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05/05/2015

Construção espera novo fôlego com obras federais

Com o desaquecimento da economia, empresários do setor apostam em nova fase do Minha Casa Minha Vida e em programa de concessões do governo para voltar a crescer-A indústria da construção civil está em compasso de espera pela pelo novo programa de concessões do governo federal e pela terceira fase do Minha Casa Minha vida (MCMV), que prevê entregar três milhões de moradias até 2018. A expectativa de que os projetos saiam do papel ainda este mês deu um leve respiro aos empresários, que se mostraram menos pessimistas com a situação dos negócios, segundo sondagem da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), divulgada hoje. Mas analistas ressaltam que a situação é ainda bastante delicada e indefinida para a atividade como um todo.

Enquanto em abril, 50% das empresas da indústria de materiais de construção esperavam encerrar o mês com faturamento regular , em maio o percentual subiu para 56%, segundo termômetro da Abramat. Ao mesmo tempo, em abril, apenas 24% das empresas tinham boas expectativas de venda. Para maio, esse percentual subiu para 32%.

"Embora a construção civil ainda esteja à espera das ações do governo e dos efeitos do ajuste fiscal, novos projetos na área de infraestrutura e o MCMV 3 devem deslanchar a partir do segundo semestre do ano", diz o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio (Sinduscon-RJ), Roberto Kauffmann.

Já o diretor do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada, Petrônio Vieira avalia que o Plano de Negócios da Petrobras, previsto para ser divulgado no fim do mês, deve dar fôlego novo ao segmento de infraestrutura. "Somado às novas concessões, esses são dois marcos que devem mexer com o investimento no país. Sem falar no efeito multiplicador sobre a economia", afirma.

Mas a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) avalia com cautela a situação dos negócios. Para o presidente José Carlos Martins, o cenário para o setor é bastante nebuloso e sem perspectivas concretas para este ano. "Os pagamentos anteriores do MCMV ainda não estão em dia. E, até que se defina os recursos disponíveis para investimentos por parte do governo, a nova fase do programa não tem data para ser iniciada", afirma Martins, referindo-se ao decreto com os valores a serem contingenciados do Orçamento da União, que deve ser publicado ainda este mês.

Outro entrave à retomada de crescimento da construção civil é a escassez de recursos disponíveis para financiamento imobiliário, com a redução de fluxo de depósitos da caderneta de poupança. "Os recursos disponíveis estão chegando no limite. É preciso arranjar novos mecanismos, se não os financiamentos vão parar", acrescenta Martins.

A redução do percentual máximo do valor permitido para financiamento de imóveis usados com recursos da poupança – de 80% para 50% – pela Caixa, que começou a valer ontem, deve provocar uma lentidão de dois a três anos no lançamento de novos empreendimentos imobiliários, conforme aponta o diretor da área imobiliária do Sinduscon-MG, Bráulio Franco Garcia.

"De 2007 a 2011 tivemos a queda dos juros e uma farta liberação de crédito imobiliário. Agora os imóveis estão ficando prontos e o que há é uma desaceleração de empreendedores. Existe um alto número de estoques e as construtoras estão cortando novos lançamentos. O cenário futuro será de administração de estoques até que a situação da economia e dos juros melhore", aponta.

O freio no setor imobiliário deve aprofundar a crise no mercado de trabalho da construção civil, visto que 2/3 dos empregos gerados pela atividade são originários do segmento e dos serviços domiciliares. No primeiro trimestre deste ano, a atividade atingiu saldo líquido negativo de geração de vagas de 50.974 postos.

A Abramat estima que, entre janeiro e abril deste ano, a construção civil pesada, voltada para infraestrutura, tenha encolhido 13%, impactada especialmente pela paralisação de obras de empreiteiras ligadas à Lava Jato. Já o mercado imobiliário teve queda de 8% no ritmo de atividade. "A restrição ao crédito imobiliário vai afetar fortemente o mercado de imóveis residenciais, mas por outro lado, deve trazer um impacto positivo no varejo", avalia Walter Cover, presidente da Abramat, que estimativa crescimento no varejo de 4% neste ano.

O freio no setor imobiliário deve aprofundar a crise no mercado de trabalho, visto que 2/3 dos empregos gerados são originários do segmento e dos serviços domiciliares

NÚMEROS RUINS

– 44 mil

É o saldo negativo de geração de vagas no setor da construção civil pesada, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego.

56%

 

Percentual de empresários da indústria de materiais de construção que avaliam que as vendas serão regulares. Outros 32% acreditam que serão boas.

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