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10/03/2014

Construção civil tem menor diferença de remuneração

"Cbic"
10/03/2014

Diário do Grande ABC

Construção civil tem menor diferença de remuneração

Pedro Souza 

Do Diário do Grande ABC

Pela legislação brasileira, não é permitida a diferenciação de salários entre homens e mulheres. Mas, no Grande ABC, elas ainda ganham 32% a menos do que eles, considerando apenas os profissionais com carteira assinada – pesquisa do Seade/Dieese publicada ontem pelo Diário, que apontava diferença de 29,7%, considera todo tipo de emprego. Na construção civil, um dos setores cuja percepção é de maioria masculina, no entanto, o cenário é outro. Trabalhadoras recebem, apenas, 0,74% a menos do que os empregados.

O salário médio dos homens nas empresas da construção civil, atualmente, é de R$ 1.717,99. Deve-se ao fato de a maioria do efetivo ser formada por profissionais que atuam nos canteiros de obras, e cuja remuneração é inferior e puxa a média – que conta também com cargos mais qualificados como engenheiros, diretores e presidentes das companhias – para baixo.

Por outro lado, as poucas mulheres que atuam nas obras têm remuneração equiparada, normalmente, à dos operários. E as demais, em cargos mais altos, como supervisoras, arquitetas e engenheiras, acabam puxando a média para cima, pois têm maior remuneração e maior participação sobre o total de funcionárias do setor. No fim das contas, a renda média mensal delas atinge R$ 1.705,34.

“Hoje, no Grande ABC, sugerimos um salário piso de dez salários-mínimos (R$ 7.240)”, diz o presidente da AEAABC (Associação dos Engenheiros e Arquitetos do ABC), Luiz Augusto Moretti, para os trabalhadores de sua área.

Jucileia Batista Damaceno de Oliveira, 32 anos, moradora de Mauá, se encaixa no grupo da minoria na obra. Ela atua como apontadora, cargo equivalente a técnico e responsável pela entrada e saída de materiais de construção no canteiro e que também administra o registro de ponto dos funcionários. É a única mulher na obra em que atua. Ela revela que seu salário é exatamente o mesmo de um pedreiro. E garante nunca ter sentido preconceito de seus colegas.

Jucileia conta, porém, que pretende, no futuro, passar para o grupo das empregadas que puxam a média de remuneração para cima. Seu desejo é ingressar em curso de Engenharia Civil. “Sempre gostei do setor. Tenho quatro tios que são pedreiros e desde pequena apreciava muito o que faziam. Então, em 2010, tentei um emprego na obra. Comecei como atendente e, quatro meses depois, passei a apontadora.”

As informações sobre a remuneração são de pesquisa exclusiva do Obervatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, com base em dados que as companhias da região enviam ao Ministério do Trabalho e Emprego.

Grande ABC tem 767 ajudantes em obras

Conforme o levantamento do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, a construção civil tinha, em janeiro, 2.632 mulheres empregadas com carteira assinada na região. Esse grupo representava 6,93% do total de trabalhadores do setor, que soma 38.003 postos. E 767 moças atuavam como ajudantes nas obras, ou seja, 29% delas.

Fazendo o contraponto de remuneração, o Grande ABC tem 146 engenheiras civis atuantes, ou seja, 5,55% do total de mulheres na construção.

As supervisoras de construção civil ocupam a terceira posição em maior número de empregadas do setor. São 112 postos, o que representa 4,26% do total. Em seguida, aparecem as 106 técnicas de construção civil, com 4,03% de participação.

Ao todo, a região tem 33 desenhistas, projetistas e arquitetas, 30 gerentes de produção e operações das obras civis e públicas, 24 pintoras e revestidoras de interiores e 23 técnicas de desenho e arquitetura.

Há também 16 técnicas em construção, 14 responsáveis por montagem de estruturas de madeira e de metal em obras, duas preparadoras de massa e outras duas diretoras de produção e operações. O restante é distribuído em áreas diversas, muitas administrativas, não distinguidas como atuantes no setor.

Segmento de serviços na região é dominado por elas

Diferentemente do que ocorre na indústria da transformação, o setor de serviços emprega, em sua maioria, mulheres. Esse é também o segmento com o maior efetivo feminino. Conforme a pesquisa do Observatório Econômico da Universidade Metodista de São Paulo, ao todo há 335.714 trabalhadores sob regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) no segmento no Grande ABC.

Dentro desse universo, 170.466 são mulheres, o que representa 50,78% do total. Além disso, 51,45% das profissionais do sexo feminino da região com carteira assinada trabalham no ramo. Os homens são responsáveis por fatia de 49,22% do total de registrados do setor e, 34,48% do total de trabalhadores das sete cidades que atuam em serviços.

O coordenador do curso de Gestão de Recursos Humanos da Metodista e também consultor sênior da Formare Associados, Rafael Chiuzi, entende que o processo de desindustrialização que ocorre há alguns anos na região é um dos fatores que têm aberto mais oportunidades para as mulheres no segmento.

Isso porque muitas indústrias, com o objetivo de redução de custos, deixaram de lado os setores de serviços e passaram a contratar empresas terceirizadas para suprir essa demanda. Desta maneira, há uma abertura de mercado tanto para profissões mais qualificadas, que exigem cursos de Ensino Superior, como técnicas, e até mesmo sem muita qualificação, caso do trabalho de limpeza em geral.

Rosangela Rodrigues da Silva, 39 anos, está inserida neste grupo. Após enfrentar certa resistência dos colegas de trabalho que não a reconheciam como trabalhadora da função, ela se diz satisfeita com o que faz. Atua como eletricista de ônibus.

“No começo, quando eu chegava para realizar serviço na rua, que sempre é feito por um mecânico e um eletricista, as pessoas brincavam perguntando onde que estava o eletricista”, desabafa. No entanto, ela garante que as coisas mudaram após dois anos de atuação. Hoje, todos a reconhecem por sua eficiência no trabalho.

Isso sem contar a batalha diária que enfrenta. Solteira e mãe de dois filhos, Rosangela se orgulha de trabalhar como eletricista, gerar a única renda para o domicílio, cumprir o papel de mãe e “não deixar a vaidade de lado”, destaca.

DISTRIBUIÇÃO – Na indústria da transformação, estão 17,65% das mulheres. No comércio, são 19,92%. E, na administração pública, 9,86%.

Pelos resultados apresentados pela pesquisa do Observatório Econômico, o interesse das mulheres por cargos públicos é maior, o que talvez levasse as representantes do sexo feminino a se dedicar mais aos estudos e, realmente, atingir seus objetivos. Isso porque 67,89% dos empregados das administrações públicas da região, sejam repartições municipais, estaduais ou federais, são mulheres, total de 32.677. Na prática, também são considerados os cargos comissionados. Mas, de qualquer maneira, os homens detêm apenas 32,11%.

 


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