindo a insegurança jurídica das empresas atuantes na construção”, disse.

Para facilitar o processo de retomada do setor, ele ressalta a importância dos negócios feitos em conjunto entre o ente público e empresas. “É interessante para o setor a parceria público-privada, que pode ser estimulada pelo governo por meio de mecanismos que favoreçam a execução de projetos por estados e municípios. ”

Para conhecer o material completo da pesquisa, clique aqui.

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