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Agência CBIC

04/08/2021

Conheça formas de contribuir no combate do aquecimento global na construção

A Comissão de Meio Ambiente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CMA/CBIC) realizou nesta terça-feira (3) uma reunião com um time de especialistas para debater formas de o setor da construção ajudar a combater o aquecimento global.

O presidente da CMA, Nilson Sarti, mediou o evento e ressaltou a importância do tema para o setor “Temos que ver isso como oportunidade. Se nos preparamos, será uma grande oportunidade para o setor de evoluir e sair na frente. Quem não se preparar, poderá estar fora do mercado”.

O encontro contou com a participação diretora do Projeto Strategic Partnerships for the Implementation of the Paris Agreement (SPIPA) no Brasil, Hélinah Cardoso, do Professor Doutor da URFJ, Lucas Rosse Caldas, do professor da Poli-USP, diretor do CBCS, e coordenador técnico do Projeto SIDAC, Vanderley John, do assessor técnico da GIZ, Daniel Wagner e da coordenadora técnica do Comitê de Meio Ambiente (Comasp) do SindusCon-SP, Lilian Sarrouf.

Todos os participantes fizeram apresentações sobre o tema. A primeira foi feita pela Hélinah Cardoso com o tema “Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável” sobre o Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério de Minas e Energia e a Agência Alemã para Cooperação Internacional (GIZ).

Dentre os motivos de cooperar, ela citou que o Brasil é o 5º maior emissor de CO2 e tem a maior biodiversidade do mundo. Além disso, apresentou as áreas de atuação da cooperação. São elas:

– Energias renováveis e eficiência energética;
– Proteção e uso sustentável das florestas tropicais;
– Programas e iniciativas multissetoriais;
– Transformação urbana;
– Formação profissional;
– Proteção da biodiversidade;
– Gênero e direitos humanos;
– Clima.

Hélinah também apontou os eixos de trabalho da GIZ no setor de energia e os projetos de iniciativas multissetoriais.

Já o Professor Doutor Lucas Rosse Caldas realizou apresentação sobre “O papel da indústria da construção na redução das emissões de carbono”.

Segundo ele, reduzir as emissões de carbono resulta em: competitividade empresarial; facilidade de acesso a créditos de financiamento; possibilita um melhor entendimento de todo o processo produtivo – melhoria contínua e redução dos custos de produção; aumento da eficiência energética.

Além disso, Lucas afirma que a busca por fontes de energia renováveis leva a uma maior segurança energética, melhora a imagem da empresa, estimula a inovação tecnológica e promove o alinhamento com instituições e iniciativas públicas e do setor privado.

Para dar os primeiros passos, Lucas explica que é necessário ter o entendimento de todo o sistema e ter o engajamento de todo o setor. Segundo ele, também é preciso ter metodologias e ferramentas para medir as emissões de carbono. Um exemplo é a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV).

De acordo com ele, as ferramentas devem ser evolutivas, confiáveis, simples de serem utilizadas e acessíveis aos diferentes atores do setor. Além disso, devem ser compatíveis com outras já existentes no setor, que possibilitem o cálculo de benchmarks e uma melhoria contínua.

“Quanto mais tempo demorarmos a entender a importância da redução das emissões de carbono, mais oportunidades serão perdidas. O carbono já é uma moeda de negociação e tende a ficar cada vez mais importante”, concluiu Lucas.

O professor da Poli-USP, diretor do CBCS, e coordenador técnico do Projeto SIDAC, Vanderley John, fez uma apresentação sobre o Sistema de Informação do Desempenho Ambiental da Construção (SIDAC).

O SIDAC é uma ferramenta de gestão do desempenho ambiental da construção. Segundo Vanderley, é prática, focada em temas ambientais relevantes, facilmente integrável ao ESG e acessível a empresas pequenas ou grandes.

Hoje, o SIDAC mede, em sua versão 1.0, o consumo de energia e emissão de CO2. No futuro, vai medir água, resíduos e uso de recursos naturais.

Na versão 1.0, a cesta de materiais engloba: cimento, cal, agregados, concreto, argamassa, bloco de concreto, bloco cerâmico, telha cerâmica, vergalhão de aço e madeira serrada. De acordo com Vanderley, estes itens representam 95% da massa das edificações.

Na ocasião, também foi apresentada uma ferramenta de cálculo de emissão de gases de efeito estufa e consumo energético, a CECarbon, pelo assessor técnico da GIZ, Daniel Wagner, e pela coordenadora técnica do Comitê de Meio Ambiente (Comasp) do SindusCon-SP, Lilian Sarrouf.

A CECarbon, lançada em dezembro de 2020, permite calcular as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e o consumo energético relacionados à construção de uma edificação, levando em consideração o ciclo de vida dos insumos da obra, desde a sua exploração até o momento do seu uso na fase construtiva. A ferramenta visa contribuir com a gestão climática e energética da indústria da construção civil, a partir da padronização de métricas e premissas e da consolidação consistente de dados entre empresas e outros atores do segmento.

A partir de 2022, Lilian afirmou que os objetivos são potencializar o uso da ferramenta em nível nacional e formar base de dados para o setor de edificações no Brasil. Além disso, é esperado que haja possibilidade de comparabilidade entre obras da mesma tipologia e integração com os procedimentos do setor público e privado.

Daniel Wagner reforçou que a ferramenta é online, dinâmica, confiável e gratuita. Segundo ele, a iniciativa alcança seis dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU: energia limpa e acessível; indústria, inovação e infraestrutura; cidades e comunidades sustentáveis; consumo e produção responsáveis; ação contra a mudança global do clima e parcerias e meios de implementação.

Wagner também destacou que, por ser alinhada com políticas públicas, atende à Portaria do Ministério do Desenvolvimento Regional 959 de 18/05/21, do Programa Casa Verde e Amarela, onde há um requisito de execução de obra: utilização de ferramenta para cálculo da emissão de carbono, para avaliação da emissão de gases de efeito estufa (GEE).

Os temas que foram tratados na reunião têm interface com o projeto “Desenvolvimento sustentável na indústria da Construção” da Comissão de Meio Ambiente (CMA) da CBIC, com a correalização do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai Nacional).

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