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07/12/2012

Construção civil disputa engenheiros qualificados

"Cbic"
07/12/2012

Valor Econômico/BR

Construção civil disputa engenheiros qualificados

Trabalhe Ofensivas incluem treinamentos e participação nos lucros
 Ana Lúcia Moura Fé
 O crescimento da economia e a retomada da construção jogou luz sobre um gargalo antigo do setor, que é a escassez de mão de obra qualificada. Tema recorrente na pauta de dez entre dez executivos da área, o chamado apagão de engenheiros ganhou mais holofotes por colocar em cheque a capacidade de o Brasil levar a termo todos os investimentos previstos para infraestrutura. E no caso de se confirmar o aumento, em 2013, do ritmo de contratações da construção civil, o cenário de disputa por engenheiros e outros profissionais pode ficar ainda mais evidente.
 O país ficou para trás em áreas como portos, aeroportos e estradas, que requerem milhares de trabalhadores por obra. Como vai conseguir em tempo hábil esse contingente, inclusive os engenheiros de que necessita?, indaga Roberto Gerab, diretor executivo da Kallas, incorporadora que integra o consórcio responsável pela reforma e ampliação do aeroporto de Manaus (AM).
 O executivo não acredita que a solução ideal esteja no curto prazo. Os grandes investimentos em infraestrutura, segundo ele, exigem requalificação de trabalhadores e a volta significativa dos engenheiros ao setor. Isso só deverá ocorrer, em sua opinião, quando as universidades começarem a injetar no mercado os estudantes que ingressaram nos cursos da área nos últimos 4 a 6 anos. O curso de engenharia voltou a ser um dos mais procurados, mas é preciso tempo para vermos os resultados, diz.
 Por enquanto, Gerab faz o mesmo que os demais empresários do setor. Lança mão do que considera diferencial na política da empresa para recrutamento, contratação e desenvolvimento de profissionais, para atrair novos talentos onde quer que eles estejam. Muita gente começou a trazer engenheiros de fora. Eu mesmo entrevistei dois candidatos de Portugal, diz.
 Para não perder profissionais para a concorrência, a Kallas conta, entre outras armas, com o apelo da remuneração variável. A gente tenta segurar o profissional com participação nos resultados dos empreendimentos, e eles têm ficado, diz. O turnover pequeno também é atribuído ao ambiente de trabalho, que considera amigável.
 Luiz Armando Fairbanks de Sá, gerente de incorporação da Plano&Plano, diz que a guerra de salários na disputa por profissionais qualificados está fora dos planos da companhia. Sá confia que itens como treinamento, boas condições de trabalho, participação nos lucros e outros itens que fazem o funcionário se identificar com a empresa têm reforçado na equipe o sentimento de valorização. Como indicador de que a política é acertada, ele aponta o baixo turnover registrado na construtora.
 De acordo com Dario Gaspar, diretor da consultoria A.T. Kearney, muitas empresas já promovem inflação de salários para atrair pessoas qualificadas, uma fórmula que ele classifica como explosiva. É o que todos terão de fazer, mas além de não resolver o problema, cria outros, diz. Gaspar afirma que a alternativa não elimina a escassez de profissionais e contribui para elevar a rotatividade no setor. Alta rotatividade significa menos treinamento e capacitação, o que significa aumento de custos e redução da produtividade, diz.

 

 
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