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Agência CBIC

27/04/2020

Construção Civil reforça importância do setor na recuperação do país

Os vice-presidentes da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) das áreas de Indústria Imobiliária, Celso Petrucci, e de Habitação de Interesse Social, Carlos Henrique de Oliveira Passos, participaram no dia 24 de abril do Seminário da Indústria da Construção Civil 2020, do jornal A Tribuna de Santos e Região. Via webinar, o debate foi sobre o cenário atual e a importância do setor da construção para a recuperação no pós-pandemia.

Segundo Celso Petrucci, a previsão inicial é de que o mercado imobiliário retome seu ritmo ainda em agosto, embora não na mesma velocidade demonstrada em janeiro e fevereiro deste ano, liderado por São Paulo.

A estimada de queda nas vendas, segundo pesquisa realizada pelo Bradesco e apresentada na semana passada durante live, está entre 21% e 23%, o que, segundo Petrucci, é inferior ao recuo de 45% registrado na crise de 2008. “Nosso produto vai sair fortalecido em relação a outros ativos financeiros”, afirmou.

Ambos descartaram o distrato como problema neste momento de pandemia, tanto em razão da Lei nº 13.786/2018, que disciplina a resolução do contrato por inadimplemento do adquirente de unidade imobiliária em incorporação imobiliária e em parcelamento de solo urbano, quanto dos investidores não terem retornos melhores. “Neste momento, a economia desfavorece o pedido de distrato”, diz Petrucci. “As pessoas estão mais em busca da necessidade do que de transformar a incorporadora em um banco”, reforçou Carlos Henrique.

 

 

Para potencializar a venda de imóveis novos durante a pandemia e gerar novos postos de trabalho na construção civil, o vice-presidente de Habitação de Interesse Social (HIS) mencionou a campanha Vem Morar, lançada na semana passada para estimular a compra de imóveis.

Articulada pela CBIC e pela Associação Brasileira das Incorporadoras Imobiliárias Abrainc, com duração inicial de 60 dias, a campanha conta com a parceria da Caixa Econômica Federal e contempla desde empreendimentos do Minha Casa Minha Vida (MCMV) até empreendimentos de alto padrão com benefício mínimo de 3 mil reais sobre o valor do imóvel.

Carlos Henrique destacou que o consumidor terá condição especial de seis meses (180 dias) para pagar a primeira parcela e as construtoras, como forma de capital de giro, a antecipação de até 10% do valor do contrato para as obras em andamento. “É uma medida que, além de trazer o benefício ao cliente, mantém a relação do construtor com o mercado”, menciona, citando que já há empresas que estão realizando vendas via plataforma digital.

Além disso, o vice-presidente de HIS ressaltou que a carência social por habitação e infraestrutura urbana – saneamento, logística – ficou ainda mais latente durante a pandemia, o que reforça a necessidade de oferecer soluções para movimentar a economia. “A CBIC enxerga a construção como principal ator de reativação da economia”, frisou.

Sobre paralisação, os vice-presidentes da CBIC destacaram que a percepção é de que não foi intensa na construção, apesar da paralisação total em Pernambuco, Ceará e Piauí. No entanto, a produtividade não é a mesma em razão do afastamento dos trabalhadores que têm mais de 60 anos ou pertencem ao grupo de risco. “Temos contado com apoio da CBIC, do Seconci e do Sesi no sentido de criar protocolos para as empresas do setor”, afirma Carlos Henrique.

Sobre as lições aprendidas e que devem ser aplicadas no pós-pandemia, os vice-presidentes citam o bom desempenho dos trabalhadores em home office, o que deve influenciar no mercado corporativo, onde as empresas terão instalações mais compactas.

Ao criticar os contínuos saques de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), como o proposto na Medida Provisória 946/2020, que prevê liberação de R$ 1.045,00 por trabalhador, Petrucci reforçou que o FGTS é mais importante do que a caderneta de poupança para o crédito imobiliário e que também financia o saneamento básico no país. “O que se construiu de 1966 até hoje no Brasil muito foi por conta dos recursos do FGTS e menos da SPBE”, alertou

Petrucci reforçou que no site, na área ‘CBIC Urgente – Combatendo o Covid-19 com informação’ estão disponíveis as iniciativas desenvolvidas pelo setor neste momento de pandemia. 

Os temas abordados têm interface com o projeto ‘Melhorias do Mercado Imobiliário’ realizado pela CBIC, por meio das Comissões da Indústria Imobiliária (CII) e de Habitação de Interesse Social (CHIS), com a correalização do Serviço Nacional da Indústria (SENAI).

Veja mais sobre o assunto em matéria do jornal A Tribuna.

 

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