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27/12/2010

Construção em alta

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27/12/2010 :: Edição 030

Jornal Correio Braziliense/DF|   27/12/2010

Construção em alta

ELSON PÓVOA
 Engenheiro civil e presidente do Sinduscon-DF   Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal

 O Distrito Federal consolidou seu ranking como segundo mercado imobiliário do país, prevendo-se um movimento de R$ 10 bilhões anuais, com expansão acima de 20%, o que impulsiona também o setor da construção civil. Além da renda per capita muito acima da média brasileira, Brasília apresentou-se no Censo de 2010 do IBGE com uma população de 2.562.963 habitantes, crescimento de 24,95%, duas vezes a média nacional. Se acrescentarmos o Entorno, com os 10 municípios e 937.013 habitantes (quase 1 milhão) que compõem a Área Metropolitana de Brasília (AMB), chegaremos à marca de 3,5 milhões de habitantes.

 A dinâmica do crescimento do Centro-Oeste brasileiro resultou num crescimento de 20,74%, quase o dobro da média nacional. Portanto, o Centro-Oeste é a bola da vez, em produção agrícola e em povoamento, como previu o fundador de Brasília, Juscelino Kubitschek.

 A AMB é, portanto, uma área a ser administrada pelos governos do Distrito Federal e de Goiás, exigindo esforços conjuntos e colaborativos com a União no enfrentamento dos grandes problemas que se apresentam, como o dos transportes públicos, o do deficit habitacional, o da saúde, o da educação e o do emprego, para que a população não precise se deslocar para a capital federal.

 Em Brasília, a área imobiliária se expande, além de Águas Claras e do Noroeste, para Samambaia, Gama, Sobradinho, Ceilândia, Taguatinga, Valparaíso, Cidade Ocidental, Águas Lindas e Luziânia   essas quatro últimas em Goiás. Águas Claras, com mais de 300 prédios em construção, teve valorização nos imóveis de mais de 15% no último anos.

 E o Setor Noroeste é a área mais promissora do mercado. Com seu conceito de ecobairro, segue padrão de qualidade ambiental inédito. Com 170 hectares, foi projetado com poucos prédios, com menos da metade da área para edifícios residenciais, comerciais, ruas, ciclovias e demais equipamentos urbanos, sendo o restante ocupado pelos parques Burle Max, Arie Cruls e reserva do Córrego Bananal.

 Outro fator que impulsiona o mercado imobiliário é a classe C ou nova classe média, constituída de mais de 100 milhões de brasileiros. O acesso ao crédito foi facilitado em função da Lei 9.514/97, a Lei da Alienação Fiduciária, que garante a transferência da propriedade de um imóvel do devedor ao credor, o que provocou maior interesse dos bancos nos financiamentos habitacionais.

 Também o Programa Minha Casa, Minha Vida criou um estímulo para as construtoras, ao possibilitar o acesso de pessoas de baixa renda à habitação. No total, já foram contratadas 940 mil unidades habitacionais, havendo outras propostas em análise pela Caixa Econômica Federal, que enfrenta o desafio de desburocratização e agilização da demanda. A nova meta é construir 2 milhões de moradias na segunda fase do programa, a partir de 2011.

 O futuro governador Agnelo Queiroz tem em seu programa de governo uma série de propostas para a área habitacional, incluindo programas rurais, política de regularização fundiária e a ampliação do Programa Minha Casa, Minha Vida no DF, entregando 100 mil novas moradias, para reduzir o deficit habitacional.  O GDF deveria estudar uma forma de doar ou vender a preços simbólicos os terrenos para a faixa de renda até três salários mínimos, como forma de viabilizar essas construções em Brasília e no Entorno.

 O maior desafio para a construção civil no DF, no momento, é recuperar o ritmo de construções do setor público, abalado com a interrupção do governo Arruda, o que acarretou grandes retrocessos na área. Muitos recursos federais deixaram de ser aplicados em Brasília e foram devolvidos por falta de projetos.

 Por isso, vemos com bons olhos a política do governador eleito, que está montando a equipe em sintonia com a montagem da equipe da futura presidente, Dilma Rousseff, de modo que os dirigentes do GDF, além de competentes, estejam sintonizados, seja por laços partidários ou por bom trânsito, com os novos dirigentes do governo federal.

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