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20/07/2011

Construção de casas populares começa em outubro

"Cbic"
20/07/2011 :: Edição 139

 

Jornal O Globo/BR 20/07/011

 

Construção de casas populares começa em outubro

Projetos habitacionais consumirão R0 milhões e beneficiarão 6.840 famílias nas 7 cidades afetadas por enxurrada 
 
 As 6.840 famílias de sete municípios da Região Serrana que perderam ou tiveram as suas casas condenadas, durante as enchentes de janeiro último, têm um prazo para receber novas moradias: entre fevereiro e dezembro de 2012. De acordo com o cronograma apresentado pelo secretário estadual de Obras e vice-governador, Luiz Fernando Pezão, as obras de construção dos imóveis começam em 1º de outubro. Serão destinados a esses projetos habitacionais R0,67 milhões, vindos do programa Minha Casa, Minha Vida da União, do estado e de doações de empresários.
 – Todos os que estão com aluguéis sociais, morando em abrigos ou vivendo na casa de parentes serão beneficiados. Ninguém ficará de fora – garantiu Pezão.
 Segundo o subsecretário de Urbanismo da Secretaria de estadual de Obras, Vicente Loureiro, serão implantados condomínios de prédios de até cinco andares, casas geminadas ou isoladas. Todos terão espaços destinados a estabelecimentos comerciais e de serviço, que serão alugados e terão a renda revertida para o pagamento de despesas dos próprios conjuntos. O projeto prevê ainda equipamentos públicos como praças, postos de saúde e escolas e uma vaga de garagem externa para cada dois apartamentos.
 – Nossa grande dificuldade foi encontrar terrenos disponíveis que fossem adequados. Escolhemos terrenos próximos aos locais onde as pessoas moravam, mas em pontos seguros, ou perto de áreas centrais, bem servidas de serviço público – diz Loureiro.
 Áreas de risco ficarão para próxima etapa
 Ao todo, serão construídos 14 condomínios, de tamanhos variados, em Teresópolis, Petrópolis, Friburgo, Sumidouro, Areal, São José do Vale do Rio Preto e Bom Jardim.
 Cada um deles recebeu um nome. Os menores, de 48 unidades cada um, serão construídos em Petrópolis (Vale Cuiabá 1) e Bom Jardim (Chalet e Granja Santa Teresa). O maior deles será o Caminho do Céu, em Friburgo, e terá 2.180 unidades habitacionais. Outros conjuntos grandes ficarão em Teresópolis (Ermitage, com 1.650 unidades) e Friburgo (Oberland, com 1.300).
 As unidades serão entregues gradativamente, à medida que ficarem prontas. Conforme a programação do estado, as chaves dos 250 primeiros imóveis serão repassadas aos moradores em fevereiro de 2012. Quase dois terços das casas (2.730) ficarão prontas em dezembro do ano que vem.
 – Cada imóvel terá entre 40 e 45 metros quadrados. Terá sala, dois quartos, cozinha e banheiro – detalha Loureiro.
 Enquanto para os desabrigados a mudança para a casa própria tem prazo definido, para quem mora em área de risco na Região Serrana não há previsão de reassentamento. O subsecretário de Urbanismo também ainda não dispõe do número exato de famílias que vivem nessas áreas:
 – Estão sendo cruzados dados das prefeituras, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Defesa Civil, do Departamento de Recursos Minerais do estado (DRM), da Secretaria de Obras e da Uerj. Acredito que, em dois meses, tenhamos a relação das casas em áreas de risco, em que as famílias deverão ser reassentadas.
 Pontes serão reconstruídas até o fim do ano
 De acordo com o vice-governador, os investimentos já liberados para a construção de habitações (6.840) e unidades comerciais (163), contenção de encostas e reconstrução de pontes na Região Serrana somam R8,3 milhões. Outros R8 milhões para obras estão sendo pleiteados pelo estado à presidente Dilma Rousseff.
 Pezão espera liberar 69 pontes afetadas pelos temporais na Serra até o fim do ano. Para a reconstrução dessas pontes, estão sendo investidos R milhões. Em Friburgo, há obras em 21 pontes, entre elas, uma sobre o Córrego Dantas e outra sobre o Ribeirão do Capitão. Em Petrópolis e em Teresópolis, são 11 pontes em cada município sendo refeitas. O Rio Paquequer tem duas pontes sendo reconstituídas: em Teresópolis e Sumidouro.
 Em 37 obras de contenção de encostas, estão sendo investidos R7,6 milhões. Dezoito delas ficam em Petrópolis, inclusive no Vale do Cuiabá (Itaipava), local mais atingido pelo temporal no município.


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